terça-feira, 11 de novembro de 2014

TRANSFORMAÇÕES




Aqui dentro está tudo acontecendo.
Amadurecimento, certa tristeza, alegria por saber que não estou totalmente só.
Por fora meu sorriso aparece e tudo parece normal, sem problemas, tudo perfeito.
Só eu sei como estou, mas nem uma lágrima sequer cairá desta face.
Orgulho?Cada um vê de uma maneira.
Tantas vezes o coração faz de tudo para esconder dos outros o que se sente.
Proteger de mágoas, sofrimento, angústia. O que adianta escancarar?
Alguém vai trocar a vida dela com a minha?
Quem encontra problemas na pessoa ao lado? A vida do outro é sempre mil maravilhas, menos a sua.
Hoje evito olhar para a futura desilusão, para os sonhos loucos, desisto de bater na mesma tecla_ o som é sempre o mesmo.
Pessimismo, medo... Que seja.
Talvez seja o amadurecimento dos quase 30 que se aproxima.
Ou os acontecimentos que nos surpreendem. Pro bem ou mal.
Se estiver tudo escrito, um dia saberemos qual é o final desse livro: A VIDA.


domingo, 5 de outubro de 2014

DIA DIFÍICIL








 Hoje está difícil.
Difícil de acreditar num dia mais bonito, de enfrentar de cabeça erguida o amanhã.
Difícil de se sentir alguém além de um peso pros outros.
Difícil ter fé, mas é preciso seguir em frente.
Há alguém que conta com você.
Esteja do teu lado ou em algum lugar.
Não desista por ela, pelo menos.
As coisas às vezes parecem desmoronar em nós e a nossa volta, como hoje.
Olhamos para todos os lados e não vimos nada que nos motive ser feliz.
Será que se olharmos para cima nos restará um restinho de esperança?
É só o que podemos fazer_crer em algo que fará tudo mudar.
Por dentro e ao redor.
Venha logo, ó Deus!
Estamos sem força para aguentar.
Estamos sem ânimo para levantar.
Estamos sem coragem para lutar... Não há mais sentido.
 A vontade de fazer algo bom pra quem amo e pra alguém lá fora é que me faz não desistir.
Exagerada, egocêntrica, fraca? Pode ser, mas só eu sei tudo que sinto e passo dia após dia.
Esperança mínima que esse dia difícil seja apenas um prenúncio, uma previsão de que os dias felizes estão próximos.





quarta-feira, 13 de agosto de 2014

CARTA DE AMOR

















Livro que me inspira a escrever.
Sonho de receber uma também.
Uma carta de amor.
Nem precisa vir dentro de uma garrafa.
O meio que vem não importa, e sim, o que está escrito.
Sua letra, seus sentimentos mais bonitos e sinceros descritos numa folha de papel que será guardada e lida por muito tempo.
Quem escreveria, exporia seu amor nos dias de hoje?
Romantismo que se apaga na correria, na praticidade do dia-a-dia, na falta de tempo.
Que triste!
Quantas eu já escrevi?
Nenhuma de resposta.
Prometi não escrever mais, mas sou eterna romântica.
Quem nunca gostaria de receber uma que seja mesmo se o amor não for recíproco?
Até o anti-romântico... Será que se recusaria a ler uma bela carta de amor?
Até o mais moderninho que acha tudo do passado brega.
Todos queriam ler, ou receber uma carta de amor.
Ler, mesmo que você não fosse a (o) amada (o) e quem mandou não fosse seu amor.
Ler só pra saber que em algum lugar existe alguém que ama e outro que é amado de um jeito tão lindo e profundo, verdadeiro.
Só pra ter a certeza que esse amor existe e que não é só sonho. Você pode ter esperança.
Que ultrapasse o careta, o preconceito... Ler apenas para sentir uma invejinha da pessoa que é amada e recebeu a carta.
Amor é expressar também com atitudes e palavras o que sente, apesar de tudo.

sábado, 9 de agosto de 2014

GABRIELLE, SER DIFERENTE É BOM






















Gabrielle é uma mulher excêntrica, diferente de suas amigas e colegas de faculdade. Com seus 22 anos já teve muitas experiências na vida, exceto vícios.
Ela viveu muitos sofrimentos, perdas e também muitas alegrias em sua vida, assim como nós. Heavy metal é sua balada favorita, embora ela escute vários outros estilos musicais. Ela nunca aceitou títulos, padrões e julgamento alheio.
Filha mais velha de três irmãos, sendo seus irmãos um casal de gêmeos de 20 anos, Ester e Maurício, os dois são estudantes de economia e muito introspectivos. Os três se davam bem, apesar das personalidades diferentes.
Gabrielle sempre fora considerada a ovelha negra desde os 14 anos, quando decidiu ser ela mesma e não escrava da sociedade em que vivemos com padrões e morais exigidas.
Ricardo de 49 anos e Clara de 48 anos, seus pais, são empresários de médio porte de uma empresa de roupas de dormir, incluindo plusize. E ela os desesperou quando começou vestir roupas no estilo gótico não definido, cortou, pintou o cabelo de verde, pôs piercings com a mesada que lhe davam. Porém, ainda lhes restava a esperança de que fosse apenas a fase da adolescência, mas infelizmente ela persistiu com suas roupas esquisitas, seu jeito irreverente, com ideais políticos e de vida que só pertenciam a ela. Nem a padrões de beleza ela seguiu_ cabelos cacheados e curtos na altura no queixo, na cor roxa, os olhos castanho-mel, altura mediana, acima do peso, ela nunca usou maquiagem, fez quatro tatuagens, mas tinha o sorriso mais cativante que alguém já viu. Sua ternura e simpatia, educação ao lidar com as pessoas surpreendiam e quebravam estigmas, preconceitos da maioria das pessoas que só vêem a aparência e julga sem conhecer o outro melhor.
Quando decidiu fazer faculdade de moda e sair de casa a sua família foi contra e tentou dissuadi-la, queriam convencê-la a fazer um curso “normal” com maior segurança financeira, como medicina... Mas foi em vão. Ela não desistiu do que queria e hoje está no penúltimo ano do curso, é uma das melhores e mora só, administra seu flat com o dinheiro que ganha no seu trabalho de meio período como assistente de um publicitário e nos fins de semana suas noites quase sempre são em heavys ou luais com amigos. Próximo ano seu plano é ir a Paris com a sua economia e ajuda dos pais. Afinal, Paris e moda, tudo a ver.
Ricardo e Clara sabem que apesar do jeito de ser da filha não ter saído como seus sonhos e planos, ela é única e especial como ela é e isso nunca interferiu nas suas responsabilidades, inteligência, independência, sempre respeitou o outro e isso os faz admirá-la e amá-la.


domingo, 20 de julho de 2014

COMO EU QUERO...



















Como eu queria que tudo fosse diferente.
E a vida fosse um pouco mais fácil.
Como eu queria passar a borracha em tudo que me trouxe dor, tristeza, mágoas, cicatrizes físicas e no coração.
Queria deixar as risadas, os momentos inesquecíveis, as pessoas especiais e que valeram a pena ter conhecido.
Como eu quero ser melhor como ser humano, filha e amiga.
Como eu quero escrever com glitter no livro da minha vida todos os sonhos realizados.
E de dourado os que ainda quero realizar.
Como eu quero que as pessoas olhem mais umas para as outras. (os consultórios de psicologia ficarão menos lotados)
Ouça o outro, julgue menos, ajude mais.
Como eu quero que o mundo volte a ter a paz e a tranqüilidade de antigamente.
Como eu quero que meus sobrinhos, primos, enfim, todas as crianças tenham uma infância como tive.
Como eu quero que haja mais igualdade verdadeira entre as pessoas.
Não só hipocrisia e apenas escrito essa igualdade na lei.
Não importa raça, situação financeira, ou condição sexual... Todos têm os mesmos direitos e deveres.
Enquanto o amor e o respeito faltam, tudo acaba.
Só há interesse, corrupção e a violência que vemos todos os dias.
Como eu quero que você, eu... Todos sejam felizes.
Se formos felizes nada falta... Amor, respeito, saúde, fé em Deus, ou no que quisermos crer, alegria e paz.
O resto tudo será acrescentado com luta e confiança.

domingo, 20 de abril de 2014

PÁSCOA





















Véspera de Páscoa.
Véspera de ESPERANÇA e RENOVAÇÃO.
Pelo menos para muitos.
Amanhã é dia de ressurreição do SALVADOR. ALELUIA!
Meu coração não está alegre, apesar de tudo. Ingratidão?
Imediatista?Sou sim. TUDO PRA ONTEM.
Apesar dessa ansiedade nada resolver.
Ingrata com Deus e o que tenho? Tenho medo de estar sendo.
Mas ora, não é hipocrisia fazer o que o coração não sente só para agradar aos outros?
Eu e minha busca constante para agradar.
O que ganho de bom com isso?
Medo do que o povo fala ou pensa.
Ora, eles pagam minhas contas?
Vão me dar a felicidade que tanto espero?
Vão me compensar por tudo que passei?
Vão tirar tudo de ruim que sinto, ou senti?
Que perguntas tolas. Lógico que NÃO!
Apenas sabem falar mal e julgar em pensamentos... Falzer algo pelo outro?Que se dane.
Vivo pelos outros, por quem me ama, demonstra gostar de mim.
 Motivações?Poucas... FAMÍLIA E AMIGOS DE VERDADE.
Quem sabe um dia toda essa desesperança mude.
Todo esse imediatismo seja substituído.
Paciência? O que é mesmo?
Rotina e tédio não se separam de mim.
São partes inseparáveis dessa Josy aqui de dentro que queria acabar com ela de vez.

domingo, 16 de março de 2014

MEDO DO QUE VEJO





Sinto-me só.
Queria ter alguém para abraçar-me forte hoje.
Queria um único telefonema que fosse.
Não quero sentimento de pena vindo de ninguém.
Sei que o mundo não gira ao meu redor. Não sou tão tola.
As pessoas seguem suas vidas, seus caminhos e eu também.
Eu tento.
Sinto-me egoísta, mimada querendo um pouquinho de atenção e carinho.
Há milhares aí pelo mundo e em casa sentindo o mesmo.
Há tantos em situações bem piores a nossa volta.
Enxergo, porém, não quero ver.
Dói, deprime, sinto-me incapaz.
Não tenho força para o que o mundo nos mostra a todo momento... Então, vivo sonhando acordada.
Às vezes tudo parece tão injusto e cruel. Não sei o que fazer para melhorar.
Queria ser um exemplo melhor para os outros, mas não consigo.
Há coisas boas acontecendo, pessoas boas ajudando umas às outras, embora os jornais só mostrem o contrário.
Saber que ainda existem coisas, pessoas boas, lugares maravilhosos criados por Deus, confortam-me o coração.
Sinto saudades do passado que não volta mais e das coisas que não aconteceram, ou não fiz.
Sinto saudades das amizades distantes.
Queria ser criança outra vez, mas antes dos 9 anos.
Quase 20anos se passaram... Eu mudei, não tem como ser a Josy de anos atrás.
 Tentarei viver melhor o presente para não me arrepender no futuro do que não fiz agora.



A MELANCOLIA DA IDADE

  Tudo está preto no branco. Ou você é a favor, ou é contra algo/ alguém. Principalmente sobre política. Não existe mais meio-termo. É 8/80...