quinta-feira, 17 de setembro de 2020

OLIVIA NA ITÁLIA


                         VIAGEM À TOSCANA

 

A verdade é que já sinto saudades  de todos estes lugares sem nem ter ido embora ainda. Agora chegando à região Toscana, ao mesmo tempo em que tento me divertir e aproveitar esse tempo aqui, me deu uma tristeza, uma nostalgia. 

Não irei me deixar abater e vou conhecer Chianti. Chiantigiana, onde produz o vinho Chianti, um vinho muito famoso. Fui também conhecer Montalcino, onde tem um lugar para fabricar vinho, também famoso em restaurantes caros e elegantes. A última cidade será Siena, onde irei visitar a Basílica de San Domingos, depois fui ver a corrida de cavalos que é bem famosa lá e acontece duas vezes ao ano. Dei sorte de ter chegado na época que estava acontecendo a corrida. Foi bem divertido, pois nunca tinha ido a um evento destes.

Ah, eu provei muito vinho e fiquei um pouco tonta, eles realmente são deliciosos; usei meu jeitinho doce para convencê-los a me deixar provar algumas uvas e consegui; passeei por lindos vinhedos com o por do sol ao fundo e o céu com aquelas cores quentes da aquarela deixando o passeio indescritível.

Foi a melhor viagem da minha vida. Espero de verdade viver experiências inigualáveis como está que vivenciei na Itália. Agora é chegar em Manaus e malhar para voltar a boa forma, senão não caberei no uniforme. Voltarei ao trabalho com energia total e com muitas saudades dos meus pais, da minha avó e da Itália, claro. 

 Grata a Deus por mais um sonho realizado. Que venha mais uma viagem daqui um ano depois de curtir meu ano voando por esse lindo país, o Brasil. 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

CUIDADO COM O QUE FALA! PALAVRA TEM FORÇA


Tem algo que entristece meu bobo coração.

Sabe o que é?

Crueldade.

Crueldade no agir com pessoas, animais, ou até mesmo ao falar.

Só para vê-los sofrer.

Por que as pessoas dizem o que pensam sem o mínimo de sensibilidade para lembrar que o outro tem sentimentos?

Por que não se por no lugar de quem você pretende ferir?

Palavras proferidas que podem machucar profundamente  quem escuta.

Palavras não voltam para a boca depois de ditas.

E não se sabe o que pode causar no outro até mesmo pra vida toda.

Palavra tem força.

Se não tem o que agregar, ou para levantar o astral do seu próximo, para que falar?

Só para se achar melhor que o outo?

Julgar o que é diferente de você, de mim não vai te fazer ser melhor, lembre-se disso.

Todos têm suas particularidades.

Ninguém está imune a nada. 

Suicídio só cresce, por que será?

Isso é falta de Deus, uns vão falar.

 Será que é só isso que faz alguém querer acabar com a dor que sente na alma?

 Foi  por uma frase dita por alguém que te fez se sentir abaixo de nada, desprezível, um lixo,  um monstro?

Há tantos motivos.

 A pessoa te faz se sentir tudo, menos um ser humano que tem o direito de ser feliz, de amar e ser amado.

Uns correm atrás de superar e dão a volta por cima.

Outros nem força pra isso têm. 

Existem situações que não se pede, muito menos conseguimos controlar, apenas acontecem. 

Quem os outros pensam que são para poder falar algo simplesmente para machucar?

Às vezes o autojulgamento, os pensamentos de que é menos do que o resto das pessoas e a comparação já são suficientes para deixar alguém pra baixo.

Pra que outro vir e querer te enterrar vivo por achar que é mais especial que você, ou eu?

NUNCA se esqueça!

O problema está com quem fala, simples assim.

 Não com você que teve que ouvir o que não merecia, não precisava.

Você é tão importante quanto quem falou. 

Você é único, especial do jeitinho que é.

sábado, 5 de setembro de 2020

SER EMPODERADA


O que é ser empoderada mesmo?
Ah, lembrei.
É ser confiante.
É se amar em primeiro lugar.
É ser segura do seu poder mesmo estando fora do padrão.
É ser prioridade e fazer coisas para si mesma.
É estar em equilíbrio com o corpo, mente e lado espiritual.
Não permitir que alguém faça você se sentir menos do que é... Maravilhosa.
 Manter uma autoestima fortalecida.
Potencializar as qualidades.
Cuidar dos seus defeitos e eliminá-los para que consiga evoluir, mudar.
Estou na batalha para ser e me sentir uma mulher empoderada.

domingo, 23 de agosto de 2020

VALESCA E O PODER DOS LIVROS


Valesca é uma mulata com olhos cor de mel. Ela chama atenção com sua educação e beleza onde quer que vá.
Valesca ama ler.
Ela já leu livros digitais, mas não lhe traz a mesma vontade de ler como quando pega um livro e passa seus dedos pela capa dura ou não e vai sentindo a textura das folhas, o cheiro daquelas páginas, que dependendo do livro até sente a poeira invadindo suas narinas quando o abre; o seu único desejo è devorar para ver o que acontecerá em seguida, porém, quando chega ao fim dá certo vazio em sua alma. Valesca às vezes briga com os personagens, torce por alguns, quer estar lá para ela mesma acabar com outros. Os livros a fazem fugir de uma realidade dura desde a infância. Ela lê desde biografias, romance policial ou não até aqueles de ficção cientifica. O que importa è a historia, o quanto aquilo a prende, mas se não fisgá-la ela simplesmente o abandona, assim como fizeram com ela.
Valesca foi abandonada pela mãe na maternidade logo que nasceu e passou alguns meses na maternidade, onde recebeu leite materno doado, recebeu carinho também das enfermeiras e também seu nome registrado. Uma das enfermeiras sempre lia para ela no berçário, pois Julia via que era importante para o bebê. Quando Val foi para o abrigo chorava muito, pois sentia muita falta do carinho das enfermeiras. Ela cresceu sem um pouco de afeto, pois lá havia muitas outras crianças para aquelas mulheres cuidarem com muito rigor. Ela fez uma amiga, Patricia, elas não se desgrudavam, quando as responsáveis deixavam, porem a amiga foi adotada aos quatro anos.   
Valesca se sentiu muito solitária após a partida da sua amiga, pois era sempre deixada de lado. Ela começou a ler os livros de história que as professoras lhe faziam ler na escola e viajava. Nunca foi adotada, e isso a fazia sentir-se mais  rejeitada e abandonada pela vida. Depois de arrumar o abrigo junto com as outras crianças ela ficava lendo algum dos livros que pegava na biblioteca.
Ela saiu do abrigo aos dezoito anos e arrumou trabalho de empregada doméstica graças a uma das cuidadoras, que a indicou a uma família conhecida; ela dormia na casa. Eles não a tratavam com carinho ou como parte da família, era apenas uma serviçal.
Várias vezes ela molhava seu travesseiro com lágrimas, fazendo-a se sentir desmerecedora de amor, afeto. Val se sentia um nada, um lixo.
Um dia ela conheceu Cristóvão no mercado onde fazia as compras da casa, que a fez sentir-se amada e feliz, porém ela morria de medo de ser só um sonho bom e tudo aquilo acabar com mais um abandono.
Ele era caixa no mercado e ela ainda era empregada doméstica, mas não pretendia trabalhar ali pra sempre. Val contou para ele seu sonho e ele a apoiou a seguir seu sonho,afinal a vida é um risco. Ambos fizeram um empréstimo a fim de abrirem a livraria na sua cidade, pois assim ela estaria mais perto da sua paixão, os livros. Eles trabalhariam juntos e obstinados a vencer os desafios e superarem seus passados tão dolorosos. Felizmente onde moravam havia vários leitores que tem o amor pelos livros, assim como ela e a livraria começou a dar lucro depois de um tempo. Foi dificil, porém com muito sacrifício eles foram pagando o empréstimo e ela foi morar com ele e sua família ( eles a receberam como uma filha), já que não a deixaram morar lá sem trabalhar para eles. As coisas estavam caminhando bem. Ela era uma mulher de muita fé em Deus, pois tudo que tinha enquanto morava no abrigo e na outra casa eram sua fé e as histórias que lia nos livros. Ela casou-se e estava feliz, e seu medo do abandono foi embora aos poucos. Ela nunca quis conhecer sua família biológica, ela conseguiu a sua.






sexta-feira, 24 de julho de 2020

SERGIPANA COM CORAÇÃO CARIOCA


Cacilda é uma sergipana que morava em Lagarto no interior de Sergipe , onde ela ajudava sua mãe vender algumas comidas típicas nas feiras da cidade, como: maniçoba, rapadura, etc.
Ela tinha o sonho de conhecer as belezas do Rio de Janeiro e estudar biologia marinha. Ela começou a economizar uma parte do que recebia para comprar a passagem e viajar.
A moça era tão determinada que conseguiu seu objetivo depois de quase um ano.
Felizmente ela tem uma amiga de infância que deixou-a ficar em sua casa por um tempo. O primo de Margareti chamou sua atenção logo que o viu. Ele era  carioca, de corpo normal, cheiroso, bronzeado pelo sol e era guia turístico. Ricardo chamou-a para sair e caminhar a beira-mar.
Eles pisavam na areia molhada, e a água  batia em seus pés vez ou outra, as mãos deles se entrelaçaram enquanto conversavam. Embora tenham sotaques, dialetos diferentes, nada disso impediu que se entendessem ou gostassem um do outro. Ele a beijou e eles perceberam que tinham um encaixe perfeito das mãos e dos lábios. Cacilda fez um pouco das comidas sergipanas para ele e sua família experimentarem o tempero e  saberem um pouco dela, de suas origens.
Ricardo passou um pouco mal, mas gostou dos sabores que ele até então não conhecia.
Ela prestou vestibular para biologia marinha e apesar de sua fé, esperança em conseguir uma bolsa total, a garota estava insegura. Entretanto ela conseguiu a bolsa tão desejada.
Cacilda ligou para sua família toda feliz para contar a novidade.
Sua mãe a parabenizou, mas estava fria. Ela havia perdido sua ajudante e não teria a filha por perto.
Cacilda conseguiu um emprego de assistente de cozinheira num restaurante.
Dois meses depois de trabalhar ela e Ricardo resolveram alugar uma casa pequena e moraram juntos. Ela estudava durante o dia e trabalhava nos fins de semana e foi assim até formar-se.  Ela ama o Rio e apesar de sentir saudades de sua terra, família ela se tornou carioca de coração.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

RUIDI E GUGA,UMA AMIZADE AVENTUREIRA

Ruidi ama uma aventura.
Ruidi é um cãozinho vira-lata que foi parar em um canil após ser abandonado por seus ex-donos que se mudaram para um apartamento onde animais não eram permitidos.
Ruidi foi adotado por Gustavo uns meses depois e houve uma amizade instantânea.
 Ele é um rapaz  aventureiro, mas que se sentia muito solitário nas suas aventuras pelo Brasil e pelo mundo. 
Guga ama sentir a adrenalina correndo em suas veias e ele passou a sentir isso junto com seu cachorrinho aventureiro. Eles sempre faziam algo eletrizante nas folgas dele no trabalho ou nas férias.
A dupla já andou de moto, praticaram rafting nas corredeiras, voaram de asadelta, paraquedas, escalaram montanhas sempre com ambos bem protegidos e felizes. Ruidi e Guga acamparam por várias vezes e tiraram muitas fotos juntos. 
Eles são inseparáveis e  compartilham de um amor que faz os olhos marejarem. 
Guga nunca mais se lembrou do que era a solidão depois que Ruidi chegou em sua vida.
Eles ainda vivem muitas aventuras e o rapaz prometeu  ao seu amigo que só vão parar quando Ruidi cansar.
Amor entre um homem e um animal que faz curar feridas, faz esquecer a solidão e mais do que tudo isso... Faz a pessoa voltar a ser feliz e saber que não está só.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

LIBERDADE DE UMA POETISA


Será que para ser poetisa
Eu preciso usar rimas e métricas?
Pensava que  para ser poeta era só escrever o que pensa, sente ou vê em prosas e  versos.
Não posso ser livre como uma borboleta?
Ela só voa com suas asas exuberantes e desenhadas por Deus.
Uma borboleta que para quando quer e depois segue seu caminho sem medo ou destino.
Poetisa que escreve inspirada por suas emoções de uma mulher forte.
Embora não me sinta assim e também sou fraca, vulnerável... Quem não é?
 Quero escrever sem me preocupar com nada que impeça uma fértil imaginação que ama voar.

ENQUANTO O CORAÇÃO ESPERA

  Eu sou Melissa, e tenho trabalhado arduamente numa empresa de uniformes, para me manter e ajudar meus pais, Francisco e Celina, que mesmo ...