sexta-feira, 9 de abril de 2010

O SOM DA LIBERDADE


Quero eu ter um conversível. Não por luxo, nem metidez, ou qualquer outro sentimento ruim.
Quero ter um pra sentir o ar puro, viajar sem ter destino certo.
Parando quando e onde quiser, pra descansar e olhar para o luar.
Sem preocupar com tempo exato pra chegar a algum lugar.
Conhecer lugares tão sonhados, outros sequer imaginados.
Ouvir minhas canções românticas e agitadas no som do carro.
Sem ninguém para desligar ou reclamar do que ou do volume que escuto.
Cantar ou gritar alto de felicidade, sem importar quem ouvirá.
E no silêncio do som da música, poder ouvir o som do vento soprando forte.
Sentindo a brisa tocando meu rosto, movimentando meus cabelos para trás.
Sentindo a liberdade, a independência no corpo, no ar, no sopro do vento
Às vezes até gelado, me arrepiando o corpo inteiro, me dando uma libertação sem igual.
Quero muito ter uma sensação boa assim, ter um momento único e só pra mim.
Viajar sem rumo, amar sem pensar no amanhã, viver sem medo do que irão pensar.
Amar sem sofrer, viver intensamente cada minuto que não tenho vivido como queria.
Muitas vezes dá saudade de reviver certos momentos, outras vezes, de viver o que nem sequer vivi.
É tão estranho esse sentimento de saudade, é algo inexplicável, mas tão bom de sentir.
Quero um dia poder realizar esses momentos de saudade que não vivi.
E quem sabe, reviver com meus filhos, aqueles momentos que já vivi, e fui tão feliz?

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