terça-feira, 9 de julho de 2013

O PESO DO TEMPO





















Lá fora chove... Escuto a chuva batendo no telhado.
Trovoadas fortes se fazem ouvir vez ou outra.
Ventos uivam... Dá até medo.
Escrevo a lápis... Não por falta de caneta.
Sim, na esperança de que o que sinto se apague.
Como as letras a lápis se apagam com o tempo.
Preciso que se apague o que estou sentindo, e pra já!
Será possível?
Não importa a causa de me sentir assim.
Sinto-me só, abandonada, sem nenhum atraente...
Peso da solidão, da carência que só aumentam com o passar dos dias, dos anos... A idade também já pesa.
Sei que há tantos por aí do mesmo jeito, sentindo o mesmo que meu coração agora sente.
É tão difícil deixar de ser egoísta nesse momento, quanto deixar de amar alguém de um dia pro outro.
Estou confusa, decepcionada, com medo.
Queria um abraço do amado e dormir de conchinha, ou com a cabeça em teu peito.
Enfim, só queria senti-lo perto de mim.
Para variar está tão longe e inalcançável hoje.
Tenho vontade de chorar, mas serei forte... Nunca gostei de mostrar minhas fragilidades.
Já me fazem sentir isso com frequência.
Por que nada que é bom dura para sempre?
Será que iria me entediar?
Provável... Que geminiano gosta de rotina ou marasmo todo o tempo?
Coisas novas e diferentes são o combustível para sorrir de verdade.
Quero viver e ser livre, feliz.