quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

STEWART E CAUÃ- AMOR QUE MUDA


Stewart é um homem já com cinquenta anos, olhos de um azul acinzentado,cabelos grisalhos, baixo, é considerado por todos como um homem de muita sorte por ter uma esposa amorosa, companheira; filhos educados, bons, que trabalham com ele na construtora- uma empresa já bem conceituada na cidade e região. Ele é um homem mal-humorado, ingrato pelo que tem e cruel às vezes com quem está ao seu lado, sem falar na sua ambição sem limites.
Um dia ao amanhecer ligaram para ele dizendo-lhe que Cauã, seu filho caçula havia recebido um tiro em um bar e que a ambulância o havia levado para o hospital.
O mundo havia desmoronado em sua cabeça e Stewart estava pálido, sem forças nem para falar algo.
Sua mulher, Ellen, não parava de chorar e pedir para irem ao hospital. Quando chegaram descobriram que o rapaz estava em coma e que agora era só esperar ele acordar, ou não.
Os corações estavam esmagados pela dor e o medo da perda, os olhos estavam cheios de angústia e desespero.
Enfim o viram e o choro foi inevitável, pois a morte era iminente.
Depois de uma semana Cauã acordou, porém, sem movimentar-se e sentiam sua agonia pelo seu olhar. Alguns minutos depois seus pais voltaram para seu quarto e ele percebeu em seus olhos que havia algo de errado com ele e quando seus pais lhe disseram que ficaria paraplégico devido o tiro foi a morte para ele. Ele se revoltou, gritou, esbravejou e não aceitava de jeito nenhum sua nova condição de dependente dos pais e irmão até adaptar-se. Ele lhes disse que era melhor ter morrido e que aquilo não era vida. Seus pais tentavam acalmá-lo e dar-lhe uma força que naquela hora nem imaginavam ter, mas eram seus pais e eles tinham mais do que amor para lhe dar, eles tinham a obrigação de fazê-lo persistir e continuar lutando, acreditando em si mesmo.
 Os dias passavam, ele começou fazer fisioterapia, terapia e sua aceitação começou a aparecer, embora superar aquilo em sua alma nunca chegasse a acontecer. Cauã foi para casa e muita coisa havia mudado para que ele se sentisse melhor acomodado e se adaptasse melhor a cadeira de rodas que seriam agora suas pernas. Ele recebeu algumas visitas, que na verdade foram constrangedoras, pois aquelas pessoas não sabiam como lidar com a situação: o que fazer ou não, o que dizer ou não.
Bernardo, seu melhor amigo desde a infância foi o único que não o tratou com diferença, como se ele fosse um coitadinho, ou exagerou nos elogios para com ele. Eles conversaram muito, Cauã desabafou e ambos choraram, se abraçaram e logo depois estavam fazendo piadas um com o outro.
A nova vida do rapaz não era nada fácil e algumas vezes teve o desejo de jogar a toalha, mas talvez tudo tenha um propósito maior, pois isso tudo causou uma mudança imensurável em Stewart, no jeito dele de comportar-se, pensar. Ele se tornou um homem mais doce, gentil até mesmo na empresa e em especial em casa com a família. Ele ficou mais próximo dos filhos, começou a ser mais carinhoso com a mulher, pois enfrentou uma possível perda de alguém que ama e isso o devastou por dentro e também o impulsionou a ser quem é hoje. Ellen além de ter fibra, docilidade,generosidade, ela é uma mulher de fé e estava agradecida a Deus pelas mudanças do marido que há muito vem pedindo. Na verdade, todos estavam agradecidos e surpresos pelas mudanças tão rápidas e notáveis nele. O rapaz voltou a cursar a faculdade de administração, sair com Bernardo e ter uma vida mais normal possível, como a que levava antes do ocorrido. Ele estava começando a sentir vontade de viver de novo e a paz, a alegria começava a acontecer naquele lar. Eles começaram a acreditar em felicidade.
De vez em quando Cauã se sente deprimido e revoltado pelo acontecido, mas quem não? A vida é cheia de altos e baixos e no caso dele, assim como de qualquer deficiente, também encontra-se a adaptação as coisas que eram tão simples de fazer que nem percebemos, mas que agora é preciso esforço e força de vontade para fazer.
 Um passo e uma conquista de cada vez.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

SIANA E RAEL


Siana é uma bela mulher, no entanto, ela estava bem longe de se sentir bela, o complexo com seu corpo tão magro e alto a fazia sentir-se estranha. Ela sentia que todas as roupas que vestia não lhe caíam bem, porém, muitas mulheres que a conheciam  invejavam-na, pois pensavam justamente o oposto. Para elas, tudo  o que Siana vestia ficava perfeito.
Um dia, no bar com amigas, ela conheceu Rael, um rapaz bonito, grande, discreto e muito charmoso, de olhos claros. Ela o achou bem novo para ela, porém, sua maturidade e seu olhar de encantamento enquanto a olhava chamou sua atenção. Ela não compreendia o que ele via nela para olhá-la daquele modo e suas amigas ali, tão lindas e sozinhas. Eles conversaram por uns minutos e logo ela o deixou para ir dançar com as amigas após trocarem telefones.
Ela se divertiu bastante, mas seus pensamentos não saiam daquele rapaz que enchia sua imaginação de imagens inimagináveis.
Quando chegou em casa, já quase amanhecendo deixou-lhe uma mensagem de texto desejando-lhe um ótimo domingo e foi dormir. Às três da tarde, assim que acordou deparou-se com várias mensagens dele e seu sorriso iluminou-se.
Eles ficaram conversando por mais de uma hora e então combinaram de sair a sós.
Foi um dia maravilhoso. Eles passearam, almoçaram juntos, conversaram, riram muito e perceberam que entre eles haviam  muitas coisas em comum, inclusive a musica predileta. Em um momento do passeio Siana olhou-o nos olhos enquanto estavam sentados na praça observando o mundo a sua volta e fez a pergunta que quis fazer há muito tempo. Por que eu?
Ele segurou suas mãos, beijou- nas e então respondeu.
 _Porque você é a mulher mais incrível que conheci nos últimos tempos e é linda, delicada, como uma rosa na roseira.
Seu coração estava quase saindo do peito de tão feliz e ela teve a certeza de que o queria na sua vida.
Eles começaram a namorar e sempre saiam com as amigas dela e os dele. Eles obviamente discutiam como qualquer casal, ficavam sem falar até que um cedesse e se entendiam. Siana passou a se amar mais, ou amá-lo tanto que ele a ensinou a se amar.
Estar com alguém que te faz sentir completo, bem consigo mesmo e também na companhia do outro é o que faz a vida valer a pena, além de família e amigos.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

VIVIAN E O PODER DE LUTAR


Era um dia bem chuvoso e frio e Vivian se perdia em seus pensamentos sobre quem realmente era e para que razão estava nesse mundo, enquanto tentava ler um livro.
Vivian é uma moça trabalhadora, que desde muito pequena ajudava a mãe cuidar dos três irmãos mais novos. Ela muitas vezes deixava de brincar e se divertir para dar banho, comida aos irmãos, ou apenas distrai-los, enquanto a mãe cuidava da casa. Outras vezes ela cuidava da casa e a mãe cuidava dos menores. Ela sempre foi uma moça exemplar, pois sua mãe era muito rígida com ela e só começou a sair com colegas da escola, conhecer rapazes quando o caçula já passava dos oito anos de idade. Ela se tornou uma mulher triste, sem crença e sem esperança, ou motivação para ir atrás do que desejava, pois na verdade, ela nem sequer sabia o que realmente desejava. Ela se via sem rumo, sem perspectiva de vida. No entanto, ela não queria o mesmo destino da sua mãe, uma mulher solitária; frustrada com a vida que tinha e ela se culpava muitas vezes por ter nascido quando a mãe estava no auge da adolescência, sem nenhum preparo para a vida. Ela sentia ter atrapalhado a vida da mãe e Luiza também nunca lhe demonstrou afeto de mãe, o que fazia com que essa culpa e peso em seu coração só aumentasse, apesar de Luiza ter lhe dado comida, um teto, a vestiu e calçou, ela apenas necessitava urgentemente de carinho.
Webert, o caçula, era o mais apegado a ela, e ela em muitos momentos sentia-se como sua mãe e ia dormir em sua cama juntinhos, transferindo calor e amor  um para o outro.
Vivian é atendente de caixa num supermercado próximo a sua casa, assim não precisa gastar muito tempo e dinheiro com transporte e é tanto trabalho que não tem tempo para si mesma.
Ela espera um dia casar-se com um homem bom e ter um filho para cuidar.
Webert sempre lhe promete que será rico e lhe dará a vida que merece, pois ela é como uma mãe para ele e ela sempre se comove. Ele é sua inspiração para não desistir de viver, ela sente vontade de lutar para que ele se sinta orgulhoso dela.
Ela começou estudar e hoje está cursando pedagogia para quem sabe futuramente ensinar o que ensinava aos irmãos quando pequenos. Ela sabe que perdeu muito tempo em sua vida, mas nunca é tão tarde assim para começar algo, é o que Webert, seu maior incentivador lhe diz diariamente.
Sua desesperança foi desaparecendo e uma luz no fim do túnel apareceu, o brilho em seus olhos voltou depois de muitos anos apagados. Ela começou enxergar algo que sua alma já tinha esquecido: alegria, perspectiva de vencer. Ela voltou a acreditar. Quanto tempo irá durar não se sabe, mas enquanto ela tiver Webert contigo ela terá ânimo e força para alcançar seus objetivos, não deixar de sonhar.
Sua mãe e irmãos moram em outra casa enquanto ela alugou um quarto para morar e o irmão mais novo se juntou a ela. A relação com a mãe continua difícil, mas espera que um dia Luiza a perdoe e elas possam ter uma relação com mais cumplicidade, amizade. Ela e os irmãos tem uma relação de união  que ela nunca irá querer destruir.
Ela é uma nova Vivian, uma mulher que aprendeu sobre seus desejos, que tem metas, sonhos e que não abre mão deles por nada, exceto por Webert, seu filho do coração, por quem daria a vida, pois seu coração há muito tempo já pertence a ele.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

ELOÁ E O DOM


Eloá é uma menina que mora no interior de Minas Gerais, seus pais são separados desde o seu nascimento, pois seu pai sempre que bebia tornava-se agressivo até sua mãe não suportar mais tudo aquilo e fugir com a filha.
Sua mãe é diarista numa casa de um dos homens mais conhecidos e ricos da região norte do estado, mas mesmo assim ela  e Eloá passam por necessidade dentro de casa. A menina sempre fora privada de brinquedos caros, roupas e calçados de marca, sempre recebiam doações e eram gratas, pois Dione mal tinha condições de sustenta-las com o básico e pagar as contas da casa, como: aluguel, água, luz, gás, remédios quando a menina adoecia.
Eloá às vezes chorava em um canto de saudades do pai, mas ela também entendia que ele fazia mal pra elas, embora ainda tão pequena, já tinha passado por coisas que a fizeram amadurecer um pouco mais que outras crianças de seis anos.
Ela era séria, muito tímida, porém, ainda conseguia sonhar com um mundo mágico em sua cabeça e imaginação de criança. Ela sonhava em trabalhar e ser muito rica igual as meninas que ela via na escola onde estudava durante o dia, para que sua mãe pudesse trabalhar tranquila. Ela poderia ter tudo que quisesse e daria um monte de coisas para sua mãe para ela sorrir de novo. Ela poderia até viajar para ver seu pai, que para Eloá, ele ainda era seu herói, apesar dele fazer as duas chorarem tantas vezes nas noites em que chegava embriagado em casa e quebrava quase tudo que tinham por qualquer motivo tolo. Ela ainda o amava e sentia falta dele, que era tão carinhoso e brincalhão com ela quando estava sóbrio. Eloá sonhava em ser médica para cuidar dos pacientes, fazê-los sarar, assim como fazia com sua boneca Carlota, que muitas vezes ela sujou de tinta e depois passava pano e limpava e dizia que sarou. Coisas de criança.
Dione ficava tão orgulhosa da filha e sempre a incentivava a sonhar, a acreditar que ela podia tudo se acreditasse em Deus, em si mesma, estudasse muito e fizesse sempre o melhor que pudesse.
 Eloá cresceu e estudou arduamente até conseguir passar para a faculdade federal de medicina. Dione ficou tão orgulhosa de sua filha que esse sentimento mal cabia em seu peito.  Ela continuava como diarista e o pai de Eloá tinha falecido um ano antes, devido a problemas no fígado, causados pelo excesso de álcool. Ele entregou-se ao álcool definitivamente quando sua filha foi tirada dele daquele jeito e infelizmente não teve força interior suficiente para lutar contra o vício, ou aceitar internação para se recuperar, invés disso, ele simplesmente bebia dia e noite até morrer.
Quando Dione soube culpou-se por ter afastado a filha dele, mas temia pela segurança das duas, por isso havia fugido para bem longe. Embora Eloá nunca tivesse culpado a mãe, ela se sentia mal por não passar mais tempo com ele, andava muito triste, queria desistir de tudo e ir para ver o pai pela última vez, no entanto, elas não tinham dinheiro para viajar. Elas estavam muito deprimidas e sofriam em silêncio, nada como o tempo para superar. Ela voltou a estudar com afinco e quando se formou em medicina, ela soube que era um dom que Deus lhe deu e lutaria por seus pacientes com todo o amor que recebeu. Afinal, ser médico é cuidar do dom que Deus deu com carinho e o dela era ser uma médica carinhosa e dedicada aos seus pacientes. As vidas delas mudaram d'agua pro vinho e hoje ela é rica; dá tudo que pode para a mãe sorrir; porém, não poderá reencontrar seu pai um dia, mas ele estará sempre onde ninguém tira: seu coração.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

RAMBO-O CÃO GUERREIRO


Rambo é um cão chiuaua de pêlos negros e marrons. Ele é doce e brincalhão, mas quando se depara com um estranho ou cachorro grande, ele vira valente e enfrenta latindo, rosnando sem parar.
Um dia ele estava dormindo e logo sonhou. No sonho se transformou em um cão guerreiro e forte.
Rambo usava um lenço vermelho amarrado no pescoço e estava com sua família em um vale onde foram cercados por muitos lobos.
Estes rosnavam e todos estavam muito amedrontados, pois temiam ser devorados por  aquela alcatéia feroz.
No entanto, Rambo não ficou quieto, pois defenderia sua família até o fim. Ele rosnava e ia para o ataque tentando mordê-los usando toda sua força para machucá-los, e apesar dele ser tão pequeno e eles rirem dele, os lobos admiravam sua coragem e lealdade.
Muitas vezes os lobos o mordiam e o jogavam longe, ele porém, não desistia e voltava ganindo de dor e os enfrentava. O pai e o garoto tentaram afastar os lobos jogando  umas pedras que encontravam no chão, mas os lobos aproximavam deles e Rambo os defendia. A mãe e o bebê apenas choravam assustados. Todos gritavam: vai Rambo, nos salve. Você consegue!
Ele juntou todo esse incentivo, lembrou-se dos filmes de Jack Chan que assistia junto com o garoto e pulou no pescoço de um deles, mordeu depois fez o mesmo em vários outros até o restante desistir e irem embora.
Todos o abraçaram muito gratos por Rambo ter salvado as vidas deles. Durante o sono Rambo rosnava, mexia as patas e parecia muito bravo, mas quando ele acordou estava todo feliz depois de ser um guerreiro em seu sonho, embora ninguém em sua casa saiba.

sábado, 21 de outubro de 2017

O ANJO VIRA FERA



Aline é uma menina doce; alegre; tímida em algumas situações e está sempre sorrindo; faz o possível para agradar a todos ao seu redor e faz o que pode para que muitos gostem da companhia dela, embora depois que gostam ela não entende o porquê. Uma garota de aparência comum, simples, sem nada tão atrativo, é inteligente, mas isso nem sempre é suficiente. Ela gosta de viajar de ônibus sem destino; fazer trilhas até se deparar com lindas cachoeiras nas férias; ir para as baladas com as amigas; fazer churrasco em família; beijar sem compromisso; gosta de todo tipo de música; ama fazer suas aulas de Hip Hop e dança moderna, enfim, ama fazer vários estilos de dança. Ela trabalha todos os dias no auto-falante em um aeroporto e nos fins de semana dá aulas de dança gratuitamente para as crianças de seu bairro.
Embora pareça ser perfeita, ela é brava, às vezes má, do tipo que fica cega de raiva e é capaz de tudo quando essa raiva enfurecida aparece, embora tente se controlar. Ela é do tipo que não briga, não é de xingar, não é de chorar, mas acumula tudo dentro dela; raiva, mágoa, cansaço, stress... até que uma hora tudo junta e explode. Infelizmente sua família acaba pagando, pois ela fica revoltada por dentro e a amargura aparece em suas palavras.
 Aline um dia ficou tão enfurecida com seu irmão mais velho, Dean, porque ele a provocava dizendo que ela ficaria solteirona e dançando de bengala até ficar travada. Ela de repente começou a estapeá-lo, dar socos em seu peito até que ele muito espantado com a reação dela segurou suas mãos e mandou-a parar e ela não conseguia mais conter um choro convulsivo cheio de tudo que tinha restado dentro dela. Foi para o quarto, ligou o som no máximo e dançou expressando tudo o que sentia com as lágrimas caindo em seu rosto e quando já estava exausta deitou no chão e dormiu ali  com seu coração já limpo e puro como a inocência de uma criança.

sábado, 14 de outubro de 2017

ROXANE E CHRISTOPHER-PARTE 2


Como dito anteriormente, Roxane e Christopher pretendiam marcar um encontro e ele finalmente aconteceu. Em um bar onde podiam conversar tranquilamente, tomarem um suco e ouvirem boa música ao vivo.
Naquele lugar eles deram risadas, olhares se encontraram, afinidades apareciam e diferenças tambem. Explodia dentro deles uma satisfação enorme por estarem ali um com o outro e uma atração irresistível surgiu. Quando eles chegaram na casa dela, finalmente o beijo de tirar o fôlego aconteceu, mas também foi o beijo mais especial que ela já teve. Dali em diante, eles passaram a se encontrar várias vezes, ele preparava um jantar para ela em seu flat, e às vezes ela fazia algo para ele na sua casa. As famílias se conheceram e se gostaram. Começaram a namorar e ambos estavam felizes na companhia um do outro, ninguém pensava em casamento, pois, como estavam era perfeito. Quando havia algum tipo de discussão em que poderiam se magoar cada um ia para sua casa refletir e no outro dia conversavam e faziam as pazes. Ela saia com os amigos e ele com os dele, saia para jogar bola, tomar uma cerveja com os amigos... Cada um tinha seu espaço e quando estavam juntos faziam coisas para se divertirem. Roxane engravidou e foi ótima surpresa para ambos. Eles tinham maturidade suficiente para terem um filho, e guardavam um dinheiro para quando viessem os filhos. Apesar dela ser mais rígida e ele mais maleável, ambos concordavam quanto a educação da criança. Roxane cortou o cabelo; tingiu-o de preto, assim daria menos trabalho, já que não poderia usar químicas no cabelo; começou cuidar da alimentação e fazer caminhadas após o serviço. Filho muda toda a rotina de alguém, no caso dela foi para melhor, por enquanto. Ele começou a trabalhar mais; acompanhá-la no médico e exames sempre que podia; fazer as compras para chegada da filha. Emily nasceu linda e saudável. Ele cuidava do bebê tanto quanto Roxane, afinal, eram os pais dela. Quando Emily cresceu passava uns dias com ele, outros com ela, como se fossem um casal separado, mas estavam juntos e Emily acostumou-se com isso e era feliz assim. Na escola todos pensavam que seus pais eram separados, mas se davam bem e ela nunca desmentiu. Seus pais estavam felizes e raramente sentia uma tensão de briga entre eles. Ela descobriu que um casal pode ser feliz junto, embora não precisem morar juntos e dividir a mesma casa. Para Roxane e Christopher, essa relação simplesmente funciona, embora muitos os critiquem, mas eles estão bem assim.

ENQUANTO O CORAÇÃO ESPERA

  Eu sou Melissa, e tenho trabalhado arduamente numa empresa de uniformes, para me manter e ajudar meus pais, Francisco e Celina, que mesmo ...