quinta-feira, 29 de março de 2012

SENSAÇÕES PERDIDAS


limitaçoes

Meu coração desacelera pela tristeza da alma.
Ele está trancado e até quando eu não sei... Exausto de sonhar e sofrer.
Quero tanto que as coisas mudem... A partir destes 27 anos que logo chegarão.
Estou cansada de acreditar na felicidade de um amor belo e sincero, puro... Quero partir para outros rumos.
Farta de pensarem em mim como peça de porcelana, ou um vidro.
É tão difícil sentir que me veem como algo frágil e facilmente quebrável... Sou mais forte do que imaginam.
Corpo que atrai... Limitações que repelem.
Sinto nesses momentos um nada... Não sou objeto sexual. Afinal corpo não é tudo.
Mas oras... Quem gostaria de saber que causa atração e ao mesmo tempo, um medo no outro desejado?
Isso dói, machuca tanto... Como um animal selvagem.
Atrai-te para mais perto para vê-la melhor.
Depois foge... Afasta-se abruptamente, por medo do que acontecerá se aproximar mais.
Por que não me acostumo?... Já aconteceu tantas vezes.
É doloroso toda vez... Por que tem que ser assim?
Sou um bicho selvagem?... Às vezes parece que sim.
Limitações que não me impediram de estar onde estou; nem de fazer o que já fiz até hoje.
Limitações que também me impedem de ser uma mulher de verdade.
Mulher que mesmo com todas as dificuldades da vida, não deixa de ser mulher como as outras.
Com desejos, vontades, instintos naturais que deseja explorar e sentir o prazer que muitos dizem ser tão bom.
Há muito não sou a coitadinha, ou a menininha que uns ainda pensam que sou... Cresci.

segunda-feira, 26 de março de 2012

NATUREZA PERFEITA

 

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O sol nasce no horizonte, tão brilhante que ofusca minha visão.

As folhas secas do outono caem como papel que desce deslizando em zigue-zague pelo ar.

O vento sopra forte e ao mesmo tempo suave... Fazendo minha pele se arrepiar.

Eu levanto, abro os braços como se ele me fizesse voar... É tão bom!

Uma sensação que não quero deixar de sentir jamais.

O cheiro do perfume das rosas, das flores tropicais exala sob meu nariz sensível às delícias da vida.

Não quero mais sair daqui... Desta relva, deste jardim harmonioso que traz a paz de espírito de que tanto necessito e desejo.

Quero alcançar o mundo... Será que conseguirei chegar lá?

Quero deitar-me e sentir o gramado verde e molhado sob mim.

Quero saborear do morango mais vermelho e doce que houver.

Daquele mais puro e saboroso, suculento... Humm!

Fecho meus olhos para sentir teu sabor e apreciar através da minha audição, o canto afinado dos pássaros felizes e coloridos.

Olho e vejo-os sobrevoando entre as árvores floridas, cantando sobre os galhos nos pomares... É tudo tão simples e lindo.

Diante de tantas maravilhas só falta o amor para tornar tudo ainda mais perfeito.

Por que as pessoas não são tão mais simples como a natureza?

Por que complicamos tanto nossas vidas e fazemos de uma tranquila chuva, uma temerosa tempestade?

E sendo simples nós seremos mais felizes e admiraremos mais, agradecendo a Deus por poder fazer parte de tamanha perfeição.

terça-feira, 13 de março de 2012

MEDO DE SOFRER

 

Medo de Amar

Estou com medo e aflijo-me pelo medo de sofrer.

Estou tão só, mas não sai de mim o medo de amar, de me envolver.

De ti me afasto... Não quero me apegar e sair mais uma vez machucada, decepcionada com os homens, nem com o amor.

Tantas ilusões, “conversas fiadas” só para enrolar, brincar com sentimentos, usar e depois cair fora... Isso dói; deixa a gente brava; triste; e angustiada.

Morrerei eu encalhada?

Pergunta aqui dentro da alma que não se cala.

Antes morrer solitária do que me apaixonar e ficar magoada, com machucados que talvez nem cicatrizem.

Tenho medo de me apaixonar por quem não merece, e ferir-me mais uma vez.

A solidão e a carência faz-me apegar facilmente a você... Isso me causou já tantas desilusões, decepções.

Estou tão farta, amedrontada de acreditar em falsas promessas, em doces palavras e acontecer tudo de novo... Sofrer mais, me iludir mais.

Até quando enfrentar o medo é mesmo sadio?

Preservar-me é mais seguro do que encarar tudo de frente.

É bem menos dolorido... Mesmo se eu for tachada de covarde, pois o que já passei, só eu sei e senti.

Meu Deus... Será que conseguirei abrir de novo meu coração algum dia?

Poder abrir-me de novo para o amor, para a paixão… Sem ter o medo amargo de sofrer; sem ter que viver mais uma dura desilusão.

Não quero dar um adeus definitivo a paixão e viver só de solidão.

Quero voltar a amar e ver luzes coloridas, onde hoje só vejo escuridão.

Quero acreditar que o amor verdadeiro ainda existe e persistirá.

Quero um amor duradouro e bonito, mas sem me desfazer de minha essência, sem perder minha liberdade.

Amar; ser amada; ser feliz; e ser livre é mais do que único... É objetivo essencial.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O ECO DE MINHA VOZ TE CHAMA

 

Ouço vozes no meu quarto escuro, nas noites frias.

E me pergunto se não estou louca.

Vejo que não são vozes estranhas... Elas vêm do meu coração.

Elas são o eco de minha voz que te chama.

Vejo-te através dos meus pensamentos... Estes olhos claros que tanto me encantam.

A saudade do seu jeito clama por tua presença novamente.

Será que te faço falta?Pensa em mim de vez em quando?

Saudade de sua voz me chamando de morena; saudade de sua risada... E até mesmo do que nem tivemos, ou nem teremos.

Abraços; beijos; fazer amor sem parar, sem pensarmos em nada lá fora... Depois deitar em teu peito e dormirmos sossegados.

Sinto que nunca acreditará no meu amor... Pensa que fui apenas uma dolorosa desilusão.

Jamais te esquecerei... Mesmo tendo-o perdido para sempre.

O medo de nunca amar de novo e ser amada me corrói aqui dentro.

Temo morrer sem ter o teu perdão... Por que teve de terminar daquele jeito?

Pedi e me maltratou, ignorou... No fundo eu entendo… Mas doeu tanto em mim, quanto em você.

Será que o tempo fará você voltar para mim... Perdoar-me e esquecermos tudo o que dissemos da ultima vez?

Doeu tanto, não foi? Em mim ainda dói sem você.

Eu o amarei até morrer, mesmo que em seus braços eu nunca estarei... Mesmo que em mim nunca acredite.

Será que um dia te terei de verdade?E não tão longe de mim, e nem por uma tela de computador.

Tem ainda por mim um restinho de amor? Ou restou apenas mágoas e decepção, desilusão?

Não quero mais “paixões” virtuais; beijos; abraços e tchau.

Não quero ouvir falso “eu te amo” só para levar-me para a cama e depois desaparecer.

Nenhum consegue fazer-me entregar... Espero-te ainda, para tornar-me tua mulher e de mais ninguém.

Quero amor real... Você do meu lado e ficarmos juntos até morrermos.

Não estou a me humilhar; nem te pedir para voltar; ou falar isto por estar só... Apenas falo para não esconder tudo o que sinto.

Passe o tempo que passar... Nunca se esqueça... Pra sempre vou te amar.

 

O MEDO DE PERDER

 

Medo

Quem nunca teve uma perda?

Perdemos desde que viemos ao mundo e sequer nos damos conta.

Não tem como não ter perdas em nossas vidas... Mais fácil é não aceitá-las, não assumi-las para fingir ser forte e inabalável!Até Ele teve perdas e sofreu por elas.

Perda de confiança, de lealdade de seus seguidores; perda de amigos, como Lázaro, que O fez chorar, para depois ser ressuscitado por Ele.

Perder sempre dói, machuca, mas a perda faz parte... Fazer o quê?

As perdas mais doloridas são aquelas que pensamos que jamais perderíamos... Que estariam sempre ao nosso lado, incondicionalmente.

Eu perdi você, que eu pensei que morreria tão velhinho... Era tão legal, companheiro, especial, mas se foi tão cedo... Eternamente o amarei.

Eu perdi você, que tanto amei... Que tanto amor, carinho e amizade eu lhe dei... Algo tão profundo e sincero, mas nunca acreditou no que eu sentia.

Algumas vezes a falta de esperança em vê-l0 fez-me procurar em outras pessoas o que eu só encontrava em você... E você não entendeu.

Têm coisas que não dão para voltar no tempo e fazermos diferente... Se é que as coisas mudariam e eu não te perderia.

Eu perdi você, que pensei ser amizade sincera e sem fim... Nisso perdi mais do que uma amizade rara, com grande compatibilidade, confiança... Que me faz tanta falta.

Perdi mais do que se pode imaginar... Sinto-me tão só agora!

Eu perdi você: menina que confiava totalmente nas pessoas; que era sinceridade com total transparência, que aprendeu certas coisas da vida a duras penas.

Eu perdi você: a menina-mulher que quando criança não tinha medo de nada; que encarava tudo com peito,aberto para frente.

O tempo passa, as perdas aparecem e ela muda, sem opção de escolha... Por que temos de mudar desta maneira?

E o medo de perder mais estará sempre presente; a maturidade para aceitá-las aparece... Mesmo com dor no peito; com feridas, marcas profundas na alma.

Afirmação de marcas dadas pelas lágrimas que rolam pela face quando nos lembramos do que perdermos.

Assumir o que perde não faz o homem fraco, mas consciente e conformado com a fragilidade, brevidade da vida.