domingo, 24 de setembro de 2017

OURO, PRATA E BRONZE


Em um dia chuvoso de Fevereiro nasciam três lindas meninas praticamente idênticas fisicamente, Vanessa, Anabelle e Joana, a primeira se destacava por seus grandes olhos castanhos; a segunda por uma pinta do lado esquerdo da boca; e a terceira era um pouquinho mais magra do que as outras, mas fora isso todas tinham as mesmas características- olhos amendoados, morenas, poucos fios ondulados de cabelo, covinhas nas bochechas e dobrinhas que davam vontade de morder.
Seus pais, Caren e Ricardo, estavam radiantes de felicidade e ao mesmo tempo preocupados, como dariam conta de três sozinhos? O sonho deles era terem filhos, mas um de cada vez e como não chegava já com oito anos casados resolveram procurar um especialista, fizeram os exames e o resultado foi que os óvulos de Caren não estavam tão bons, ela, no entanto, teve que fazer um tratamento antes da inseminação, mas com que dinheiro? Resolveram fazer um empréstimo e se caso não desse certo a inseminação, eles adotariam uma criança, o coração deles escolheria, mas não foi necessário, após um mês do procedimento, ambos muito ansiosos e receosos fizeram um teste de farmácia e para felicidade deles deu positivo e fizeram mais vários outros para comprovar.
Caren fazia o pré-natal certinho, Ricardo a acompanhava nos ultrassons e tiveram um baita susto quando a obstetra lhes disse que seriam três e mais para frente, que seriam meninas. Isso os deixou muito feliz e preocupados, pois após o empréstimo eles ficaram com dificuldades financeiras, ambos não ganhavam tão bem, pois Caren era atendente numa ótica e Ricardo era marceneiro, muito requisitado por sinal, mas mesmo assim agora seus gastos triplicariam com as bebês.Eles porém, não se arrependeram por um segundo e fariam novamente, eles se davam muito bem, conversavam muito, pensavam muito parecidos, tinham carinho e respeito um pelo outro, discutiam às vezes, mas que casal não discute?
A barriga da mãe ficou enorme no fim da gravidez, mas ela ficou ainda mais bela com seu cabelo comprido repleto de cachos, a pele morena jambo, sua estatura mediana, seus vestidos de grávida, todos a olhavam encantados. Ela comprou berços e algumas roupinhas, de resto ganhou tudo no chá de bebê. Isso os aliviou, pois era muita coisa se tivessem que comprar.  
No dia marcado, 4 de Fevereiro de 1987, lá estavam os dois na maternidade esperando a grande hora, fariam cesariana, pois ela temia as dores do parto normal e sua bolsa já havia estourado. O pai assistiria a tudo, porem não gravaria, ela não deixou. Tudo correu bem e às 13:00 horas e com muita chuva lá fora nasciam as meninas. O dia mais feliz da vida dos dois, pois agora eram pais de três lindas e saudáveis bebês.
Apesar da semelhança quase idêntica, a personalidade delas eram bem diferentes- Vanessa mais séria e quieta; Anabelle mais risonha, mas também calma; Joana muito chorona e dengosa, queria ser o centro das atenções.
No passar dos anos essas diferenças se intensificam e Anabelle se torna a mais divertida delas, Vanessa a mais introvertida, séria e Joana a mais mimada, briguenta, pois queria tudo a seu tempo e tudo para ela, sempre possessiva com sua coisas.  Embora seus pais fossem um pouco rígidos quanto a educação delas, especialmente com Joana, que tinha um temperamento mais difícil.
A adolescência aproximou mais Anabelle e Joana, apesar de suas personalidades tão distintas. Elas amavam sair e se divertirem com os amigos em comum. Vanessa preferia ler seus livros de Agatha Christie, pois os romances ela achava ilusão e muito chatos. Com seus olhos grandes e seus óculos com armação mais séria, assim como seu jeito de ser e de vestir, de certa forma a afastava das pessoas, só vivia para estudar. As outras irmãs se vestem de um modo mais casual-calça jeans ou saia, camiseta, tênis ou salto.
Vanessa é advogada e casada, tem um lindo bebê de dez meses, Luan; Anabelle é médica-pediatra e mora só em um flat, Joana é secretária executiva e mora com seus pais e só se reúnem em reuniões de família e é sempre uma alegria aos domingos e feriados, devido a vida corrida de todos.
Elas são tão diferentes entre si que até o gosto para jóias são diferentes, Vanessa prefere o bronze ou algo que imite sua cor, por parecer mais discreto; Anabelle prefere a prata, por chamar menos a atenção do que o ouro; Joana prefere o ouro, pois chama a atenção assim como ela gosta. Elas se amam e podem contar uma com a outra, porém, sem intimidade.
São irmãs e amor delas será para sempre.

CHRISTIAN

Ele  é um negro de altura mediana, muito simpático e educado, porém tímido, que cresceu numa família temente a Deus e desde novinho frequentava a igreja, tornou-se coroinha, onde auxiliava o padre na celebração.
Ele frequentava assiduamente as missas e grupo de jovens, seus pais pensaram que ele seria padre, mas não era seu intuito, pois queria casar-se e formar uma família.
Um dia conheceu Clarice, uma mulher charmosa, na flor dos seus quarenta anos, sorriso alegre, olhos penetrantes e lábios ainda muito sedutores. Ela é uma mulher distinta em seus trajes, no jeito de falar e nos gestos delicados, no entanto, era humilde como ele.
Ele puxou assunto com ela meio receoso de ser rejeitado por ser mais novo, todavia, ela muito educadamente conversou com ele, contou um pouco da sua vida e quem ela era e ele falou sobre a vida dele. Eles ficaram conversando até ele se lembrar de um compromisso na igreja e trocaram telefones. Eles estavam encantados um pelo outro e não queriam parar de conversar. Numa noite estrelada ficaram trocando fotos pelo whatsapp, onde ele conheceu o filho dela, Leonardo, de 13 anos- eles se falaram por mensagem de voz por horas, nas quais sonharam com uma vida juntos, fizeram planos, como se estivessem juntos há um longo tempo. Os pais dele viram a foto e não gostaram por ela já ser mãe de um menino daquela idade, mas como seu filho já havia namorado uma mulher de trinta quando ele  ainda estava com 18 anos, eles não se importaram muito. O importante era o filho estar feliz e não abrir mão dos seus objetivos e princípios religiosos. Ele trabalhava com o pai na alfaiataria e pretendia seguir a carreira tão bonita e rara aos seus olhos. Eles foram atrás do padre da paróquia, onde ele frequentava e no mês seguinte o padre os abençoaria. Eles seriam uma família: Christian, Clarice e Leonardo. Christian sentia-se plenamente realizado e feliz, pois trabalha com o que gosta, teria uma família maior, e continua servindo e amando seu Deus.

LUPY E O DRAGÃO MAGO

Lupy é um garotinho de cinco anos, de pele rosada pelo frio, que mora com seus pais nas montanhas na região mais fria da Carolina do Norte, EUA. Lá ele não tem amigos da sua idade para brincar, então brinca sozinho no vilarejo, até numa manhã gélida, próximo a padaria onde ia comprar pães junto com sua mãe encontrou algo estranho se mexendo na mata e ele muito curioso foi a procura e acabou encontrando um filhote de dragão
O animal ficou quieto por medo e tremeu. Lupy aproximou-se do dragão, que se encolheu arrepiado e o pegou no colo, o aquecendo com sua jaqueta, o dragão acabou se aninhando ao menino devido o calor que vinha dele. Quando Lupy mostrou sua mãe o pequeno animal, sua mãe se assustou e não queria que ele levasse aquele animal, que ele era perigoso, mas ele prometeu cuidar de Mago, seu novo amigo, e sua mãe acabou concordando. Eles o levaram para casa.Seu pai achou-os completamente loucos, porque era um dragão e deve ser muito perigoso, soltar fogo pelas ventas, como nos filmes.
E Mago cresceu juntamente com Lupy e sempre que um urso pardo ou lobos apareciam para atacar seu amigo, Mago o defendia como uma fera defende seus filhotes. Ao contrário do que imaginavam, Mago era um animal dócil, domesticável, exceto quando seus donos estavam em risco. Ele quando pequeno dormia ao lado da cama de Lupy, mas quando cresceu  muito o colocaram no galpão ao lado da casa. Lupy e ele eram inseparáveis, menos quando ele ia ao trabalho, ou namorar uma bela camponesa chamada Estela, uma loira alta, pele rosada, que conheceu quando terminava seus estudos. Lupy amava ficar ao lado do seu melhor amigo e com o passar do tempo ele descobriu um poder mágico de Mago. Ele envia raios solares em dias nublados clareando o dia e também envia arco-iris para encantar as pessoas, fazê-los felizes. Essa era sua missão. Um dia depois de anos, Mago já estava velho e Lupy já casado morava numa casa próxima a dos seus pais e de Mago, pois sabia que a hora do seu amigo estava chegando ao fim e isso partiria seu coração estar longe. Ele era grato por te-lo por tanto tempo, assim como seus pais. O dia mais triste da vida de Lupy foi quando Mago morreu devido a idade, seu pelo já estava  branco, seus caninos tinham caído, assim como maioria dos seus dentes e se cansava muito mais. Foi um dia doloroso, com muito choro de todos, muita tristeza, mas gratidão por toda alegria que ele lhes trouxe. Hoje Lupy arrumou um cachorro para seus filhos, pois sabe da importância de ter um amigo de verdade, porém, nunca esqueceu nem esquecerá de Mago, pois ele trouxe alegria na sua vida e cor para sua alma.

REX E O REINO DOS DINOSSAUROS

Em lugar muito distante, em um mundo fantástico, existe um reino onde o tiranossauro Rex reina. Um reino onde existem pessoas e dinossauros, mas ao contrário do que pensam, é um lugar de paz, bom convívio entre animais pré- históricos, seres humanos e outros animais, como mamutes, tigre dente de sabre entre outros. Todos ali se respeitam. Rex tem seu amigo e seguidor, o piterodactilo, Stol. Ele é encarregado de dar notícia de tudo que acontece no reino. Se alguém desobedecer as leis dali a punição é a prisão na solitária por três dias em um cubículo, só com água e pão. Se alguém do seu povo permanecer desobedecendo suas leis, a prisão se estende para os humanos e os dinossauros ganham uma bela mordida do rei. Assim volta a ordem e a paz no reino novamente. Rex é um rei justo e generoso, assim como seus soldados dinossauros. Eles até ajudam uma mulher carregar uma sacola, ou a criança para ela não levar peso. Os dinossauros filhotes brincam com os outros filhotes de animais. Os dinossauros e humanos se cumprimentam, conversam como se fossem todos iguais. Para o rei não há diferença, todos são iguais em direitos e deveres no seu reino.
Um dia chegou um tiranossauro rei de outro reino, Zak, para fazer uma visita cordial e quem sabe fazerem negócios e ficou indignado ao ver como funcionava aquele reinado. No seu reino, apenas viviam dinossauros, pois haviam devorado todos os animais que haviam antes deles surgirem. Quando a fome bateu, Zak e seus soldados começaram a devorar alguns animais e inclusive um dos dinossauros, que era soldado de Rex, por ter defendido o povo do seu rei. Quando o rei Rex soube do que houve ficou muito zangado com o visitante, pois ninguém deveria tocar no seu povo ou soldado sem sua autorização.
Foi uma confusão quando Zak adentrou o palácio, os dois discutiram muito, pois ambos discordavam das atitudes um do outro. Até que finalmente Rex expulsou Zak e seus soldados do reino, pois ali não era lugar para eles e Rex fez uma homenagem ao soldado que defendeu seu povo com um belo banquete e belas palavras ao falar.
Quando o rei Rex andava calmamente pelo vale próximo ao seu reino, que ele ia para esquecer dos problemas do palácio de repente foi preso pelos soldados de Zak, o rei malvado tinha ficado muito bravo, pois ninguém o tinha expulsado de nenhum reino. Ele queria matar o rei e assim assumir mais um reinado, mas felizmente haviam soldados do rei Rex por perto e comunicaram a todo o povo. Todos se juntaram e acabaram resgatando o seu rei, e matando Zak com mordidas, trombadas, facadas, etc... pegaram os dinossauros para serem seus soldados também. Foi um momento de muita celebração, pois o mal perdeu mais uma vez e o rei está bem, venceu junto com a força e união do seu povo para salvá-lo.

GIOVANNI


Giovanni é um homem que nasceu na região da Toscana, na Itália, onde sua família trabalha no cultivo de uvas e após a colheita produzem um dos melhores vinhos da região. Ele assistia pessoas tocando violino pela tv e se apaixonou. Pediu aos pais um  daqueles para tocar e também pediu-lhes para morar com os avós em Roma, assim poderia treinar e aprender tocar o violino. Ele foi morar com os avós e entrou numa aula para aprender tocar o instrumento. Passava horas e horas treinando. Seu sonho era entrar para a filarmônica de Roma. Esta é a mais bem conceituada sobre concertos em toda a Itália. Ele ensaiava arduamente todos os dias, nem saia de casa. Seus avós até se angustiavam com tamanha dedicação, pois temiam que adoecesse. Um dia de céu bonito resolveu sair um pouco para espairecer e viu numa placa em frente ao teatro: inscrições para audição da filarmônica, até sexta-feira. Seus olhos brilharam. Ele não podia acreditar no que lia, sua chance de realizar seu sonho. Chegou em casa e mal comeu, já começou a ensaiar. Era meia noite quando foi tomar um banho e cair exausto e esperançoso na cama.
No outro dia, na sexta-feira acordou bem cedo, organizou suas partituras, guardou seu violino e partiu para o teatro. Ele estava nervoso, muito ansioso, nem sequer conseguiu comer de tanta ansiedade. Assim que se inscreveu ele viu que tinha que enfrentar muitos outros candidatos, a sala estava cheia de gente para a audição, mas somente cinco entrariam. O nervosismo de Giovanni só crescia com o passar das horas, mas quando chegou sua vez ele quase desistiu por medo de não conseguir. Era o melhor da turma de violino, mas ali certamente haveriam outros muito bons, ou melhores do que ele, suas mãos tremiam. Ele tomou um gole d'agua, respirou fundo e subiu no palco para a audição. Ele estava tranquilo agora, fez o melhor que pôde e assim que acabou, ele suspirou aliviado. Quando acabou a audição e todos foram ouvidos e julgados pelos jurados, ele descobriu que foi o segundo melhor e foi o dia mais feliz de sua vida. De agora em diante tocaria em vários concertos pelo país ou até pelo mundo, e sua família se encheria de orgulho dele.

ALEXIA


Alexia é uma mulher linda, leve, livre, independente, que odeia se sentir presa em algum lugar, ou a alguém. Saiu da casa dos pais assim que acabou o período de experiência no trabalho e alugou um flat. Ela é super organizada e metódica, gosta de tudo no lugar que acha correto. Uma jovem que trabalha duro todos os dias como designer gráfica, e em quase todos os fins de semana sai pra baladas e dança, bebe com as amigas, beija vários rapazes e depois volta de táxi para casa. Quando não sai ela assiste filmes, ou séries na Netflix só comendo pipoca no sofá, ou lê algum livro.
Num sábado saiu com as amigas e bebendo só percebeu que tinham colocado algo no seu copo quando sentiu os olhos pesando, uma tontura e quando acordou estava numa cama, só com lençol a cobrindo, roupas dela espalhadas pelo quarto, se arrumou rápido sem saber onde estava e quando olhou sua bolsa, não havia cartão, celular nem dinheiro na bolsa. Ela saiu desorientada  chorando e ligou num orelhão pro 190, disse o que aconteceu e assim que apareceram fizeram um B.O e a levaram para casa. Ela ligou do telefone fixo bloqueando  o cartão e o celular. Ligou para a amiga aos prantos contando-lhe o que aconteceu e estava grata por não ter morrido. Prometeu a si mesma que nunca mais beberia tanto e que cuidaria mais de si mesma de agora em diante. Iria ao medico para fazer exames e ter certeza de que estava saudável. Foi um dos dias mais terríveis de sua vida, chorava muito  e sabia que teria tenebrosos pesadelos durante a noite. Na segunda compraria outro celular e voltaria a sua rotina de sempre, porém, sem as baladas por um tempo. Alexia sendo a mulher leve e livre de sempre.

REBECA E OS SONHOS FALIDOS


Rebeca é uma mulher de personalidade forte, que trabalha numa multinacional e convive todo dia com a pressão que  os chefes exercem sobre os funcionários para a empresa atingir seus lucros. Ela  namorou o Giovani por um ano e foram morar juntos, então  precisou trabalhar para ajudar seu marido a pagar as contas, foi quando engravidou de gêmeos e agora tinha que cuidar de filhos, nos quais ela sempre sonhou ter, mas sonhar nunca é igual a realidade. Sonhar é sempre lindo e perfeito. Ela às vezes arrependia-se de não ter estudado e formado para ser enfermeira- chefe. No seu trabalho, como costureira de enxovais hoje ela trabalha por 12 horas e descansa da empresa por 36 horas, porque vida de dona de casa, esposa e mãe nunca para, ou tem descanso.
Ela convive com cerca de 25 pessoas  no seu turno e muitas vezes volta para casa esgotada, física e mentalmente e acaba descontando em todos. Lidar com pessoas por tanto tempo, diariamente começa fazer enxergar nos outros apenas os defeitos, o stress , cansaço aumentam e tudo, todos se tornam insuportáveis ao seus olhos. O coração endurece com as dificuldades da vida e ela começa repensar sobre suas escolhas que hoje não têm mais volta. Em muitos momentos, o único desejo é gritar, deixar tudo que a prende ali e sair pelas ruas sem rumo.
Um dia ela foi procurar uma amiga psicologa, que após desabafar-se, Rebeca recebeu o melhor conselho, ela deveria começar a olhar apenas as qualidades de cada um, lembrar-se sempre porque​ gostou e se afinizou com a pessoa, é a melhor maneira de lidar com tantas pessoas diferentes diariamente. Ninguém é perfeito, na verdade, muitas vezes, Rebeca se via com mais defeitos do que os seus colegas, ou até mesmo, maiores do que suas próprias qualidades. Andava se sentindo mal quando analisava sua vida, pois as crianças faziam muita bagunça em casa, choravam, gritavam e seu marido não lhe prestava mais atenção, não lhe dava carinho nem elogiava. Ela se sentia a pior das mulheres.
O dinheiro que ganhavam mal dava para pagarem as contas, fazerem as compras do mês. Economizar era algo impossível, fazer uma faculdade era impensável. Ela já não tinha sonhos, pois acreditava que os que teve já estavam falidos.
 Ela começou a viver os conselhos da amiga  no trabalho e realmente funcionou. Ela começou a voltar menos estressada para casa e estava um pouco mais relaxada, pois além daquele conselho, Catarine disse para ela fazer algo só para ela, que lhe fizesse bem. E Rebeca começou a fazer artesanato depois que Giovani saia para o trabalho, por meia hora, pelo menos antes das crianças acordarem e ela ter os afazeres da casa. Ela começava se sentir um pouco mais satisfeita, mas estava longe de ser feliz. A vida era assim. Cheia de altos e baixos, e em certos momentos, muito baixos. Nada parece dar certo, tudo dá errado, tudo quebra em casa, só gastos inesperados. Ela espera que na próxima vida tudo seja diferente e melhor do que a que tem hoje e seu coração volte a ser doce como o que foi no começo.

SUZIE


Suzie é uma criança que vai todos os dias a escola, estuda, brinca com as colegas, e quando volta para casa mal troca de roupa  já vai brincar de boneca, sobe em árvores, brinca com vizinhos de esconde-esconde, queimada e amarelinha, janta com a familia e vai dormir.
Mas um dia, ela brincando na rua com os vizinhos numa rua sem saída a bola escapa pra rua movimentada e sem pensar ela sai correndo para buscar e acaba sendo atropelada por uma caminhonete.
É tanta gritaria, desespero, choro, chama adulto pra ajudar, sirene chegando para acudir.
É ralação pelo corpo todo, braço quebrado, dias sem brincar direito.
São dias de tédio.. um mês depois o gesso some, os arranhões também.
A alegria retorna e Suzie volta a ser a de sempre.

LOREN, A ITALIANA


Todas as manhãs Loren tomava seu café, arrumava sua bolsa e saia para trabalhar às sete e cinquenta, seu trabalho ficava a duas quadras da sua casa.
Em um dia nublado ela acordou atrasada, seu despertador não funcionou. Ela saiu apressada sem  tomar seu café, estava atrasada para o trabalho. No meio do caminho, naquela rua de pedras, seu salto quebrou e ela precisou chegar descalça no serviço. Meu dia hoje está difícil, mas vai melhorar_ logo pensou.
Isabelle, sua amiga, logo emprestou-lhe um de seus sapatos reserva que guardava no armário. Ela ficou grata a amiga e  na hora do almoço sempre iam ao restaurante ao lado, onde ela comia seu rondele e tomava seu suco e a amiga um espaguete a bolonhesa e conversavam. Depois  do trabalho como sempre ia a casa de sua mãe fazer-lhe uma visita e conversar, mas naquele dia nublado  quando ia saindo uma chuva fina começou a cair, sua mãe emprestou-lhe um guarda chuva e com o vento forte ele simplesmente voou fazendo-a parar embaixo de um toldo  de uma mercearia, onde ela esperou a chuva cessar e logo voltou para casa e foi dormir sonhando com o dia que tivera e desejando no fim de semana dar seu costumeiro passeio pelas ruelas de Veneza e talvez encontrar seu verdadeiro amor.

LUIGI, O HOMEM DOS NÚMEROS


Luigi é um rapaz que desde criança era muito obediente, respeitava as regras dadas, na verdade, sempre o trataram como um homem, um adulto e exigiam dele  tal comportamento, seguir todas as normas e padrões. Os pais o obrigavam a participar de campeonatos de matemática, assim melhoraria seu currículo para a futura vida profissional. Ele chegou a ganhar quatro medalhas de ouro e duas de prata e conheceu muitos lugares, nos quais competiu.
Ele hoje com dezoito anos trabalha como auxiliar contábil, pois sempre teve habilidade com números e cálculos, ele tem estudado contabilidade e se sente realizado. Nascera de uma família de classe alta, seu pai era advogado há anos e montara um escritório, onde já era famoso na cidade de São José do Rio Preto, por sempre ganhar as causas que aceitava e seus irmãos seguiram a profissão do pai. Na verdade, o pai também esperava que ele fosse um advogado, mas no fundo, ele sabia que não tinha a ver com Luigi.
Ele pretende entrar numa empresa grande assim que se graduar, pois já tem experiência na área, o que ajuda muito. Luigi é um homem alto, de pele clara, com cabelo escuro, liso e comprido. Apesar de muitos o apelidarem de nerd e ele realmente aparentar por seu jeito sério, tímido, introspectivo​ de ser, ele às vezes é brincalhão e divertido a sua maneira fazendo todos a sua volta darem muitas risadas.
Muitos perguntariam, ele não tem nenhum hobby, só estuda e trabalha?
Sim, ele toca violão para relaxar, tocando suas músicas prediletas da década de 80, especialmente de rock, apesar de ser novo.
Ele um dia recebeu uma mensagem pelo whatsapp, do amigo que fizera na época dos campeonatos de matemática, Júlio. Ele o convidara para se reunirem  com outros amigos da época em uma lanchonete e neste encontro  deparou-se com uma negra de cabelos cacheados e com toque de luzes para iluminar-lhe o rosto, lábios carnudos e bem desenhados que em um batom vermelho carmim chamava bastante a atenção, olhos cor de mel, alta como ele, seu nome era Sara. Ele não conseguia parar de observá-la e ela timidamente começou a conversar com ele e foi se soltando, algumas vezes dando sua risada marcante. Ela gostou bastante de sua conversa com ele, que não era nada tediante como imaginara. Na verdade, todos nós temos preconceitos sobre algo, é impossível não ter, visto que fomos educados pelos pais e pelos outros  a julgar situações, aparências e comportamentos dos quais não estamos acostumados no dia a dia.
Os amigos se divertiram bastante e marcaram de se encontrarem mais vezes, o que não aconteceu. Exceto com Luigi e Sara, que começaram a sair, se conhecerem, divertirem-se juntos e a alegria dela traz mais cor e leveza a seriedade dele. Ele aprendeu a sorrir mais, o que o tornava mais bonito e atraente para ela, além de aprender a fazer carinhos, enfim, ele aprendeu a demonstrar afeto, algo que nunca teve por parte de sua família, pois eram todos muito formais.  Na verdade, Luigi aprendeu a viver com leveza e saber o que é amar e ela aprendeu muito sobre como administrar sua futura clínica de fisioterapia, pois aos 22 anos ela se formou em fisioterapia e no momento trabalha numa clínica como funcionária para conseguir experiência e estava amando. Eles namoram há seis meses e quando completar um ano de namoro ele pretende noivar com ela, pois ele era assim, apesar de mais leve, ele ainda seguia padrões e espera formar uma família sólida como a sua, mas cheios de afeto como a família de Sara. Daqui dois anos quando formar-se ele ajudará a sua futura esposa a montar e administrar a tão sonhada clínica dela, ela cuidará dos pacientes e dos funcionários; e ele dos números. A família quase perfeita.

LEONA


Leona era uma criança linda; alta,  de olhos castanhos, corpo mignon, ingênua, não conhecia totalmente as partes ruins e difíceis da vida. Até que do nada começou sentir dores nas mãos, pés e com o passar do tempo, em mais articulações. Ela e seus pais foram a inúmeros médicos, ela fizera diversos exames de todos os tipos e nada era descoberto, mas finalmente, depois de um longo ano de dores; noites sem dormir com a mãe, Laura, do lado; perdendo aulas; o pai, Gregory, tendo que levá-la no colo para não ter tanta falta; sem conseguir andar direito pelas manhãs; uma médica especialista a diagnosticou, como Artrite Reumatóide Juvenil. Somente ela e seus pais sabiam  pelo que passavam, mas impossível descrever aos demais. Toda a família sofria ao vê-la perder peso, tomando vários medicamentos nas crises, sofrendo. Leona muitas vezes pensou em parar de lutar, mas resistira ao máximo, lutava fazendo fisioterapia constantemente por causa dos pais. Ela foi crescendo e suas limitações, deformações,  só aumentavam devido a doença. Ela não suportava a dor ao andar e precisou se render a cadeira de rodas depois de uma certa relutância por parte dela e dos pais, mas ao contrário do que pensavam, foi a melhor atitude que tomaram. Ela começou a ver o que antes não dava para observar através do carro. Antes, até andar em casa era muito doloroso para ela, devido as sequelas deixadas pela doença. Seus pais sacrificavam suas vidas e sofriam escondidos por causa dela, pois ambos sentiam-se impotentes ao verem a filha naquela situação e eles sem saberem o que fazer para acabar o sofrimento. Ela sofria dobrado, pois além das dores havia também o sentimento de peso, de  sentir que só atrapalhava as vidas de quem ela tanto amava.
Na escola não era muito diferente, especialmente quando havia festinhas e via todos dançando e ela ali presa àquela cadeira.
Na vida de Leona também havia muitos momentos alegres com suas amigas; reuniões em familia,  horas de muitas risadas; conversas
 de adolescentes; ela dançava no seu jeito e limite, pois ainda ama dançar.
Chegou a ficar alguns anos sem andar nada após uma cirurgia que infelizmente não deu o resultado esperado e nesse meio tempo, seu pai Gregory adoeceu e quase um ano depois eles perderam-no. Foi muito difícil para ela, já que seu pai era um pai maravilhoso e muito companheiro, mas pior ainda foi para sua mãe, Laura, que teve que tomar conta de Leona e administrar uma casa agora sozinha, lidar com seu outro filho que estava rebelde na adolescência sem aceitar bem a morte do pai. Leona fez várias cirurgias, continuou o tratamento e felizmente voltou a andar e isso deu um pouquinho de independência para ambas, mas só depois de mudar de estado e começar a faculdade de letras tudo melhorou. O tratamento totalmente diferente tem dado ótimo resultado a olhos vistos, pois hoje ela trabalha e faz o que antes não conseguia sozinha, apesar dela querer fazer muito mais, ajudar mais sua mãe, mas sempre que se esforça mais suas dores a vencem. Fez amigos, conheceu muita gente, estuda italiano.  Ela teve muitas paixonites, tanto na vida real, quanto na virtual, mas nenhum se tornou namorado, teve poucos ficantes. Ela não é santa, nem pretende ser, mas também não é qualquer uma e se orgulha disso. Só espera um dia se sentir amada por alguém real, pois de virtual ela já se desiludiu muito. Ela só queria se sentir bonita e interessante como tantas mulheres que ela vê, conhece e que com certeza não pode competir, pois os homens não conseguem vê-la além dos seus limites.
 Como será o fim de  Leona? Arrumará um namorado algum dia? Ela deixará de se sentir um peso para quem ama e um incômodo para as pessoas quando sai para passear nas ruas com sua cadeira?

LORENZO, O FIM PASSIONAL


Lorenzo é um rapaz sempre passional nos seus dezesseis anos,  sempre fora passional desde quando era criança, adorava brincar, correr e quanto mais crescia pior ele ficava. Ele é bem magro, baixo, usa um cabelo tipo moicano com as pontas de um loiro amarelado, usa um bigode fino e apaixonou-se quase veneramente por Sophie, uma bela moça, de estilo rockeira, ela vivia falando sobre músicas de rock e ele ouvia o tempo todo em seus fones de ouvido, já havia decorado a maioria das favoritas dela. Era uma paixão sem limite algum, mas ela o achava sinistro demais, ela sentia medo dele e ele não tinha nada a ver com ela.
Um belo dia ele a viu ficando com outro garoto do estilo dela e Lorenzo ficou louco de ciúmes. Ele não poderia fazer nada com ela, que era sua diva, nem com o carinha, então só restava sumir daquele mundo, já que não podia tê-la com ele e começou pesquisar vários meios de acabar com sua própria vida. Algo doloroso que o faria se crucificar por não ter capacidade de fazê-la ama-lo?ou algo indolor e rápido, pra faze-lo sofrer menos? Não queria fazer aquilo em sua casa, seria muito doloroso para sua familia olhar naquele quarto ou banheiro e vê-lo morto, mas precisava encontrar o lugar perfeito urgentemente. Ele não suporta mais viver sem tê-la ao seu lado, era melhor acabar logo com tanto sofrimento,  tanta angústia no peito. Ele descobriu uma casa abandonada no centro da cidade, um lugar perfeito para seguir seu plano e partir desse mundo. Ele deixou uma carta bem emocionante para seus pais e irmão sobre o quanto os amava e pedia perdão por estar fazendo o que iria fazer, mas que não suportava mais aquele mundo e aquela angústia.
Ele foi para a casa abandonada, tomou cinco comprimidos do antidepressivo da mãe  e enquanto não fazia efeito ele escreveu a carta para Sophie  dizendo o quanto a amava e que por não suportar mais vê-la com outro e o evitando feio bicho  horrendo e bravo ele iria partir e para sempre.  Ele meio embriagado por causa dos remédios pôs a carta já endereçada na caixa de coleta e voltou para a casa velha, arrumou a corda  e a amarrou no pescoço, quando viu que estava num sono insuportável ele empurrou o banquinho e enfim realizou seu desejo.
Foi um dia de muita tristeza e sentimento de culpa por parte dos pais que se puniam severamente pelo que o filho fez, e na carta estava dizendo onde seu corpo estava e correram para lá chamando a polícia, necrotério e todas aquelas coisas que envolvem morte... Tristeza, choro, silêncio fúnebre devido o ocorrido. Sophie assistia a certa distância aquele enterro com lágrimas no rosto e culpa no coração, pedindo a Deus que os perdoasse. Ela por ter feito ele chegar àquele ponto, mesmo sem querer e ele por ter feito aquilo. Um dia todos irão se perdoar, pois nenhum na verdade teve culpa dele ser quem era e nem de sua louca obsessão por ela. Ela e nem ninguém é obrigado a corresponder ao sentimento do outro, se é que o que ele dizia sentir era realmente amor, mas agora tanto sua família quanto Sophie tentam seguir em frente.