sábado, 24 de setembro de 2011

LIMITE DA VERDADE



 
Lágrimas escorrem pela face... Depois de um fim triste e aliviado de conversa.
Como chuva que corre livremente pela rua... Limpando tudo.
É o amor que desaba num silêncio frio... Sem clima para mais nada.
Sobrando apenas lembranças, sentimentos que ainda nos aproximam.
Diálogo é bom... Entretanto, dizer tudo que pensa e sente_ sem refletir pode magoar, entristecer... Sem querer.
Sinceridade total raramente é bem vinda... Independente da situação.
Qual o limite da verdade, e da sinceridade em um relacionamento?
Como saber até onde ir numa conversa sincera?
Ninguém quer ouvir dos outros, o que já sabe no íntimo.
Ouvir o que sabe, mas não quer _ é chato, ofensivo, dói,machuca...
É como por um punhal aos poucos no peito, só para doer mais.
Falar demais pode mudar profundamente a vida de alguém... Seja para o bem, ou geralmente, para o mal.
Palavras têm poder... Uma forma imensurável!
E a forma como as dizemos, tem consequências ainda maiores.
Família e amigos nos dizem às vezes o que não querer escutar, e perdoamos... Afinal, querem que melhoremos.
Estranhos nos dizem, e tudo cai como fofoca, ou maldade... Machucam com intensidade!
Sinceridade com moderação, e o jeito de falar podem elevar; entristecem um pouco o coração... Mas nos dá vontade de evoluir.
Ou a sinceridade sem freio pode nos mortificar, deprimir... Tirar nosso ânimo, até a vontade de existir.
Dizer tudo que o coração está cheio nem sempre o alivia... Ele pode se angustiar ainda mais _ pois magoa alguém, e diz o que não queria, nem deveria. 

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