quarta-feira, 8 de julho de 2026

CANSADA DE SER QUASE PERFEITA

 

Renata tem refletido muito sobre sua vida nestes últimos dez anos: O que tenho feito para mim mesma? Sua vida tem sido só trabalhar mais de 12 horas por dia, numa empresa de publicidade; cuidar da casa e pagar contas; cuidar dos três filhos: um de oito, outro de dez, e uma mocinha de treze anos; agradar o marido; dar assistência aos pais; fazer o possível para dar atenção às amigas. Ela se sente tão pressionada a ser perfeita, a dar conta de tudo ou quase, e só guardando tudo isso para si mesma, aguardando o mínimo de reconhecimento de quem amava, embora soubesse que estava exercendo sua vocação de mãe e esposa. Renata sente que incomoda os outros se conta seus problemas. Sente que os problemas dela são tão insignificantes, como se só os outros tivessem problemas maiores, até mesmo seu marido dizia que reclamava de "barriga cheia". Ela o ama, mas nesses 15 anos de casamento, ela tem percebido que o amor não é mais o mesmo do começo, tem esfriado, está desgastado pela rotina, e sua admiração por ele está acabando dia após dia. Ela se sente solitária mesmo casada, pois ele não é o parceiro que imaginou e que necessita. Ela sabe que as coisas costumam mudar com o passar do tempo, pois com o dia-a-dia o amor se modifica, já não existe mais aquela paixão do começo, mas ela não sabe o que fazer com o que vem sentindo, e sente que seu relacionamento está por um fio, da parte dela.

Eles se conheceram em uma lanchonete. Ela estava com as amigas conversando e ele com os amigos dele, mas nem prestava atenção nas conversas, só ficava observando-a, até que ela foi ao caixa pra pagar a parte dela, então tomou coragem, se aproximou de forma educada, disse que desde que a viu não conseguiu tirar os olhos dela, se apresentou, perguntou se ela poderia dar uma chance pra ele, e então, lisonjeada e solteira, ela pensou: "ele era gatinho, e tem atitude", o que ajudou-a decidir a dar uma chance pra Ronaldo. Trocaram número de telefone, começaram a conversar direto, saíam juntos. Depois de uns dois meses se conhecendo, ele a pediu em namoro, e como Renata já estava envolvida, encantada, ela aceitou. Namoraram por três anos, e seis meses depois eles casaram em uma cerimônia simples, intimista, mas bonita. Não teve os gastos que um casamento tem nos dias de hoje, em que há mais uma competição para ver quem faz tudo mais bonito e mais caro que o outro, do que realizar um sonho. O vestido dela foi feito por sua mãe costureira, mas ficou do jeito que Renata sonhava: no estilo medieval, com corpete e uma saia comprida, porém, sem cauda, com renda nas mangas, ao invés de tecido, e comprou o véu, que cobria seu rosto na entrada da igreja. Foi o dia mais feliz da vida dela antes dos filhos.

Ronaldo não trabalha há mais de três anos, desde que a última empresa em que trabalhou  o registrou. Nunca trabalhou mais de um ano em um mesmo lugar, e às vezes ele consegue algo temporário, mas reclama de tudo, na verdade, ele nunca gostou de trabalhar. Sua mãe sempre o mimou muito, e pagava tudo para ele, já que é filho único e tinham uma condição financeira muito boa, então ele nunca sentiu necessidade de trabalhar. Ela sabia que ele nunca tinha trabalhado, mas imaginou que quando casasse ele iria ter a responsabilidade de homem, de provedor da família, no entanto, isso não aconteceu, e ela precisa administrar tudo. Ela diz que ele precisa arrumar um emprego, pois está muito pesado dar conta de tudo sozinha, mas ele a ignora e a chama de chata, que não vai trabalhar ganhando pouco e trabalhando muito. Renata entra no banheiro e debaixo do chuveiro deixa a água escorrer por seu rosto enquanto chora. Ela anda exausta, sem energia, se sentindo sufocada. Renata resolveu conversar abertamente com ele, enquanto os filhos dormiam.

_Ronaldo sente aqui, por favor, pra gente conversar um pouco. 

_O que você quer? Aposto que é pedir pra eu trabalhar, se for isso, não quero nem papo. Ele disse de um jeito grosseiro e impaciente.

Ela só olhou para ele sem dizer uma palavra.

_Eu tenho sentido tanto sua falta, seu carinho, saudade de ficar abraçada com você enquanto assistimos a TV, dormirmos de conchinha, de sairmos só os dois para termos um encontro, como fazíamos quando éramos namorados. Eu tenho me sentido tão cansada, exausta, na verdade, de dar conta de tudo sozinha. Quando era mais nova, antes de namorar você, meu primeiro namorado e homem, eu dizia para mim mesma:

_Renata, você não ficará casada com alguém que não cumpre suas obrigações de pai com as crianças, nem com as tarefas de casa, já que não vai morar só. Você nem ficará com um homem que não provê a casa, já que essa é a principal obrigação de um marido, prover o lar, sua família. Você não precisa passar por isso. É independente, bonita, inteligente, e pode escolher entre ser solteira e viver sua vida, ou encontrar alguém que seja parceiro; amigo; que te ajude a formar uma família; ser bom pai.                               E tenho mesmo refletido sobre isso  Ron. Deveria ter visto os sinais claros na minha frente, mas ignorei, pois estava encantada e era tão ingênua. Eu só tinha 20 anos. Felizmente a empresa onde trabalho me aceitou na época mesmo sem experiência, o que é raro, você sabe.

Ele a olhou com espanto.

_O que você quer dizer com isso? Quer se separar?

_Eu realmente não quero, mas não vejo outra alternativa. Você não tem sido o marido que necessito, e que quero. A igreja diz que amor de verdade é sacrifício, até concordo, mas até que ponto? Tudo tem limite, nada deve ser extremo se está acabando com a gente. Eu disse tudo aquilo sobre como me sentia, a falta que sinto de nós, e o que você fez? Nada, e fez pouco caso dos meus sentimentos, como se eu estivesse exagerando, reclamando à toa. Isso me magoou. São 15 anos casada contigo, mas me sentindo solitária, mãe solo, então pra quê estar casada, se preciso dar conta de tudo sozinha? Tenho pensado em uma solução: Você volta pra casa dos seus pais, tem a vida que sempre quis, vai ter a metade de tudo que conquistamos depois do casamento, que é seu direito, e poderá ver as crianças sempre que quiser, e paga a pensão, claro, mas estará livre de me ouvir te cobrando trabalho, e que faça sua parte como marido e pai. Você será solteiro de novo. Vou conversar com o advogado, e ele entrará em contato com você.

_Como assim divórcio? Eu amo você e nossos filhos, você vai abrir mão de todo esse tempo juntos?E nossos filhos, não pensa neles?Não quero ser solteiro, eu sou casado. Não me deixe.

_Eu já cansei de conversar com você, pois sempre me ignorou. Quem está abrindo mão há muito tempo de nós quatro é você. Quem ama, como diz nos amar, não faz isso. Eu preciso de atitudes que demonstrem isso, não só palavras. Você nunca brincou, ou conversou com nossos filhos, nunca teve paciência com eles, ou comigo. Agora está preocupado sobre como irão reagir? Que exemplo de homem você está dando pra Joice?Já pensou nisso?  Então me poupe. Vou me separar pra ter paz. E você também terá o mimo da sua mãe, e gente te bancando sem reclamar, enfim, paz. Vou dormir no sofá. Boa noite.

Ronaldo ficou ali na sala sem reação, parado como estátua, sem acreditar que ela faria aquilo.

Enquanto isso, Renata chorava muito sob a água do chuveiro, pois sonhava viver a vida inteira ao lado dele, pois acreditava que casamento era até que a morte os separe, mas não está sendo assim, e ainda acha que o ama, apesar de tudo. Ela se sente triste, frustrada, com raiva de si mesma por ter aceitado tudo aquilo por tanto tempo. Por que foi tão cega? O que pesa nessa separação são seus filhos, pois sabe que sofrerão muito, mas ela está adoecendo. Como vai cuidar deles doente? Ela também precisa cuidar de si,  pois se sente sem energia, insegura, indesejável como mulher, chata, nervosa. Eles precisam de uma mãe feliz, já que educação, limites, e exemplos vêm de casa. Renata quer que sintam orgulho dela. 

Ela cuidou do café da manhã das crianças, beijou-os antes de sair, enquanto ele dormia no quarto, e foi para o trabalho. Chegando lá, procurou o advogado da empresa, e pediu conselho pra ele, o contato de um advogado da área e bom pra ajudá-la. Ele passou o contato, e Renata então ligou, marcou uma reunião com dr. Roberto.

Dr. Roberto, advogado na área da família, deu todas as orientações a ela depois que Renata lhe contou o motivo de ter procurado por ele, e entrou com o pedido de divórcio. Não era o que queria, mas no momento não via outra solução. Quando saiu do trabalho passou na casa de sua irmã, Julia, contou-lhe tudo e se abraçaram.

Ela ligou para a mãe, depois que fez janta e deu aos filhos quando chegou. Renata ligou para a mãe no quintal, onde poderia ter mais privacidade, e sua mãe aconselhou-a para pedir ajuda a Deus, pois Ele é o único que pode fazer algo por ela, e que iria orar pela filha. No começo, Renata ficou irritada, mas resolveu tentar, pois não via outra alternativa. Ela orava, colocava seu marido e seu casamento nas mãos do Pai, se derramava para Ele, chorava, pois não sabia mais o que fazer.  

O tempo foi passando, e Renata pedia sabedoria para saber como agir com seu marido. Ronaldo foi mudando aos poucos, mas não foi da noite pro dia. Nada é, e com o tempo Ele vai nos curando, nos modificando, se pedirmos.  Ronaldo foi procurar emprego e encontrou algo.  Passaram -se dez meses, e ele não arrumou um jeito de ser demitido, e começou ajudar Renata a pagar as contas da casa.  Renata estava se sentindo grata e aliviada. Ela ligou para o Dr. Roberto e pediu para cancelar o pedido de divórcio. Eles fizeram uma divisão de tarefas, portanto, todas as crianças ajudavam, e ela se perguntou: por que não pensei nisso antes?  Renata se sentiu uma idiota, e ao mesmo tempo mais leve sem aquele peso e tensão que sentia nos ombros e nas costas.

Ronaldo não era um homem romântico, nem carinhoso como ela quer, mas ele já tem melhorado muito, até mesmo na relação com os filhos. Tudo isso tem feito com que Renata começasse a buscar mais a Deus, e ser cada dia mais grata a Ele, e falar mais Dele pra seus filhos, que têm visto a mãe mais alegre, tranquila, finalmente feliz. 

Os filhos veem os exemplos dos pais, e eles os seguem, para o bem e para o mal. A relação de Renata e Ronaldo mudou e eles agora são quase o casal que ela sonha ter um dia.









quinta-feira, 25 de junho de 2026

A MÁ SORTE QUE VIROU SORTE

 


Era uma vez, uma mulher que se considerava uma pessoa sem sorte. 

Seu pai faleceu poucos meses depois que ela havia nascido. 

Sua mãe preferia sua irmã mais velha a sua outra filha. 

Ela era muito tímida e não conseguia fazer amigos.

Ela foi crescendo, e seu sentimento de inferioridade só aumentando.

Portanto, cada dia que passava ela se sentia menos merecedora de ser amada e feliz. 

Joanita era uma mulher bonita, inteligente, doce, porém, sua mãe sempre dizia que a irmã era a única bonita da família. Isso a magoava muito.

A irmã já namorava, e os rapazes do bairro ficavam doidos com ela, mas parecia que Joanita era invisível, pois ninguém a notava. 

Um dia, enquanto lia um romance no intervalo da aula, seu único lazer, apareceu um rapaz e perguntou-lhe:

_ Por que você está aqui lendo e não conversando com a turma? 

_ Ninguém me quer por perto. 

_Sou Ferdinando, e você é ?

_ Joanita. Oi Ferdinando. Por que você não está lá com eles? E voltou o olhar para o livro.

_ Porque achei que te conhecer seria mais interessante.

O rosto de Joanita enrubesceu. 

_M-me conhecer? Inte-teressante eu? Ela gaguejou.

_ Sim, você  é. Só basta deixar que te conheçam melhor. 

Ela sorriu sem jeito e fechou o livro, não antes de marcar a página, e conversaram sobre os gostos um do outro. E riram juntos.

Dali se formou uma linda amizade, e aos pouquinhos ele ia fazendo outras pessoas conhecê-la melhor.  

E ao contrário do que pensava de si mesma, ela não era sem graça, nem feia. Conforme ia conhecendo melhor os outros, e se sentindo mais a vontade, mais viam que ela era divertida, inteligente, pediam ajuda pra alguma matéria...Ela se tornou uma mulher mais confiante, interessante, mais feliz. Algo que ela nem imaginava ser possível. A amizade deles foi ficando mais  firme e verdadeira. 

Ferdinando a convidou para uma festa em sua casa, pois iria comemorar seu aniversário de 18 anos. Joanita vestiu seu melhor vestido e se arrumou da melhor forma que podia,  e ainda assim, estava muito simples. Quando ela chegou, ele lhe deu um forte abraço e agradeceu por ter ido. Ferdinando pediu um vestido emprestado a sua irmã e pediu que q amiga vestisse, pois os corpos das duas eram muito parecidos. Ela saiu deslumbrante com um vestido longo preto, de alças finas e que a fazia brilhar.  A irmã dele fez um rabo de cavalo nela e lhe emprestou um par de brincos e colar. Ela não se reconhecia, mas todos ficaram encantados com sua beleza e educação. Quando o primo dele a viu foi amor à primeira vista. Paulo se aproximou e começaram a conversar, eles trocarqm telefone e hoje estão namorando. 

Quanto a sua mãe e irmã, nada mudou para elas.  Joanita continuava a mesma, mesmo com toda sua mudança de personalidade. Felizmente, a visão de si mesma mudou, ela fez amizades, e encontrou um amor. Portanto, Joanita não tinha a má sorte que imaginava ter, era só mudar a forma de olhar para si mesma, e para o mundo a sua volta.




quinta-feira, 4 de junho de 2026

OUTONO SE DESPEDE


 As folhas amareladas caem das árvores.

O chão está forrado de folhas secas e pétalas caídas.

É até bonito de ver.

O outono está quase se despedindo.

E o inverno querendo dar seu oi gélido da estação.

O frio das manhãs e dos fins de tarde doem minhas juntas mesmo estando aquecida. 

Tem hora que nem remédio adianta.

Tudo tem seu tempo, seu momento certo de acontecer, e eu sei disso.  Mas eu só torço para que chegue logo a primavera.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

OUTRO MEDO

 

Já escrevi sobre o medo uns anos atrás.

Era outro tipo de medo.

Era o medo que paralisava, e os tipos que existem, alguns nem sequer conheço.

Hoje falo do medo que protege.

Aquele que não te coloca em perigo.

Aquele que te deixa mais cauteloso.

O medo que arrepia só de pensar.

Pensando assim, o medo nem sempre é ruim.

O medo te poupa de entrar em muita fria.

Esse tipo de medo é como um sinal de Deus, para lhe dar um livramento. 

E vem geralmente em forma de pressentimento, intuição, até o famoso sexto sentido feminino.

Só precisamos prestar atenção, sermos precavidos sobre o que acontece ao nosso redor.

Pois Deus sempre quer o melhor pra nós, nos livrando de todo mal.


sábado, 23 de maio de 2026

A MELANCOLIA DA IDADE

 

Tudo está preto no branco.

Ou você é a favor, ou é contra algo/ alguém.

Principalmente sobre política.

Não existe mais meio-termo.

É 8/80.

Tem tanto mimimi hoje em dia, que está chato.

É tanta frescura que dá preguiça.

Não se pode dizer nada que é motivo de acabarem contigo.

Os donos da razão, do certo e do errado.

Podem até te cancelar na internet.

Nasci nos anos 80, a um dia de fazer 41 anos.

A vida parecia tão mais simples, prática antigamente.

Sinto falta disso.

Já vi e vivi muita coisa que as novas gerações nem sabem o que é.

Estou vendo e vivendo coisas que nunca imaginei que aconteceriam.

Algumas surreais, como IA - Inteligência Artificial.

A tecnologia tomando conta de tudo e nos deixando cada dia mais dependentes dela e isolados em nossos mundos.

A solidão é bem visível dia após dia; a saúde mental mais precária, com muita gente procurando ajuda psicológica por ansiedade, depressão, TDAH, coisas que nem sabíamos que existiam um tempo atrás.

No passado, pra assistir filme tinha que alugar fita de video cassete e rebobinar antes de devolver, ou assistir sessão da tarde,telecine quando passava o que queria ver;havia telefone orelhão, onde precisava de ficha, e depois passou para cartão de 20/ 30/50/75 unidades, tinha até colecionador desses cartões.

Tinha telefone fixo que precisava girar com o dedo pra discar, e depois veio o de teclas. Para ouvir música tinham as fitas cassetes que podíamos ouvir dos dois lados no walkman ou rádio; rádio com as estações AM e FM; disco de vinil; depois vieram  os discmans para cds; TV de tubo sem controle remoto, depois veio o controle remoto; e a TV passou a ser plana, mais leve e maior com controle remoto.

As brincadeiras eram mais divertidas, pois a maioria era em grupo: pegar vareta; pular corda; esconde-esconde; pega-pega; stop (adedonha, dedos, dependendo da região); amarelinha ou maiê; morto/vivo; seu rei mandou, polícia e ladrão; jogar bafo com as figurinhas e trocar as repetidas com os amiguinhos; queimada; iôiô; pião; bolinha de gude; casinha e boneca; e tantas outras. Era na rua, ou na casa dos avós com os primos, ou em casa, não importava o lugar.

Qualquer moeda que a criança ganhava deixava-a feliz pra comprar doce na venda.

Juntar a família no almoço de domingo com frango, macarronada, conversa e risada.

Hoje as coisas mudaram e ficaram mais práticas, mas as crianças ficaram menos ativas. Existe menos interação, união entre as pessoas, pois ninguém quer receber nem visita, não querem sair de casa pra nada. Existem as entregas de comida, e do que precisar, basta entrar no aplicativo que gosta ou site, compra e espera chegar, sem preocupação. 

Agora na TV pode ver séries e filmes quando quiser, podendo parar sempre que precisa, sem ter que esperar o intervalo; programas de reformas; de saúde; de culinária; esporte; noticiários, e se não tiver uma TV smart; tem o celular, onde pode ver pelo youtube, e grande maioria possui um aparelho com internet. Não é preciso mais cd, rádio, nem baixar suas músicas favoritas pra colocar no celular, pois nele podemos baixar aplicativos como spotify pra ouvir músicas e podcasts de graça ou pagando.

Inclusive, para relacionamento amoroso ficou mais rápido encontrar alguém, se tiver sorte, pois existem aplicativos até pra isso. Mas é preciso cuidado, pois nem sempre o que parece ser, e diz que é, realmente é.

As relações ficaram menos profundas, mais “líquidas”, e tóxicas.

Muitos não querem nada sério. Portanto, ao mesmo tempo que está mais prático e rápido pra ter algo a mais sem compromisso; está mais difícil pra quem quer algo profundo e com futuro, saudável com alguém.

Acho que faz parte da idade essa melancolia de pensarmos sobre tudo o que passamos até agora.

Saber que Deus esteve comigo durante todos esses anos, me dá um calor no coração e sentimento de Sua proteção divina em cada passo que dei e darei até meu último respiro.

Mudaram as ferramentas para facilitar nossas vidas, e há muitas que nem citei, mas é fato, que nessas 4 décadas e pouco que tenho vivido, muitas coisas mudaram, e nós também, pra acompanharmos as mudanças e evoluirmos como pessoa. 


terça-feira, 19 de maio de 2026

A MÁSCARA DO SORRISO

 

A tristeza da alma veio à superfície, desde que abri os olhos hoje pela manhã. 

Por que? Tantos sentimentos juntos que se transformam em algo mais profundo.

Ainda assim, o sorriso aparece no rosto. 

Como dizia Monsenhor Jonas Abib: "os sentimentos são nossos, porém, a nossa cara é dos outros." 

Se ficarmos tristes, ou com raiva e aparentarmos isso, o que os outros poderão fazer por nós? Nada, além de pesar o clima. De que vale isso?

 Então, colocamos uma máscara de estou ótima(o) e seguimos em frente. 

Evita explicações, desgastes, dor desnecessária e preocupações. 

Hoje eu só queria sumir e ficar quietinha, mas quase nunca fazemos o que queremos. 

Não é justo com quem está ao nosso lado e faz tudo o que pode por nós, pra ver nossa tristeza e se sentir mal. A pessoa não merece e nem precisa disso. Então vestimos essa máscara e pedimos a Deus a Sua Misericordia.

Só  o Pai para tirar a tristeza, acalmar e alegrar a alma novamente. Só Ele tem esse poder.

terça-feira, 7 de abril de 2026

O LIVRO FOI LANÇADO

 O livro foi lançado ontem, dia 06/04/2026. Estou me sentindo muito feliz e orgulhosa de mim por essa conquista. 





CANSADA DE SER QUASE PERFEITA

  Renata tem refletido muito sobre sua vida nestes últimos dez anos: O que tenho feito para mim mesma? ...