Poema é arte de expressar o que sente, deixando a alma se expressar livremente, falando com o coração.
quinta-feira, 23 de julho de 2020
RUIDI E GUGA,UMA AMIZADE AVENTUREIRA
sexta-feira, 10 de julho de 2020
LIBERDADE DE UMA POETISA
Será que para ser poetisa
Eu preciso usar rimas e métricas?
Pensava que para ser poeta era só escrever o que pensa, sente ou vê em prosas e versos.
Não posso ser livre como uma borboleta?
Ela só voa com suas asas exuberantes e desenhadas por Deus.
Uma borboleta que para quando quer e depois segue seu caminho sem medo ou destino.
Poetisa que escreve inspirada por suas emoções de uma mulher forte.
Quero escrever sem me preocupar com nada que impeça uma fértil imaginação que ama voar.
quarta-feira, 24 de junho de 2020
A ARTE DE NICOLE
Sou Nicole e trabalho com artes plásticas. Quando estava na escola a minha professora de artes viu que eu tinha dom para pintura em tela e me incentivou a não parar de expressar o que sou. Entretanto, na época não entendia o que ela quis dizer.
Aos dezoito anos voltei a pintar. Pintar telas, desenhar pessoas fazem parte de minha essência.
Eu também pinto cenários, objetos que parecem ser tão corriqueiros que nem prestamos atenção.
Um dos dias que fui a pracinha onde costumava desenhar as pessoas eu conheci Diogo. Diogo perguntou se eu poderia desenhá-lo juntamente com sua irmãzinha Catarine, pois daria de presente de aniversário para a sua mãe.
Assim que entreguei o desenho ele elogiou muito meu trabalho, deu-me seu cartão e pegou o meu número se caso precisasse.
Dois dias depois ele me ligou convidando-me para sair. Eu não estava acostumada a receber convites assim, pois sempre fui mais caseira.
Fomos a um espetinho famoso na cidade, onde conversamos, rimos e houve conexão entre a gente. Ele disse que sua mãe tinha amado o desenho e que eu havia colocado no papel mais do que a imagem deles, mas suas almas. Fiquei emocionada com as suas palavras. Foi uma noite muito agradável ao lado dele.
Nós saímos algumas vezes e ele tentou convencer-me a expor meus quadros. Eu não pretendia fazer sucesso com eles, porém na minha casa não tinha mais espaço para tantos assim. Então aceitei e ele acertou tudo com o curador da galeria, que é amigo dele.
Um mês depois chegou o dia da exposição. Nunca imaginei que ficaria tão nervosa daquele jeito por algo que eu pensava que nem quisesse. Eu tirei fotos para jornais, dei entrevistas, cumprimentei pessoas que nem sonhava conhecer. Felizmente consegui vender algumas telas, diminuindo então a bagunça em casa e ganhando um dinheiro extra.
Diogo e eu começamos a namorar. A família dele gostou de mim e tudo corria tão bem que eu ficava desconfiada perguntando-me até quando aquele mar de rosas continuaria.
Eu perdi meus pais há muitos anos num acidente de avião, e recentemente perdi minha avó, com quem eu morava desde a morte dos meus pais. Foi uma perda muito difícil e dolorosa para superar. Ela era tudo o que tinha restado da minha família. Às vezes eu me sinto muito só, mesmo com Diogo ao meu lado.
Eu montei uma sala onde ensinava para alguns alunos o que eu sabia sobre estilos de pintura e os artistas mais famosos, artes importantes, pois formei-me em História das Artes. Descobrimos que eu levava jeito para ensinar e as turmas aumentaram, deixando-me realizada além de pintar. Hoje sou casada com Diogo, abrimos oficialmente uma escola de artes, no qual contratamos alguns colegas meus da faculdade, e ensinamos sobre vários tipos de arte além da pintura.
Arte é deixar sua marca no mundo e tocar de alguma forma quem aprecia o que você deseja expressar.
quarta-feira, 17 de junho de 2020
COMÉDIA ROMÂNTICA
Num dia de outono Isis estava passeando pelo parque, onde gostava de ir e ter um momento só dela. Quando de repente começou a respingar sobre Isis algumas gotas de chuva, ela então correu para debaixo da árvore mais próxima.
Alê estava apaixonado por ela há anos, mas não tinha coragem de se declarar, pois tinha medo de perdê-la.
quinta-feira, 11 de junho de 2020
EU QUERIA SER VOCÊ
terça-feira, 2 de junho de 2020
FRANCINE E A MUDANÇA
Francine
é uma menina que diz o que pensa sem filtro nenhum.
Uns
acham que ela é autêntica.
Outros
dizem que ela é grosseira quando começa com sua sinceridade em alguns momentos
cruel.
Ela
é conhecida entre suas amigas como a barraqueira.
Na
verdade, nem liga; afinal este é seu jeito e não pensa em mudar.
Francine
sempre foi uma garota que não aceitava injustiças e desrespeito, nem com ela,
nem com os outros.
Se
precisasse ela partia pra briga mesmo, “ia pro braço”. As únicas pessoas com
quem ela tentava ser mais paciente era com os idosos. Fran não faltava com
respeito por mais errados e grosseiros que fossem. Se caso ocupassem o lugar de
um idoso, ou deficiente, ou uma mulher com criança no colo ela já ia gritando.
_Oh
sem noção, essa pessoa precisa sentar, você não desconfia não? Levanta daí,
folgado (a). E começava a discussão.
Ela
era uma mulher sensível e chorava quando assistia a um filme, novela, via
pessoas dormindo na rua, ou uma criança triste, mas é muito briguenta e dizia o
que pensava sem se colocar no lugar do outro.
Um
dia, quando estava de boa lendo um livro na praça, ela conheceu Gael, um
homem simples, estilo rústico, apesar de ser atraente, ele se aproximou e puxou
conversa.
Ela
foi sincera e disse:
_Olha,
eu estou lendo e não estou a fim de papo.
_Agora
descobri porque está aqui sozinha lendo, é grossa que nem uma porta.
Ela
se sentiu ofendida e começou a esbravejar com ele.
Ele
simplesmente deu as costas para ela, e colocando um fone de ouvido Gael saiu
deixando-a falar sozinha. Fran ficou p... da vida. Seu rosto ficou corado pela
ira que tomou conta dela.
Ela
pensou: como ele ousa virar as costas para mim? Ele sequer discutiu comigo.
Quem ele pensa que é para me ignorar dessa forma?
Gael
tinha sido contratado pelos amigos de Fran para mostrá-la que sinceridade em
excesso e ser tão reativa como era, nem sempre é a melhor atitude. É preciso
ser sincero sim, mas também é necessário ter jeito para falar sem magoar, mesmo
quando a pessoa precisa ouvir umas verdades. Contar uma mentirinha leve às
vezes só para fazer alguém se sentir bem faz parte; e também ter sensibilidade
para saber quando reagir ou não. Seus amigos frequentemente sentiam vergonha
quando saiam com ela e a amiga fazia barraco_ o que fez com que alguns deles se
afastassem dela. Eles admiravam suas qualidades, mas a maneira de ela usar
essas qualidades deixavam as pessoas que a amavam constrangidas.
Francine
passou a se sentir solitária após quase todos os seus amigos se afastarem, e
ela não entendia o porquê. Gael voltou a aparecer enquanto ela chorava olhando
para o horizonte e tentando entender a razão do afastamento. Ele ofereceu-lhe
um lenço e ela riu entre lágrimas.
_Quem
anda com lenço no bolso? Obrigada.
_
De nada. Nunca se sabe quando vou precisar usá-lo. Por que está triste
assim?Posso te dar um abraço?
Ela
se aconchegou nele, e ele a enlaçou em seus braços sentindo o perfume do cabelo
dela, e ela sentiu o cheiro suave, porém másculo do desodorante em sua camisa.
_Eu
estou me sentindo tão triste, sozinha, pois praticamente todos os meus amigos
sumiram. Eu não sei o que houve. Desculpe o desabafo, nem sei seu nome, nem
você sabe o meu.
Eu
me chamo Francine, e você?
_Mesmo
triste ainda assim é um prazer conhecê-la Francine. Eu sou Gael. Aquele dia
você estava arisca.
_Vai
começar? Vou embora então.
_Olha,
desculpe Francine, talvez você devesse conversar com seus poucos amigos.
Eles podem dar a resposta que procura. Eu sou um homem simples, mas sempre fui
educado e não pretendia te chatear ou irritar.
_Você
está me chamando de mal- educada?Eu só sou sincera, digo na cara o que penso,
sem rodeios. Você nem me conhece.
_A
vida não é assim. Você é uma mulher bonita, me parece ser inteligente,
interessante, por isso tinha tantos amigos, deve ter muitas qualidades, e
gostaria de ser teu amigo se você deixar; no entanto, sinceridade sem filtro
não é algo bom, afasta as pessoas. O importante não é sempre o que diz, mas
como diz a verdade. Procure seus amigos e descubra porque sumiram.
E
saiu depois de dar um beijo em sua cabeça.
Fran
ficou sem reação e ligou para sua melhor amiga, Lisandra.
_Amiga,
preciso conversar com você. Posso ir aí agora?
_Pode
vir, Fran.
Meia
hora depois ela bate a porta de Lisa.
Elas
se abraçam e Fran começa a chorar e dizer que não entende porque seus amigos
sumiram e sua amiga disse:
_Miga,
desculpe o que vou dizer, é que seu jeito reativo, explosivo em todos os
lugares nos envergonha, sua sinceridade às vezes cruel acabou afastando não só
seus amigos, mas também familiares. Você tem muitas qualidades, e por te amar
eu digo que você precisa rever seu jeito de falar, além de sua maneira de
mostrar a pessoa incrível que é.
_Eu
sou sincera sempre, e tento defender o que acredito.
_Eu
sei, miga. Eu te disse que você é incrível, o problema é o jeito que você demonstra
isso. Eu nunca deixaria de ser tua amiga.
_O
cara que eu conheci me disse isso, que meu jeito afasta as pessoas. Ele é
bonito, se chama Gael. Vou procurar meus amigos, pedir desculpas e dizer que
vou tentar mudar. Obrigda miga, por sua amizade e lealdade. Vou mudar meu
jeito. Você vai ver. Eu amo você. Elas se abraçaram novamente.
Ela
descobriu que os amigos haviam contratado Gael para mostrar porque eles se
afastaram. Ela ficou muito irritada no início por terem feito aquilo com ela, mas
se controlou, pediu desculpas aos amigos e foi embora depois de pegar o contato
do novo amigo.
Ela
nem acreditou que conseguiu se controlar, mas ela pretendia mudar. Fran sabia
que essa mudança não é fácil. Mudar quem ela sempre foi e se tornar alguém
melhor seria um grande desafio; reconquistar seus velhos amigos; deixar de envergonhá-los;
reaproximar dos seus irmãos, pais. E começou a conhecer melhor Gael.
Francine
estava no processo de mudança e estava gostando de saber que ela pode melhorar
sempre. Todos estão vendo as mudanças e se reaproximando.
segunda-feira, 25 de maio de 2020
JOÃO, O CRIADOR DE ESTORIAS
João um dia estava em sua casa e completamente entediado com a tv e o celular, ele descobriu sua nova distração diante da janela da sala de estar em sua casa; ela dava de frente para a rua. Ele ficava observando quem passava na rua de paralelepípedos e imaginava seus nomes, histórias de vida... E se distraia bastante criando personagens diante do que via. Era uma rua movimentada com uma ladeira, na qual passava muita gente_ Ele mora perto de um mercado municipal ( este era um ponto turístico dali) em uma cidade no interior de Minas Gerais. Ele fez disso um hábito e sempre apareciam novas pessoas para ajudá-lo a usar sua criatividade.
Num desses dias passou uma mulher que aparentava uns quarenta anos, com alguns bobs no cabelo, blusa sem manga, bermuda, chinelos e cheia de sacolas nos braços, óculos de armação quadrada e escura ( ele lhe deu o nome de Adélia), descendo a rua da casa dele. Ele já imaginou aquela mulher levando os ingredientes para fazer um feijão tropeiro com torresmo, arroz branco soltinho, uma salada de alface e tomate para receber umas visitas para o jantar. Uma mulher que gostava de arrumar-se, pois viu um batom claro quando ela virou o rosto na sua direção de um modo sonhador, e suas unhas estavam pintadas de pink. Ele a imaginou vestindo um vestido floral midi de alças largas, cabelo liso após soltar os bobs e escová-lo. Ela ficaria linda e perfumada com um batom vermelho escarlate nos lábios para celebrar seu próprio aniversário ou de um parente próximo. Ele a imaginou muito despachada, que ria alto, "ligada" no 220v pelo jeito apressado, mas cuidadoso ao descer a rua.
Ele criou outra possibilidade para aquela mulher:
Ela iria fazer uma feijoada para o almoço em família, mas a noite iria ao casamento de uma amiga ou outra festa só com o marido para curtirem o momento como casal, algo que eles não faziam a um bom tempo, deixando os filhos com um parente. "Adélia" tinha pintado as unhas, delineado as sobrancelhas e soltaria o cabelo mais tarde deixando-o liso e lindo; usaria um belo vestido longo verde claro; lábios num tom nude; com os olhos marcados e uma pele perfeita; saltos finos, afinal iria de carro. Ela poderia ser uma mulher uma mulher agitada, ansiosa, entretanto tímida, discreta.
Para João existiam várias possibilidades para aquela mulher. Ela poderia ser uma dona de casa, mãe e esposa durante boa parte de sua vida, com filhos adolescentes; um marido que trabalha e quando chega a sua casa só quer deitar no sofá e assistir jornal, receber tudo nas mãos, pois sua única resposta é que está cansado, que trabalhou o dia todo; como se ela não tivesse feito nada. Ela ali na sua frente aparentando cansaço, desamparo, porém ele sequer a nota.
Ou ela pode ser o tipo de mulher que trabalha o dia todo, assim como o marido, porém ele e os filhos participam das tarefas domésticas para não sobrecarregá-la. Eles ainda são um casal apaixonado, onde ele sabe quando ela está triste, ou feliz, angustiada... Enfim, ele a conhece profundamente e vice-versa.
Ou "Adélia" é como a maioria das mulheres modernas que tem dupla jornada. Ela trabalha fora, chega cansada em casa e não pode descansar porque precisa fazer janta e almoço pro dia seguinte; por roupa pra lavar; passar uma pilha de roupa a sua espera há dias; lavar louça; ensinar filho (a) tarefa da escola ou ajudá-lo (a) caso for algo difícil pra ele (a); ou brigar para abaixar o som; ou sair do celular, porque precisam estudar pra prova de amanhã; ou simplesmente para ficarem um tempo em família, conversarem. Ela mal senta no sofá para assistir sua novela ou programa de tv favorito e cai no sono de tão exausta; ou já vai pro quarto bem tarde depois de fazer tudo sozinha e desaba na cama com sua roupa de dormir surrada, deixando o marido na mão. Namorar só no fim de semana após uns copos de cerveja ou vinho pra relaxar, e olha lá quando ela não dá a desculpa que está com dor de cabeça apenas para conseguir descansar. "Adélia" não sente energia para fazer nada além de dormir.
Ele cria essas possibilidades e nos faz refletir sobre as escolhas que fazemos na vida, sobre comportamento e educação que damos aos filhos desde pequenos.
João passou a escrever as estórias que criava e publicou-as em um livro que fez um sucesso inesperado.
ENQUANTO O CORAÇÃO ESPERA
Eu sou Melissa, e tenho trabalhado arduamente numa empresa de uniformes, para me manter e ajudar meus pais, Francisco e Celina, que mesmo ...
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Anos de luta, de sofrimento, medo de não dar conta, de não ser boa. Vitória á vista daqui alguns dias. Deus tem Sua promessa de triunfo! ...
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Há um passaro, com penas mais belas e mais coloridas, jamais vistas no céu. Um pássaro com capacidade de voar muito longe, com ...
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Será que Natal é apenas troca de presentes com amigo secreto, ou doação de presentes pra quem se ama, ou até pra quem se quer conhecemos...