sábado, 14 de outubro de 2017

ROXANE E CHRISTOPHER-PARTE 2


Como dito anteriormente, Roxane e Christopher pretendiam marcar um encontro e ele finalmente aconteceu. Em um bar onde podiam conversar tranquilamente, tomarem um suco e ouvirem boa música ao vivo.
Naquele lugar eles deram risadas, olhares se encontraram, afinidades apareciam e diferenças tambem. Explodia dentro deles uma satisfação enorme por estarem ali um com o outro e uma atração irresistível surgiu. Quando eles chegaram na casa dela, finalmente o beijo de tirar o fôlego aconteceu, mas também foi o beijo mais especial que ela já teve. Dali em diante, eles passaram a se encontrar várias vezes, ele preparava um jantar para ela em seu flat, e às vezes ela fazia algo para ele na sua casa. As famílias se conheceram e se gostaram. Começaram a namorar e ambos estavam felizes na companhia um do outro, ninguém pensava em casamento, pois, como estavam era perfeito. Quando havia algum tipo de discussão em que poderiam se magoar cada um ia para sua casa refletir e no outro dia conversavam e faziam as pazes. Ela saia com os amigos e ele com os dele, saia para jogar bola, tomar uma cerveja com os amigos... Cada um tinha seu espaço e quando estavam juntos faziam coisas para se divertirem. Roxane engravidou e foi ótima surpresa para ambos. Eles tinham maturidade suficiente para terem um filho, e guardavam um dinheiro para quando viessem os filhos. Apesar dela ser mais rígida e ele mais maleável, ambos concordavam quanto a educação da criança. Roxane cortou o cabelo; tingiu-o de preto, assim daria menos trabalho, já que não poderia usar químicas no cabelo; começou cuidar da alimentação e fazer caminhadas após o serviço. Filho muda toda a rotina de alguém, no caso dela foi para melhor, por enquanto. Ele começou a trabalhar mais; acompanhá-la no médico e exames sempre que podia; fazer as compras para chegada da filha. Emily nasceu linda e saudável. Ele cuidava do bebê tanto quanto Roxane, afinal, eram os pais dela. Quando Emily cresceu passava uns dias com ele, outros com ela, como se fossem um casal separado, mas estavam juntos e Emily acostumou-se com isso e era feliz assim. Na escola todos pensavam que seus pais eram separados, mas se davam bem e ela nunca desmentiu. Seus pais estavam felizes e raramente sentia uma tensão de briga entre eles. Ela descobriu que um casal pode ser feliz junto, embora não precisem morar juntos e dividir a mesma casa. Para Roxane e Christopher, essa relação simplesmente funciona, embora muitos os critiquem, mas eles estão bem assim.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ADRIANE E O JARDIM AMALDIÇOADO


Adriane é uma moça simples e seu melhor hobby é cuidar do jardim de sua casa. Ela todas as manhãs cuida do jardim como se fosse um bebê, até conversa com as flores, deixando-as com pétalas lindas, um jardim exuberante. Porém, em uma tarde, na qual ela foi regar suas plantas como faz todas as tardes, parecia que haviam jogado um feitiço sobre seu jardim. As flores estavam murchas, as folhas das plantas secas e aparentemente mortas, mas quando foi tocar nelas todos pareciam criar vida de uma forma sinistra e misteriosa.
Elas começaram a se aproximar dela e uma das plantas prenderam as pernas e braços dela com a raiz a derrubando no chão enquanto folhas fechavam sua boca para ela não gritar.
As plantas puxararam-na para o porão e lá ela ficou presa até o amanhecer no dia seguinte. As plantas voltavam lindas para o jardim e lá ficavam até o fim da tarde. Um certo momento a mãe procurava pela filha aos prantos, sem saber o que aconteceu. A filha nunca saia de casa sem avisar. Eldora abriu a porta do porão, mas estava trancado e ela gritou pela filha, que não respondia. Ela tentou derrubar a porta, mas era inútil, então chamou o Seu Marcos que ensinou Adriane a cuidar do jardim. Seu Marcos confessou à dona Eldora que ele mesmo jogou o feitiço nas plantas quando o demitiram para fazer os gostos de uma garota mimada, porém, nunca imaginou que elas a sequestrariam.  Ele então falou umas palavras de bruxaria e jogou sobre o jardim e as que estavam no porão, através de um pequeno vitrô que dava para o jardim, um pó que fizeram-nas voltar ao normal. Ele pediu perdão e   salvaram Adriane. Elas o admitiram e ambos cuidavam do jardim juntos, agora mais por medo do que pela competência de Seu Marcos. Por que não chamaram a polícia para prendê-lo? Mas quem acreditaria nelas, visto que o jardim está perfeito? Às vezes é melhor conviver com o silêncio e com a insegurança do que falar demais e ser ignorado

sábado, 7 de outubro de 2017

ROXANE E CHRISTOPHER


Roxane é uma moça linda, que tem andado confusa com seus pensamentos. Ela não sabe se o que sente é apenas carência ou realmente está a fim de Christopher e não sabe se é recíproco o interesse. Ele é um rapaz simpático, educado e lindo, que ela conheceu no serviço dela como vendedora numa loja de sapatos.
Ela nunca foi do tipo baladeira e que sai por aí beijando todo rapaz que ela acha gatinho. Ela compreende e até inveja o tipo de vida de algumas, mas esse não era o tipo dela, não faz parte de sua personalidade, ou educação recebida dos seus pais. Na verdade, ela quase sempre só saia com eles e a irmã caçula.
O primeiro rapaz que beijou foi aos 20 anos e ela achou um pouco estranho. A maioria dos rapazes com quem ficou, que não foram muitos, ela encontrou na net, pois sua timidez e falta de crença nela mesma não permitiam que tomasse atitude quando se interessava em um deles. Sempre foi caseira e suas amizades virtuais  lhe fazem companhia quando não está trabalhando, estudando, assistindo tv, filme, ou conversando com os pais.
O dia em que ela encontrou os olhos de Christopher, ela pensou perceber algum interesse da parte dele e seus sorrisos, sua voz quando falava com ela nas poucas vezes que o atendeu dava a entender que ele estava a fim e isso a fez fantasiar vários encontros , conversas e beijos entre eles. Ela achava que estava enlouquecendo, que não parava de pensar nele e esperava encontrá-lo todos os dias na sapataria, porém, sempre voltava frustrada e decidida a esquecê-lo. Todavia, logo desistia e voltava a pensar nele novamente.
 Um belo dia recebeu um buquê no serviço e quando viu de quem era e leu a mensagem logo perdeu o ar, esqueceu-se de onde estava e seu sorriso transbordava felicidade, pois ali mostrava que ele estava tão interessado quanto ela e dali em diante  não teve nenhuma dúvida sobre o que sentia por ele. Eles começaram a conversar por telefone e mostrar quem eles realmente são e se encontrarão em algum momento. Se este encontro será como imaginaram, só eles saindo para saberem e verem no que vai dar... Talvez em um beijo no fim de tirar o fôlego

domingo, 1 de outubro de 2017

RUDI



Rudi é uma baratinha muito esperta, que mora com sua família de baratinhas, dentro de um closet, atrás de caixas de sapato, as quais os protegem do frio congelante, e de possíveis predadores.
Quando bate a fome, dona Rara sai em busca de alimentos no quarto das crianças, onde sempre se encontram pedaços de bolachas, bolos, doces, miolos de pão, assim ela levava o maior pedaço que conseguia para matar a fome dela e dos filhotes. Ela saia rezando para não ser vista por Gatolini, a gata da casa, ou alguém da familia, visto que eles mataram seu marido, o sr. Pando, com inseticida e chineladas. Quando chegava no esconderijo deles as baratinhas ficavam agitadas por causa da fome e da alegria e dona Rara precisava ser rígida com eles, ou nem ela comeria nada, pois sempre avançavam sobre o alimento. Rudi era sempre a que avançava primeiro e sempre dizia a sua mãe que quando fosse adulta se aventuraria e sairia daquela casa para conhecer o mundo que ela imaginava. Dona Rara temia pela coragem e audácia da filha, mas sabia que ela era capaz de tudo, portanto, nunca a limitaria àquele pequeno espaço em que viviam. Seus outros filhos nunca pensariam o mesmo, para eles aquela casa já era aventura o suficiente.
Rudi se despediu de todos e saiu pela noite muito cautelosa para que nem a gata, nem a família a vissem.  Quando chegou na rua foi um momento de muita adrenalina e medo, pois tudo era tão diferente e grandioso em relação ao que ela imaginava. Ela teve vontade de voltar para casa, mas não seria covarde, iria seguir seu sonho de conhecer o mundo, e se caso morresse no caminho ela estaria realizada por ter tomado a atitude de sair em busca do que sonhava. Rudi comia comidas de lixeiras que encontrava nas ruas, quando via algo ameaçador ela se escondia em bueiros, com nojo, mas era a única maneira de se salvar. Ela conheceu o rato Póquer, um ratinho vivido e experiente nas ruas e ele a ajudou a andar nas ruas, escapar das armadilhas que poderiam encontrar. Ela se sentia segura com ele e muito grata pela ajuda. Nas noites mais geladas eles iam para o bueiro onde ele morava e ali ficavam protegidos do frio e de predadores. Ela chorava de saudade e esperava um dia voltar e rever sua família, mas agora seguiria em frente. Ela conseguiu sair da cidade após agradecer Póquer pela grande ajuda e passou por vários lugares, onde num desses lugares encontrou Tartum, um barata  tão aventureiro como ela, e juntos saíram em busca de mais aventuras. Um dia ela voltou com ele para a casa onde ela morava e reviram os irmãos e suas famílias. Sua mãe infelizmente tinha morrido na procura de alimentos e depois ela foi ao bueiro para reencontrar seu amigo Póquer e seguiram os três em busca de aventuras mil. Vida de barata não dura muito, mas Rudie vive como quer e é feliz até quando der.

sábado, 30 de setembro de 2017

PABLO E CLARA-AMOR PELA DANÇA


Pablo nasceu no interior do Maranhão, numa família grande e humilde, que muitas vezes já passou fome, sem contato com internet, celular ultramoderno, ou roupas da moda. Pablo sonhava quase todos os dias que era um dançarino na academia de dança Bolshoi, um renomado bailarino, mas seus pais sempre diziam que aquilo não era trabalho pra homem, que ele tinha que acordar e trabalhar com o avô, que era sapateiro, que sonhar era perda de tempo e era frustrante, já que sair dali era impossível, visto que não tinham dinheiro pra comprar nem comida, imagina sair dali. Ele ficava muito triste e sua alma se afundava em desesperança.
Um dia o seu amigo Brian falou-lhe sobre um tio que estava vindo de São Paulo para revê-los, revisitar os locais da infância e que agora trabalhava numa escola de dança. Prometeu-lhe que falaria dele para o tio, e então Pablo voltou a ter esperança, que no fundo nunca morrera por completo. Quando o tio de Brian o conheceu e pediu-lhe que dançasse como nos seus sonhos, por incrível que pareça ele dançou com uma leveza e força de tirar fôlego. Parecia algo de Deus. Julio, o tio de Brian, ficou impressionado e conversou com os  pais de Pablo e  os convenceu a deixar o filho ir e investir nos sonhos que nunca devem morrer.
Pablo foi embora no dia seguinte após muito choro e abraços já saudosos. Ele ficou encantado com São Paulo e também amedrontado pelo seu tamanho e perigos. Chegando na escola de dança, que também tinha quartos para alunos que vinham de longe, ele se emocionou com a estrutura, era tudo tão novo para ele, que começou a dançar sem parar, pondo toda sua emoção ali.
Clara o viu e ficou emocionada com a dança dele, pois era lindo como se expressava. Eles ficaram amigos, contaram suas histórias de preconceito, mas ao contrário dele, os pais a apoiavam na dança.
 Ela veio do interior de São Paulo, ficava fascinada com todo tipo de dança desde pequena e vivia dançando pela casa. Começou dançar balé aos quatro anos, tendo que andar de ônibus cerca de quarenta minutos pela rodovia todo fim de semana para dançar. Todavia, ela era diferente das outras meninas, vestia roupa delicada de balé,  mas no dia a dia vestia-se com roupas despojadas, esportivas e largas, tênis ou bota e passou a interessar-se por garotas, o motivo do preconceito que enfrentou até chegar na capital. Ali ela percebia um pouco de preconceito, mas bem menor do que numa cidade do interior. Ali onde ela expressava tudo que sentia e o que queria sentir pela dança. Na verdade seus pais a incentivaram ir para a capital para dançar para não ter tanto falatório e olhares maldosos para a filha. Ela amou a escola de dança, pois ali podia fazer o que mais amava e também encontrou sua namorada, Joany, linda como Clara, mas é mais delicada e meiga. Elas eram muito discretas e respeitosas para com os outros, assim como qualquer casal deveria ser em público, só ficavam juntas no quarto em que dividiam, mas fora dali eram como amigas e todos amavam-nas, mesmo sabendo do relacionamento delas. Pablo e Clara davam-se muito bem, quando precisava de um parceiro de dança, ele era o par perfeito, uma sincronia sem igual. Joany compreendia e tornou-se amiga dele também, embora não tinham a afinidade e sincronia na dança que ele e Clara possuiam.
Um dia a academia Bolshoi passou em algumas escolas de dança em São Paulo para fazerem testes e trazer dois pares para a academia e quando viram os dois pares dançarem logo os classificaram para os testes finais e assim como eles dois certamente passaram, também Joany e Lucas passaram e assim as duas ficariam juntas e Pablo realizaria seus sonhos de todas as noites. Ele se interessava pelas garotas lindas e algumas bem  interessantes que estudavam ali como ele, embora seu foco fosse apenas aproveitar a oportunidade  que estava tendo na academia  dos sonhos: dançar.Grande parte do salário que recebiam ali para estudar dança ele enviava para a família por vale postal pelos correios, visto que os pais não tinham conta no banco.  Ele estava realizado e dançava com a alma para si mesmo e para o mundo com sua parceira de dança, Clara. Ambos torcendo para que suas famílias aceitassem as diferenças, assim como os outros deveriam e esperavam que as pessoas mudassem seus pensamentos e atitudes com os outros. Eles queriam que as pessoas vissem que arte ajuda a acabar com qualquer preconceito.

domingo, 24 de setembro de 2017

OURO, PRATA E BRONZE


Em um dia chuvoso de Fevereiro nasciam três lindas meninas praticamente idênticas fisicamente, Vanessa, Anabelle e Joana, a primeira se destacava por seus grandes olhos castanhos; a segunda por uma pinta do lado esquerdo da boca; e a terceira era um pouquinho mais magra do que as outras, mas fora isso todas tinham as mesmas características- olhos amendoados, morenas, poucos fios ondulados de cabelo, covinhas nas bochechas e dobrinhas que davam vontade de morder.
Seus pais, Caren e Ricardo, estavam radiantes de felicidade e ao mesmo tempo preocupados, como dariam conta de três sozinhos? O sonho deles era terem filhos, mas um de cada vez e como não chegava já com oito anos casados resolveram procurar um especialista, fizeram os exames e o resultado foi que os óvulos de Caren não estavam tão bons, ela, no entanto, teve que fazer um tratamento antes da inseminação, mas com que dinheiro? Resolveram fazer um empréstimo e se caso não desse certo a inseminação, eles adotariam uma criança, o coração deles escolheria, mas não foi necessário, após um mês do procedimento, ambos muito ansiosos e receosos fizeram um teste de farmácia e para felicidade deles deu positivo e fizeram mais vários outros para comprovar.
Caren fazia o pré-natal certinho, Ricardo a acompanhava nos ultrassons e tiveram um baita susto quando a obstetra lhes disse que seriam três e mais para frente, que seriam meninas. Isso os deixou muito feliz e preocupados, pois após o empréstimo eles ficaram com dificuldades financeiras, ambos não ganhavam tão bem, pois Caren era atendente numa ótica e Ricardo era marceneiro, muito requisitado por sinal, mas mesmo assim agora seus gastos triplicariam com as bebês.Eles porém, não se arrependeram por um segundo e fariam novamente, eles se davam muito bem, conversavam muito, pensavam muito parecidos, tinham carinho e respeito um pelo outro, discutiam às vezes, mas que casal não discute?
A barriga da mãe ficou enorme no fim da gravidez, mas ela ficou ainda mais bela com seu cabelo comprido repleto de cachos, a pele morena jambo, sua estatura mediana, seus vestidos de grávida, todos a olhavam encantados. Ela comprou berços e algumas roupinhas, de resto ganhou tudo no chá de bebê. Isso os aliviou, pois era muita coisa se tivessem que comprar.  
No dia marcado, 4 de Fevereiro de 1987, lá estavam os dois na maternidade esperando a grande hora, fariam cesariana, pois ela temia as dores do parto normal e sua bolsa já havia estourado. O pai assistiria a tudo, porem não gravaria, ela não deixou. Tudo correu bem e às 13:00 horas e com muita chuva lá fora nasciam as meninas. O dia mais feliz da vida dos dois, pois agora eram pais de três lindas e saudáveis bebês.
Apesar da semelhança quase idêntica, a personalidade delas eram bem diferentes- Vanessa mais séria e quieta; Anabelle mais risonha, mas também calma; Joana muito chorona e dengosa, queria ser o centro das atenções.
No passar dos anos essas diferenças se intensificam e Anabelle se torna a mais divertida delas, Vanessa a mais introvertida, séria e Joana a mais mimada, briguenta, pois queria tudo a seu tempo e tudo para ela, sempre possessiva com sua coisas.  Embora seus pais fossem um pouco rígidos quanto a educação delas, especialmente com Joana, que tinha um temperamento mais difícil.
A adolescência aproximou mais Anabelle e Joana, apesar de suas personalidades tão distintas. Elas amavam sair e se divertirem com os amigos em comum. Vanessa preferia ler seus livros de Agatha Christie, pois os romances ela achava ilusão e muito chatos. Com seus olhos grandes e seus óculos com armação mais séria, assim como seu jeito de ser e de vestir, de certa forma a afastava das pessoas, só vivia para estudar. As outras irmãs se vestem de um modo mais casual-calça jeans ou saia, camiseta, tênis ou salto.
Vanessa é advogada e casada, tem um lindo bebê de dez meses, Luan; Anabelle é médica-pediatra e mora só em um flat, Joana é secretária executiva e mora com seus pais e só se reúnem em reuniões de família e é sempre uma alegria aos domingos e feriados, devido a vida corrida de todos.
Elas são tão diferentes entre si que até o gosto para jóias são diferentes, Vanessa prefere o bronze ou algo que imite sua cor, por parecer mais discreto; Anabelle prefere a prata, por chamar menos a atenção do que o ouro; Joana prefere o ouro, pois chama a atenção assim como ela gosta. Elas se amam e podem contar uma com a outra, porém, sem intimidade.
São irmãs e amor delas será para sempre.

CHRISTIAN

Ele  é um negro de altura mediana, muito simpático e educado, porém tímido, que cresceu numa família temente a Deus e desde novinho frequentava a igreja, tornou-se coroinha, onde auxiliava o padre na celebração.
Ele frequentava assiduamente as missas e grupo de jovens, seus pais pensaram que ele seria padre, mas não era seu intuito, pois queria casar-se e formar uma família.
Um dia conheceu Clarice, uma mulher charmosa, na flor dos seus quarenta anos, sorriso alegre, olhos penetrantes e lábios ainda muito sedutores. Ela é uma mulher distinta em seus trajes, no jeito de falar e nos gestos delicados, no entanto, era humilde como ele.
Ele puxou assunto com ela meio receoso de ser rejeitado por ser mais novo, todavia, ela muito educadamente conversou com ele, contou um pouco da sua vida e quem ela era e ele falou sobre a vida dele. Eles ficaram conversando até ele se lembrar de um compromisso na igreja e trocaram telefones. Eles estavam encantados um pelo outro e não queriam parar de conversar. Numa noite estrelada ficaram trocando fotos pelo whatsapp, onde ele conheceu o filho dela, Leonardo, de 13 anos- eles se falaram por mensagem de voz por horas, nas quais sonharam com uma vida juntos, fizeram planos, como se estivessem juntos há um longo tempo. Os pais dele viram a foto e não gostaram por ela já ser mãe de um menino daquela idade, mas como seu filho já havia namorado uma mulher de trinta quando ele  ainda estava com 18 anos, eles não se importaram muito. O importante era o filho estar feliz e não abrir mão dos seus objetivos e princípios religiosos. Ele trabalhava com o pai na alfaiataria e pretendia seguir a carreira tão bonita e rara aos seus olhos. Eles foram atrás do padre da paróquia, onde ele frequentava e no mês seguinte o padre os abençoaria. Eles seriam uma família: Christian, Clarice e Leonardo. Christian sentia-se plenamente realizado e feliz, pois trabalha com o que gosta, teria uma família maior, e continua servindo e amando seu Deus.

LUPY E O DRAGÃO MAGO

Lupy é um garotinho de cinco anos, de pele rosada pelo frio, que mora com seus pais nas montanhas na região mais fria da Carolina do Norte, EUA. Lá ele não tem amigos da sua idade para brincar, então brinca sozinho no vilarejo, até numa manhã gélida, próximo a padaria onde ia comprar pães junto com sua mãe encontrou algo estranho se mexendo na mata e ele muito curioso foi a procura e acabou encontrando um filhote de dragão
O animal ficou quieto por medo e tremeu. Lupy aproximou-se do dragão, que se encolheu arrepiado e o pegou no colo, o aquecendo com sua jaqueta, o dragão acabou se aninhando ao menino devido o calor que vinha dele. Quando Lupy mostrou sua mãe o pequeno animal, sua mãe se assustou e não queria que ele levasse aquele animal, que ele era perigoso, mas ele prometeu cuidar de Mago, seu novo amigo, e sua mãe acabou concordando. Eles o levaram para casa.Seu pai achou-os completamente loucos, porque era um dragão e deve ser muito perigoso, soltar fogo pelas ventas, como nos filmes.
E Mago cresceu juntamente com Lupy e sempre que um urso pardo ou lobos apareciam para atacar seu amigo, Mago o defendia como uma fera defende seus filhotes. Ao contrário do que imaginavam, Mago era um animal dócil, domesticável, exceto quando seus donos estavam em risco. Ele quando pequeno dormia ao lado da cama de Lupy, mas quando cresceu  muito o colocaram no galpão ao lado da casa. Lupy e ele eram inseparáveis, menos quando ele ia ao trabalho, ou namorar uma bela camponesa chamada Estela, uma loira alta, pele rosada, que conheceu quando terminava seus estudos. Lupy amava ficar ao lado do seu melhor amigo e com o passar do tempo ele descobriu um poder mágico de Mago. Ele envia raios solares em dias nublados clareando o dia e também envia arco-iris para encantar as pessoas, fazê-los felizes. Essa era sua missão. Um dia depois de anos, Mago já estava velho e Lupy já casado morava numa casa próxima a dos seus pais e de Mago, pois sabia que a hora do seu amigo estava chegando ao fim e isso partiria seu coração estar longe. Ele era grato por te-lo por tanto tempo, assim como seus pais. O dia mais triste da vida de Lupy foi quando Mago morreu devido a idade, seu pelo já estava  branco, seus caninos tinham caído, assim como maioria dos seus dentes e se cansava muito mais. Foi um dia doloroso, com muito choro de todos, muita tristeza, mas gratidão por toda alegria que ele lhes trouxe. Hoje Lupy arrumou um cachorro para seus filhos, pois sabe da importância de ter um amigo de verdade, porém, nunca esqueceu nem esquecerá de Mago, pois ele trouxe alegria na sua vida e cor para sua alma.

REX E O REINO DOS DINOSSAUROS

Em lugar muito distante, em um mundo fantástico, existe um reino onde o tiranossauro Rex reina. Um reino onde existem pessoas e dinossauros, mas ao contrário do que pensam, é um lugar de paz, bom convívio entre animais pré- históricos, seres humanos e outros animais, como mamutes, tigre dente de sabre entre outros. Todos ali se respeitam. Rex tem seu amigo e seguidor, o piterodactilo, Stol. Ele é encarregado de dar notícia de tudo que acontece no reino. Se alguém desobedecer as leis dali a punição é a prisão na solitária por três dias em um cubículo, só com água e pão. Se alguém do seu povo permanecer desobedecendo suas leis, a prisão se estende para os humanos e os dinossauros ganham uma bela mordida do rei. Assim volta a ordem e a paz no reino novamente. Rex é um rei justo e generoso, assim como seus soldados dinossauros. Eles até ajudam uma mulher carregar uma sacola, ou a criança para ela não levar peso. Os dinossauros filhotes brincam com os outros filhotes de animais. Os dinossauros e humanos se cumprimentam, conversam como se fossem todos iguais. Para o rei não há diferença, todos são iguais em direitos e deveres no seu reino.
Um dia chegou um tiranossauro rei de outro reino, Zak, para fazer uma visita cordial e quem sabe fazerem negócios e ficou indignado ao ver como funcionava aquele reinado. No seu reino, apenas viviam dinossauros, pois haviam devorado todos os animais que haviam antes deles surgirem. Quando a fome bateu, Zak e seus soldados começaram a devorar alguns animais e inclusive um dos dinossauros, que era soldado de Rex, por ter defendido o povo do seu rei. Quando o rei Rex soube do que houve ficou muito zangado com o visitante, pois ninguém deveria tocar no seu povo ou soldado sem sua autorização.
Foi uma confusão quando Zak adentrou o palácio, os dois discutiram muito, pois ambos discordavam das atitudes um do outro. Até que finalmente Rex expulsou Zak e seus soldados do reino, pois ali não era lugar para eles e Rex fez uma homenagem ao soldado que defendeu seu povo com um belo banquete e belas palavras ao falar.
Quando o rei Rex andava calmamente pelo vale próximo ao seu reino, que ele ia para esquecer dos problemas do palácio de repente foi preso pelos soldados de Zak, o rei malvado tinha ficado muito bravo, pois ninguém o tinha expulsado de nenhum reino. Ele queria matar o rei e assim assumir mais um reinado, mas felizmente haviam soldados do rei Rex por perto e comunicaram a todo o povo. Todos se juntaram e acabaram resgatando o seu rei, e matando Zak com mordidas, trombadas, facadas, etc... pegaram os dinossauros para serem seus soldados também. Foi um momento de muita celebração, pois o mal perdeu mais uma vez e o rei está bem, venceu junto com a força e união do seu povo para salvá-lo.

GIOVANNI


Giovanni é um homem que nasceu na região da Toscana, na Itália, onde sua família trabalha no cultivo de uvas e após a colheita produzem um dos melhores vinhos da região. Ele assistia pessoas tocando violino pela tv e se apaixonou. Pediu aos pais um  daqueles para tocar e também pediu-lhes para morar com os avós em Roma, assim poderia treinar e aprender tocar o violino. Ele foi morar com os avós e entrou numa aula para aprender tocar o instrumento. Passava horas e horas treinando. Seu sonho era entrar para a filarmônica de Roma. Esta é a mais bem conceituada sobre concertos em toda a Itália. Ele ensaiava arduamente todos os dias, nem saia de casa. Seus avós até se angustiavam com tamanha dedicação, pois temiam que adoecesse. Um dia de céu bonito resolveu sair um pouco para espairecer e viu numa placa em frente ao teatro: inscrições para audição da filarmônica, até sexta-feira. Seus olhos brilharam. Ele não podia acreditar no que lia, sua chance de realizar seu sonho. Chegou em casa e mal comeu, já começou a ensaiar. Era meia noite quando foi tomar um banho e cair exausto e esperançoso na cama.
No outro dia, na sexta-feira acordou bem cedo, organizou suas partituras, guardou seu violino e partiu para o teatro. Ele estava nervoso, muito ansioso, nem sequer conseguiu comer de tanta ansiedade. Assim que se inscreveu ele viu que tinha que enfrentar muitos outros candidatos, a sala estava cheia de gente para a audição, mas somente cinco entrariam. O nervosismo de Giovanni só crescia com o passar das horas, mas quando chegou sua vez ele quase desistiu por medo de não conseguir. Era o melhor da turma de violino, mas ali certamente haveriam outros muito bons, ou melhores do que ele, suas mãos tremiam. Ele tomou um gole d'agua, respirou fundo e subiu no palco para a audição. Ele estava tranquilo agora, fez o melhor que pôde e assim que acabou, ele suspirou aliviado. Quando acabou a audição e todos foram ouvidos e julgados pelos jurados, ele descobriu que foi o segundo melhor e foi o dia mais feliz de sua vida. De agora em diante tocaria em vários concertos pelo país ou até pelo mundo, e sua família se encheria de orgulho dele.

ALEXIA


Alexia é uma mulher linda, leve, livre, independente, que odeia se sentir presa em algum lugar, ou a alguém. Saiu da casa dos pais assim que acabou o período de experiência no trabalho e alugou um flat. Ela é super organizada e metódica, gosta de tudo no lugar que acha correto. Uma jovem que trabalha duro todos os dias como designer gráfica, e em quase todos os fins de semana sai pra baladas e dança, bebe com as amigas, beija vários rapazes e depois volta de táxi para casa. Quando não sai ela assiste filmes, ou séries na Netflix só comendo pipoca no sofá, ou lê algum livro.
Num sábado saiu com as amigas e bebendo só percebeu que tinham colocado algo no seu copo quando sentiu os olhos pesando, uma tontura e quando acordou estava numa cama, só com lençol a cobrindo, roupas dela espalhadas pelo quarto, se arrumou rápido sem saber onde estava e quando olhou sua bolsa, não havia cartão, celular nem dinheiro na bolsa. Ela saiu desorientada  chorando e ligou num orelhão pro 190, disse o que aconteceu e assim que apareceram fizeram um B.O e a levaram para casa. Ela ligou do telefone fixo bloqueando  o cartão e o celular. Ligou para a amiga aos prantos contando-lhe o que aconteceu e estava grata por não ter morrido. Prometeu a si mesma que nunca mais beberia tanto e que cuidaria mais de si mesma de agora em diante. Iria ao medico para fazer exames e ter certeza de que estava saudável. Foi um dos dias mais terríveis de sua vida, chorava muito  e sabia que teria tenebrosos pesadelos durante a noite. Na segunda compraria outro celular e voltaria a sua rotina de sempre, porém, sem as baladas por um tempo. Alexia sendo a mulher leve e livre de sempre.

REBECA E OS SONHOS FALIDOS


Rebeca é uma mulher de personalidade forte, que trabalha numa multinacional e convive todo dia com a pressão que  os chefes exercem sobre os funcionários para a empresa atingir seus lucros. Ela  namorou o Giovani por um ano e foram morar juntos, então  precisou trabalhar para ajudar seu marido a pagar as contas, foi quando engravidou de gêmeos e agora tinha que cuidar de filhos, nos quais ela sempre sonhou ter, mas sonhar nunca é igual a realidade. Sonhar é sempre lindo e perfeito. Ela às vezes arrependia-se de não ter estudado e formado para ser enfermeira- chefe. No seu trabalho, como costureira de enxovais hoje ela trabalha por 12 horas e descansa da empresa por 36 horas, porque vida de dona de casa, esposa e mãe nunca para, ou tem descanso.
Ela convive com cerca de 25 pessoas  no seu turno e muitas vezes volta para casa esgotada, física e mentalmente e acaba descontando em todos. Lidar com pessoas por tanto tempo, diariamente começa fazer enxergar nos outros apenas os defeitos, o stress , cansaço aumentam e tudo, todos se tornam insuportáveis ao seus olhos. O coração endurece com as dificuldades da vida e ela começa repensar sobre suas escolhas que hoje não têm mais volta. Em muitos momentos, o único desejo é gritar, deixar tudo que a prende ali e sair pelas ruas sem rumo.
Um dia ela foi procurar uma amiga psicologa, que após desabafar-se, Rebeca recebeu o melhor conselho, ela deveria começar a olhar apenas as qualidades de cada um, lembrar-se sempre porque​ gostou e se afinizou com a pessoa, é a melhor maneira de lidar com tantas pessoas diferentes diariamente. Ninguém é perfeito, na verdade, muitas vezes, Rebeca se via com mais defeitos do que os seus colegas, ou até mesmo, maiores do que suas próprias qualidades. Andava se sentindo mal quando analisava sua vida, pois as crianças faziam muita bagunça em casa, choravam, gritavam e seu marido não lhe prestava mais atenção, não lhe dava carinho nem elogiava. Ela se sentia a pior das mulheres.
O dinheiro que ganhavam mal dava para pagarem as contas, fazerem as compras do mês. Economizar era algo impossível, fazer uma faculdade era impensável. Ela já não tinha sonhos, pois acreditava que os que teve já estavam falidos.
 Ela começou a viver os conselhos da amiga  no trabalho e realmente funcionou. Ela começou a voltar menos estressada para casa e estava um pouco mais relaxada, pois além daquele conselho, Catarine disse para ela fazer algo só para ela, que lhe fizesse bem. E Rebeca começou a fazer artesanato depois que Giovani saia para o trabalho, por meia hora, pelo menos antes das crianças acordarem e ela ter os afazeres da casa. Ela começava se sentir um pouco mais satisfeita, mas estava longe de ser feliz. A vida era assim. Cheia de altos e baixos, e em certos momentos, muito baixos. Nada parece dar certo, tudo dá errado, tudo quebra em casa, só gastos inesperados. Ela espera que na próxima vida tudo seja diferente e melhor do que a que tem hoje e seu coração volte a ser doce como o que foi no começo.