quinta-feira, 1 de março de 2012

O MEDO DE PERDER

 

Medo

Quem nunca teve uma perda?

Perdemos desde que viemos ao mundo e sequer nos damos conta.

Não tem como não ter perdas em nossas vidas... Mais fácil é não aceitá-las, não assumi-las para fingir ser forte e inabalável!Até Ele teve perdas e sofreu por elas.

Perda de confiança, de lealdade de seus seguidores; perda de amigos, como Lázaro, que O fez chorar, para depois ser ressuscitado por Ele.

Perder sempre dói, machuca, mas a perda faz parte... Fazer o quê?

As perdas mais doloridas são aquelas que pensamos que jamais perderíamos... Que estariam sempre ao nosso lado, incondicionalmente.

Eu perdi você, que eu pensei que morreria tão velhinho... Era tão legal, companheiro, especial, mas se foi tão cedo... Eternamente o amarei.

Eu perdi você, que tanto amei... Que tanto amor, carinho e amizade eu lhe dei... Algo tão profundo e sincero, mas nunca acreditou no que eu sentia.

Algumas vezes a falta de esperança em vê-l0 fez-me procurar em outras pessoas o que eu só encontrava em você... E você não entendeu.

Têm coisas que não dão para voltar no tempo e fazermos diferente... Se é que as coisas mudariam e eu não te perderia.

Eu perdi você, que pensei ser amizade sincera e sem fim... Nisso perdi mais do que uma amizade rara, com grande compatibilidade, confiança... Que me faz tanta falta.

Perdi mais do que se pode imaginar... Sinto-me tão só agora!

Eu perdi você: menina que confiava totalmente nas pessoas; que era sinceridade com total transparência, que aprendeu certas coisas da vida a duras penas.

Eu perdi você: a menina-mulher que quando criança não tinha medo de nada; que encarava tudo com peito,aberto para frente.

O tempo passa, as perdas aparecem e ela muda, sem opção de escolha... Por que temos de mudar desta maneira?

E o medo de perder mais estará sempre presente; a maturidade para aceitá-las aparece... Mesmo com dor no peito; com feridas, marcas profundas na alma.

Afirmação de marcas dadas pelas lágrimas que rolam pela face quando nos lembramos do que perdermos.

Assumir o que perde não faz o homem fraco, mas consciente e conformado com a fragilidade, brevidade da vida.

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