segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

PRISÃO


Eu às vezes entendo como deve sentir um prisioneiro.

Não que minha casa seja uma prisão, longe disso.
Mas às vezes é como me sinto, presa, sufocada, angustiada, sem poder sair.
Sem pessoas pra nos visitar, maioria do tempo só eu e minha mãe.
Uma olhando pra outra, sem assunto às vezes pra conversar.
Quando saímos de casa, o que é raro, quando se trata de distração
Ficamos perdidas pra onde ir, saímos pelas lojas, olhando vitrines, pagamos as contas
Damos uma volta pela feira de artesanato na praça, comemos um pastel ou cachorro-quente.
Passa tanta coisa por minha mente, tudo se torna entediante,tv, internet, até mesmo os livros
Que me fazem passar o tempo, muitas horas chegam irritar, porque é a única coisa boa a fazer.
Tenho amigos, mas todos moram longe, tem seus compromissos, os que moram aqui na cidade
Mais perto de mim, uns nunca nem se quer conheci pessoalmente, também alguns têm família pra sustentar.
Eu gosto quando faço esses passeios com com mãe, ver roupas, mesmo senão for comprar, rir
Nos distraimos, nos faz bem, ver gente diferente dos habituais, movimento dos carros, das motos, das pessoas andando.
É como os prisioneiros devem se sentir quando saem das celas e tomam "banho de sol".
É uma comparação um tanto irônica, ou boba, mas tem um toque de realidade, tristeza e compensações.
Minha vida como muitos podem pensar, não é somente de sentimentos e sensações tristes, melancólicos, sofridos.
São sinceros, embora não permanentes por todos os dias. Sou como todos, tenho dias de oscilações, ora feliz, ora nem tanto.
Afinal nada é pra sempre, tudo muda, tudo passa, mais cedo ou mais tarde, como uma grande tempestade, que por mais
Que demore e traga consequências, ela passa e tudo é ajeitado pra voltar ao normal, e tudo fica bem e todos felizes.

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