Tudo está preto no branco.
Ou você é a favor, ou é contra algo/ alguém.
Principalmente sobre política.
Não existe mais meio-termo.
É 8/80.
Tem tanto mimimi hoje em dia, que está chato.
É tanta frescura que dá preguiça.
Não se pode dizer nada que é motivo de acabarem contigo.
Os donos da razão, do certo e do errado.
Podem até te cancelar na internet.
Nasci nos anos 80, a um dia de fazer 41 anos.
A vida parecia tão mais simples, prática antigamente.
Sinto falta disso.
Já vi e vivi muita coisa que as novas gerações nem sabem o que é.
Estou vendo e vivendo coisas que nunca imaginei que aconteceriam.
Algumas surreais, como IA - Inteligência Artificial.
A tecnologia tomando conta de tudo e nos deixando cada dia mais dependentes dela e isolados em nossos mundos.
A solidão é bem visível dia após dia; a saúde mental mais precária, com muita gente procurando ajuda psicológica por ansiedade, depressão, TDAH, coisas que nem sabíamos que existiam um tempo atrás.
No passado, pra assistir filme tinha que alugar fita de video cassete e rebobinar antes de devolver, ou assistir sessão da tarde,telecine quando passava o que queria ver;havia telefone orelhão, onde precisava de ficha, e depois passou para cartão de 20/ 30/50/75 unidades, tinha até colecionador desses cartões.
Tinha telefone fixo que precisava girar com o dedo pra discar, e depois veio o de teclas. Para ouvir música tinham as fitas cassetes que podíamos ouvir dos dois lados no walkman ou rádio; rádio com as estações AM e FM; disco de vinil; depois vieram os discmans para cds; TV de tubo sem controle remoto, depois veio o controle remoto; e a TV passou a ser plana, mais leve e maior com controle remoto.
As brincadeiras eram mais divertidas, pois a maioria era em grupo: pegar vareta; pular corda; esconde-esconde; pega-pega; stop (adedonha, dedos, dependendo da região); amarelinha ou maiê; morto/vivo; seu rei mandou, polícia e ladrão; jogar bafo com as figurinhas e trocar as repetidas com os amiguinhos; queimada; iôiô; pião; bolinha de gude; casinha e boneca; e tantas outras. Era na rua, ou na casa dos avós com os primos, ou em casa, não importava o lugar.
Qualquer moeda que a criança ganhava deixava-a feliz pra comprar doce na venda.
Juntar a família no almoço de domingo com frango, macarronada, conversa e risada.
Hoje as coisas mudaram e ficaram mais práticas, mas as crianças ficaram menos ativas. Existe menos interação, união entre as pessoas, pois ninguém quer receber nem visita, não querem sair de casa pra nada. Existem as entregas de comida, e do que precisar, basta entrar no aplicativo que gosta ou site, compra e espera chegar, sem preocupação.
Agora na TV pode ver séries e filmes quando quiser, podendo parar sempre que precisa, sem ter que esperar o intervalo; programas de reformas; de saúde; de culinária; esporte; noticiários, e se não tiver uma TV smart; tem o celular, onde pode ver pelo youtube, e grande maioria possui um aparelho com internet. Não é preciso mais cd, rádio, nem baixar suas músicas favoritas pra colocar no celular, pois nele podemos baixar aplicativos como spotify pra ouvir músicas e podcasts de graça ou pagando.
Inclusive, para relacionamento amoroso ficou mais rápido encontrar alguém, se tiver sorte, pois existem aplicativos até pra isso. Mas é preciso cuidado, pois nem sempre o que parece ser, e diz que é, realmente é.
As relações ficaram menos profundas, mais “líquidas”, e tóxicas.
Muitos não querem nada sério. Portanto, ao mesmo tempo que está mais prático e rápido pra ter algo a mais sem compromisso; está mais difícil pra quem quer algo profundo e com futuro, saudável com alguém.
Acho que faz parte da idade essa melancolia de pensarmos sobre tudo o que passamos até agora.
Saber que Deus esteve comigo durante todos esses anos, me dá um calor no coração e sentimento de Sua proteção divina em cada passo que dei e darei até meu último respiro.
Mudaram as ferramentas para facilitar nossas vidas, e há muitas que nem citei, mas é fato, que nessas 4 décadas e pouco que tenho vivido, muitas coisas mudaram, e nós também, pra acompanharmos as mudanças e evoluirmos como pessoa.
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