segunda-feira, 14 de agosto de 2023

SAUDADE ETERNA, PAI

 Mais um dia dos pais que passou. 

Um dia de comemoração para a maioria: com união, presentes e muita alegria, gratidão...

Aquelas famílias que têm pais presentes, participativos, carinhosos, um homem que aconselha, corrige, o porto seguro, herói de seus filhos, sendo "de sangue", ou nao. 

Afinal, pai é quem cuida. 

Ontem também foi um dia difícil para os pais que perderam seus filhos, ou vice-versa.

Um dia melancólico, de memórias que ainda doem, e muita saudade.

Há dezenove anos você nos deixou, pai. 

Uma perda dolorosa na época, mas como pedir pra ficar se sofria tanto?

Seríamos tão egoístas querendo tê-lo por perto, mesmo vendo-o se definhando dia após dia.

Só nos coube pedir à Deus por misericórdia, e que Ele fizesse o que fosse melhor.

 Dilacerava a alma, sangrava por dentro, mas foi o certo.

Sinto tanto a sua falta, mas guardo em meu coração o pai maravilhoso que foi.

Mãe tem sido uma pãe guerreira, assim como tantas que assumem o papel de pai e mãe, da melhor forma que podem. 

Elas nunca irão substituir os pais de verdade, e não têm essa intenção.

Elas querem apenas amenizar a falta que eles ainda fazem e sempre farão.

De ontem restaram as lembranças de suas brincadeiras, dos micos, dos sustos que nos dava de vez em quando, dos meus quinze anos sem baile,mas ainda assim,muito especial. 

Saudade eterna, pai.

domingo, 6 de agosto de 2023

QUEM SOMOS DE VERDADE?

 

Quem somos de verdade?

Será que a maioria ama ser quem é?

Por que é tão fácil enxergarmos só nossos defeitos? 

E  enxergamos um monte.

Qualidades?

 Vixe, é difícil encontrar um rapidamente. 

É preciso pensar muito.

 Por que fomos ensinados que reconhecer nossas virtudes é ruim? 

Por que é visto como prepotência, vaidade?

A pessoa não deveria ser a primeira a se amar; saber o seu valor e qualidades para não acreditar em quem diz o contrário sobre quem ela é?

Amar-se para não aceitar desrespeito, humilhação...

Só quem se gosta, se aceita, sabe impor limites, e não se compara com ninguém;

 Você não se  acomoda com o mínimo que o outro pode lhe oferecer.

Já escrevi sobre amor próprio, superação, mulher forte.

Acho que é o desejo de ser como elas um dia. 

A insegurança dói, entristece o coração, e me faz afastar das pessoas.

Eu me escondo. 

Não está fácil, mas a minha versão alegre e que gosta de agradar as pessoas cobre aquela que os outros não querem ver.

Quem sou? Quem você  é? 


segunda-feira, 24 de julho de 2023

SAUDADE DO QUE NÃO TENHO MAIS.

 Fecho os olhos e sinto a brisa tocando meu rosto, e bagunçando meu cabelo.

Imagino o seu dedo contornando meu rosto, sua mão lisa acariciando as maçãs da minha face, enquanto seus olhos encaram os meus e nossos lábios sorriem.

 Eu não quero que isso acabe. É tão bom!

Tomo um drink de morango e chantilly, está tão gostoso. 

Então imagino você chegando vagarosamente e tocando com suavidade meus lábios, assim como a bebida fez. Nossos olhos se fecham para saborearmos o momento, enquanto nossas bocas se abrem e nossas línguas se procuram.                 O que antes era doce e delicado vai se transformando numa "fome" de um devorar o outro só no beijo.

Meus braços não têm seu abraço.

 Aquele que diz: estou aqui, pode se aninhar, você não está só; misturado com um eu te quero.

Minha cabeça não tem como aconchegar no teu ombro, ou no teu peito e ouvir as batidas do seu coração, dependendo da sua altura.

Saudade de ficar com minha mão sobre a sua, ou seu braço em volta da minha cintura me dizendo: quero você perto de mim.

Como eu sinto falta de tudo isso.

Nem sei se sentirei mais algum dia.

A gente tem por uns dias depois o cara some a procura de algo mais, porém, sem aviso prévio.

A decepção só cresce, o medo de sofrer também.

Mas não sou caçadora pra ficar caçá-lo.

Se é pra entrar e ficar,  porque me quer na sua vida, ótimo.

Não vou brigar, chorar ou implorar pra ficar, se quer experimentar mais por aí.

Só não pense em voltar achando que estarei sempre de braços abertos pra você.

Escolhas têm consequências, meu bem. 

Ficar só nem sempre é fácil;  sinto tanta falta: seja de um companheiro, ou amigos reais, perto pra conversar ou sair. 

O jeito é aprender a amar a própria companhia e ser feliz sozinha, antes de qualquer coisa.

segunda-feira, 12 de junho de 2023

DOR DA MORTE E VIVER

 A vida é tão breve.

Sei que parece clichê, mas é tão real. 

Do dia pra noite tudo pode mudar.

O que antes era vida, aprendizado, alegria, reunir com as pessoas que amamos... 

Viver uma jornada longa ou curta, mas feliz.

E num piscar de olhos transforma-se em perda, dor, lágrimas, sofrimento.

Um grande pesar no coração de quem o(a) conhecia e perdeu.

O amor e a saudade nāo têm fim.

Faz parte do processo, mas é tão imprevisível que questionamos a Deus.

Por que?

Resposta que pode durar anos para conseguir... 

Crescemos e com o tempo entendemos...

Devemos aproveitar a vida plenamente.

Só que de um jeito sábio.

Faça o que quer,  lute pelo que sonha pra não arrepender no futuro.

Só que exageros causam o mesmo sentimento, além do vazio inexplicável.

Aproveite o que o mundo lhe oferece e não trabalhe demais.

Focar muito nas conquistas materiais pode causar perda de um tempo precioso com o que vale mesmo a pena. 


segunda-feira, 5 de junho de 2023

BRINCADEIRAS DE CRIANÇA

 Criança que brincou na rua, ou na escola: 

Seja de corda; amarelinha; vivo ou morto; seu rei mandou; estátua; esconde-esconde; queimada, e por aí vai...

Menina que brincou de casinha e de boneca, sozinha ou com outras meninas.

Na casa dos avós brincava com os primos de stop; dominó; vareta, detetive; e tantos outros jogos, como vídeo game de cartucho.

Criança de antigamente colecionava cicatrizes de tanto se divertir.

Ralava tudo, machucava de levar ponto no hospital;

 e no dia seguinte olha lá de novo brincando.

Que época gostosa!

Como eu queria voltar a ser criança, mas só nas partes boas.

Será que tem jeito?

As de hoje são tão dependentes de celular, tablet, vídeo game...  Já crescem sabendo mexer em tudo.

Não sabem mais o que é brincar de verdade.

É uma pena!

Há razões para ficarem enclausuradas em apartamentos ou casas com eletrônicos.

As ruas são movimentadas;

Tantos  perigos à espreita dentro e fora da tela. 

Pais que trabalham muito e sem tempo, ou cabeça para brincarem com seus filhos.

Não os julgo, tudo anda tão corrido. 

Sem falar nas cobranças...Tantas preocupações;

Tudo esgota, irrita, não dando espaço pra mais nada, nem pra quem deveria ser prioridade.

O que entristece é ver tanta criança crescendo sem se divertir como deveria.

 E quando os pais derem conta já será um pouco tarde e  perceberão que perderam tudo de mais lindo que possa existir...

O sorriso e a alegria genuína de uma criança.

  


quarta-feira, 31 de maio de 2023

MULHER

 Já escrevi sobre mulher há um tempo.

Força, sensibilidade e todo o poder que ela tem. 

Mulher de hoje enfrenta coisas difíceis, tem uma jornada tripla até.

Ela tem que administrar muitas vezes uma casa sozinha, ser mãe solo, algumas sofrem abuso de homens machistas.

Ainda existem muitos lares com homens que não aceitam términos de relacionamentos, que matam por ciúme ou obsessão.

Ainda têm homens agressores físicos ou moral, que fazem a mulher se sentir um lixo, um nada... Totalmente dependente deles. Seja financeira ou emocionalmente.

A vida da mulher dos anos 2000 em diante não é fácil.

E as mulheres de milhares de anos atrás?

Aquelas que foram queimadas por terem pensamentos, vestimentas mais futuristas e chamadas de bruxas.

Aquelas que foram parar na forca, ou apedrejadas em praça pública por traição.

Também têm aquelas que a vida delas era cuidar da casa e dos filhos, e viam como as suas vocações. Assim que foram educadas. 

Voz? Mulher não tinha voz, não podia decidir nada. 

Ela não podia fazer nada sem aprovação de um homem: seja pai, irmão ou marido.

Independente da classe social.

Era alguém submisso, com a única função de ter filhos, e o primogênito obviamente sendo um menino, ou sua vida se tornaria um inferno.

E se não os tivesse poderia ser abandonada sem direito a nada, fora os julgamentos de estéreo, de inútil, etc.

Será que as mulheres de antigamente sentiriam inveja das de hoje? 

Mais independentes; trabalham dentro e fora de casa; falam o que querem; vestem o que querem; decidem se querem filho ou não; umas têm um bebê sem sequer ter a participação de um parceiro, saem para beber com amigas...

 Tantas conquistas tivemos, mas também há o lado B da história, sempre tem. 

É como a moeda, ou uma fita cassete, você precisa ver ou ouvir os dois lados.

O salário e oportunidades de carreira ainda são menores;

As que moram sozinhas; ou são mães solo não são tão levadas a sério por não terem um ser do sexo masculino pra impor respeito; uma solteira nem é convidada para sair com casais por medo de os maridos a olharem, desejarem-na.

Se tem atitudes mais ousadas é julgada.

Se não faz nada, se não tem opinião é uma "planta", vai entender.

Se têm alguma deficiência, ou são negras, de outras etnias, ou tipos de corpos diferentes de uma modelo sofrem ainda mais. 

Mulher, como é difícil ser uma, e ao mesmo tempo admiro por ser quem é, por sua história, sejam as de antigamente ou as de hoje. 


sábado, 20 de maio de 2023

UMA INTRUSA NO NINHO

Hoje eu me pergunto: será que só eu sou assim, ou as pessoas com deficiência se sentem da mesma forma?

 Uma intrusa, um incômodo nos lugares públicos com minha cadeira de rodas.

Andar na cadeira pode ser libertador e também complicado com tantos lugares inacessíveis, principalmente lojas e bares, restaurantes...

Algumas vezes prefiro ficar em casa, mesmo gostando de sair, ver gente,e lugar diferente.

Poder comprar o que quero, poder passear sem o obstáculo de um degrau alto, escada, rampa muito inclinada, lugares apertados que não dá nem pra virar a cadeira sem o medo de quebrar ou derrubar algo, mesas que não têm como encaixar a cadeira. 

Ruas com buracos, cacos de vidro ou pedras no caminho.

Como não me sentir como um intruso no ninho?

É como se dissessem: vá para casa, seu lugar não é aqui. Olha o trabalho que você dá.

Ouvir que dou trabalho magoa, já sinto isso boa parte dos dias, mas quando dizem, mesmo que de brincadeira, o sentimento intensifica.

Sinto-me sem vida. Não sei quem sou, nem o que estou fazendo aqui. 

Ando vulnerável, mas não devo demonstrar.

Se me abraçar posso desabar.

E não posso deixar que me vejam assim.

Não é fácil fingir o tempo todo que está tudo bem, sorrir, brincar pra não preocupar ninguém que gosta da gente.

É bem difícil, por sinal.

Ser inspiração, ou exemplo é um peso grande no ombro de alguém.

Tira de nós a liberdade de expressarmos como sentimos, mesmo que só de vez em quando.

Ouvir música, cantar e dançar é o que alegra um pouco aqui dentro, me faz sentir viva nesses momentos.

Será que alguém mais se sente como eu, ou estou sozinha?



ENQUANTO O CORAÇÃO ESPERA

  Eu sou Melissa, e tenho trabalhado arduamente numa empresa de uniformes, para me manter e ajudar meus pais, Francisco e Celina, que mesmo ...