Poema é arte de expressar o que sente, deixando a alma se expressar livremente, falando com o coração.
domingo, 8 de março de 2020
SÉRIE: AMIGAS ATÉ DEBAIXO D'AGUA
4 EPISÓDIO
Vocês puderam ler e se identificaram um pouco com os perfis das garotas. Nestes próximos episódios vocês verão suas estórias da infância e como a amizade entre elas começou e permanece até hoje.
Os pais de Elis se conheceram nos anos 70 e formaram um casal hippie, que logo após esta fase se afastaram. Época em que alguns só queriam a liberdade de viverem como quisessem: com paz, amor, promiscuidade e drogas; e como consequência muitos deles tiveram filho, ou adquiriram o vírus do HIV, desenvolvendo então a AIDS- causada por sexo sem proteção e agulhas compartilhadas levando muitos a morte algum tempo depois. O que não é muito diferente de hoje, exceto que há tratamento; mas enfim, eles se reencontraram muitos anos depois. Coincidência do destino, como eles disseram. Eles se apaixonaram, casaram-se, e alguns anos depois nascia Elis, a única filha deles. Quando ela nasceu, os seus pais já estavam totalmente mudados, viviam um casamento tradicional, estruturado com regras e tudo o que uma família geralmente faz, nem pareciam os mesmos. Elis estudava em uma escola pública, onde conheceu Maitê, eram colegas de classe.
sexta-feira, 6 de março de 2020
SÉRIE: AMIGAS ATÉ DEBAIXO D'AGUA
3 EPISÓDIO
Espero que estejam gostando dos perfis de cada amiga da série: Amigas até debaixo d'água. Olhem a última personagem: Kiara
Kiara é a que mais curtia as baladas e amava paquerar; beijar alguém que lhe interessasse; era a que mais dançava sob todas aquelas luzes. Ela é a mais brincalhona e divertida das três, apesar do seu passado. Kia se divertia à beça até que ela conheceu seu namorado quinze anos mais velho e muito ciumento, Ricardo. Um homem charmoso, sedutor e muito interessante à primeira vista e também na primeira conversa. Ele te deixa completamente encantada no primeiro encontro. Na verdade, depois que começaram a namorar ele raramente a deixa sair com as amigas. Embora ela seja uma moça muito simpática e exuberante, a autoestima da moça era muito frágil, o que fazia com que ela aceitasse tudo o que Ricardo fazia e falava com ela; inclusive acreditava que graças a ele estava com alguém; que se não fosse ele em sua vida não namoraria ninguém, pois era muito magra e destrambelhada. Desde que estão juntos ela praticamente mora com ele, mas sempre que o cara a faz se sentir para baixo; com a autoconfiança no chão; ela liga para as amigas e as três se encontram no apê para beberem, animarem a amiga até dormirem.
Kiara estuda medicina veterinária - Ela tem paixão por animais, em especial animais grandes como: cavalos, vacas, bois, etc. Seu sonho é trabalhar em uma fazenda onde possa exercer sua paixão e profissão, mas por Ricardo ela simplesmente poderia cuidar da casa e dos filhos que terão.
No entanto, ela não pretende ter filhos, pois nunca foi um sonho, nem sente ter a vocação da maternidade desde que era criança. Ela detestava brincar de boneca, de casinha; e suas brincadeiras preferidas eram jogar bola, subir em árvores, pular corda... Enfim, brincadeiras de "menino". Ela sequer sonhava em se casar, porque sempre prezou muito por sua liberdade, independência, sem compromisso sério com ninguém. Sua família e amigos perguntam:_ Como você explica seu namoro com Ricardo?
_Um namorico nada sério. Quando eu me cansar eu termino. Liberdade em primeiro lugar.
Ela só tem a mãe e uma irmã linda, delicada, meiga, tipo Maitê, e é a preferida da sua mãe. A relação entre as três nunca foi das melhores. Por que você e Maitê são amigas se ela lembra alguém que você não se dá bem? Porque Mai me trata bem, me apoia, torce por mim, não me humilha e é empática. Somos bem diferentes, mas tentamos colocar no lugar uma da outra e não nos julgamos. Eu a amo como uma verdadeira irmã.
quarta-feira, 4 de março de 2020
SÉRIE: AMIGAS ATÉ DEBAIXO D 'AGUA
2 EPISÓDIO
Maitê é o oposto de Elis, mas por mais incrível que pareça, elas têm uma afinidade inexplicável. Elis diz que isso vem de outras vidas, e no fundo Maitê acredita nela. É como se estivesse escrito que seriam amigas, muito amigas.
A moça estuda jornalismo; adora estudar, uma CDF, como era chamada na escola. No seu tempo livre ela gosta de assistir umas comédias enquanto come salgadinhos e doces; vê alguns documentários de assuntos diversificados; aplica-se a vida religiosa. Ela reza o terço, ora, lê a Bíblia e vai à missa com a mãe todo domingo.
O objeto de estimação de Maitê é um telescópio que ela usa todas as noites para olhar o céu antes de dormir, pois desde pequena ama olhar as estrelas; torce para ver um cometa; ela admira a lua, o sol; enfim, astronomia é sua paixão.
Mai gosta de usar roupas mais casuais: tênis sem cadarço, camisetas, colete de alfaiataria e jeans, seja short ou calça mais folgada. Roupa justa nunca fez parte do seu estilo, nem nada que chame atenção.
Seu relacionamento com os pais sempre foi mais tranquilo do que o de Elis, mas eles são mais conservadores e certos assuntos serão sempre um tabu dentro de casa. Tabu este que ela quebra conversando com as best friends.
Mai tem uma paixonite por um colega do curso, apesar de que ele nem a nota. Como uma romântica, ela vive sonhando e pensando neles namorando, enfim, sendo um casal apaixonado.
Maitê é mais quieta e pouco sociável devido sua timidez e vergonha por estar acima do peso, mas é simpática e de papo muito agradável.
Ela sempre foi muito apegada à família e aos amigos, especialmente às suas melhores amigas. Ela até pensou em fazer curso de astronomia, mas desistiu, pois a distância acaba afastando as pessoas e diminui o vínculo que existe entre ela e quem ama. Desse vínculo ela não abre mão; a ponto de preferir fazer jornalismo na cidade onde mora e fazer da astronomia seu hobby.
terça-feira, 3 de março de 2020
SÉRIE: AMIGAS ATÉ DEBAIXO D'AGUA
1 EPISÓDIO
Nessa primeira parte após o carnaval das três amigas Elis, Maitê e Kiara, descrevo um pouco sobre cada personagem da estória.
Elis é uma morena com dezenove anos, cursando artes cênicas. Seus pensamentos e jeito de viver são mais livres deixando seus pais preocupados, e a relação entre eles é uma tensão sempre que se encontram. As três amigas resolveram morar juntas e dividirem um apê assim que começaram a trabalhar; deixando-as mais livres e independentes.
Elis vende bijuterias que ela mesma faz em seu tempo vago e atrai muitos compradores com seu jeito expansivo e nada tímido.
Ela adora o estilo meio hippie dos anos 70, seja nas roupas ou estilo de vida mais calmo, zen; porém, sem usar nada ilícito. Ela sempre foi medrosa para certos tipos de coisas; um deles é usar drogas, pois ela sabe que é um caminho sem volta.
No momento Lis, apelido carinhoso que as amigas lhe deram, está curtindo sua vida de solteira, e não quer se prender a ninguém. Ela fica com alguns caras só para sair da rotina, do tédio e para não perder a prática. A jovem prefere encenar nas peças de teatro amador, ou estar se divertindo com as amigas bebendo, rindo e dançando. Ela é uma moça divertida; inteligente; um pouco atrapalhada com as coisas: melhor você não deixar nada frágil perto dela, ou ficará sem. Elis Eloá, seu nome artístico, ama chamar a atenção, e todo mundo, ou quase todos amam tê-la por perto.
Ela acredita muito no mundo místico, como: fadas, magia e astrologia. Ela deixa que seu signo de Sagitário diga o que deve ou não fazer. Lis não sai de casa sem ler seu horóscopo nas cartas que aprendeu a ler assistindo um tutorial no YouTube. Elis vive querendo ler as cartas para as amigas que às vezes cedem e deixam-na ver seus futuros só para deixá-las em paz.
sábado, 29 de fevereiro de 2020
AMIGAS ATÉ DEBAIXO D'AGUA
Elis é uma moça que adora festas; se divertir; e principalmente beber umas tequilas, caipifrutas, umas cervejas geladas com as migas. Quase todos os finais de semana ela chama Maitê e kiara para beberem algo e colocarem os papos em dia. Elas vão para as baladas e bebem muito, além de se jogarem na dança. Cada sábado é um ritmo diferente e elas amam diversificar. Elis ama se jogar na pista e se acabar com o copo sempre na mão.
Um dia antes do carnaval elas fizeram uma aposta. Quem beijasse mais bocas nos quatro dias ganharia um lugar no camarote do ano seguinte. Ou seja, não poderiam beber demais, senão perderiam a conta de quantas pessoas elas beijariam.
Na sexta elas chegaram prontas para beijarem muito e aproveitarem também os shows dançando muito na pista.
No fim do quarto dia a Maitê ganhou a aposta. Ela tinha beijado sessenta e dois caras; Elis tinha beijado quarenta e nove; e Kiara tinha beijado quarenta e cinco homens.
As duas ficaram tão surpresas com a vitória de Maitê, que é a mais tímida e romântica das três, que a presentearam com uma dose de tequila além do camarote. As meninas chegaram ao apê tão embriagadas e borradas de batom que nem se lembravam direito de como chegaram lá. Elas chegaram às sete da manhã já caindo na cama desmaiadas, pois tinham pedido um carro de aplicativo, que nem se lembravam como pediram, mas felizmente era um bom motorista, ou boa, vai saber.
Quando acordaram lá pelo meio dia, elas comeram já apressadas. Maitê e Elis foram trabalhar enquanto Kiara dormia até as duas chegarem e ficaram lembrando aqueles dias muito loucos e divertidos. Elas não eram amigas só de baladas e bebedeira; as três estavam juntas desde a infância e dividiam um apartamento, tristezas e alegrias; mas amavam sair e se divertirem juntas até amanhecer.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
AMOR NÃO TEM RAÇA
AMOR NÃO TEM RAÇA
Yane é uma mulher que ama viajar e trabalha
muito numa indústria automobilística para conhecer o mundo durante suas férias.
Em sua última viagem a Angola ela conheceu
Zaki, e seu nome o definia, um garotinho esperto, inteligente que a cativou.
Ela descobriu que o menino era órfão e morava com a avó que não tinha condições
de cuidar dele e pensava em pô-lo para adoção. O coração de Yane se partiu ao
ouvir aquilo. Ele era tão simpático, amigável. A verdade é que ela havia se
apaixonado por aquele garotinho de apenas cinco anos e que mexeu com seu
instinto materno.
Yane tem tentado há uns dois anos engravidar
e ter uma gravidez independente, afinal, o sonho era dela de ser mãe. Ela havia
ajudado sua mãe a cuidar do seu irmão caçula, Marlon; pois sua mãe trabalhava
fora e só voltava quando os dois já estavam dormindo. Eles só se viam nos fins
de semana e se divertiam bastante juntos.
Seu pai faleceu quando ela ainda estava
com dezesseis anos e sofreu muito com a perda, pois era muito apegada ao pai, e
seu irmão tinha oito anos. Enfim, ela sabia como era difícil cuidar de uma
criança, o quanto teria que abrir mão do que quer, ou adaptar -se para encaixar
uma pessoa que estaria para sempre em sua vida, mas isso não a fez desistir de
seu sonho.
Ela veio de uma classe média, pele branca,
cabelo claro e olhos esverdeados, porém, apesar do racismo que ainda acontece
no mundo, ela e sua família nunca ligaram para isso, pois para eles é só cor de
pele diferente da deles; são seres humanos que merecem respeito, dignidade e
amor.
Yane ligou para sua mãe e contou-lhe o que
aconteceu. Sua mãe ficou preocupada com sua decisão, disse-lhe o que pensava,
mas se ela estava decidida, ela apoiaria a filha e receberia de braços abertos
a criança.
A garota foi procurar a avó do menino, para
saber mais sobre a história de Zaki, esta contou tudo para a moça e disse que
se ela realmente quisesse, elas iriam ao cartório da cidade para concretizarem
a adoção.
Yane foi atrás de Zaki e sentou no banco para
conversar com ele, _Oi, como você está? Eu tô bem e você? Você quer ter mais
uma mamãe para cuidar de você e viajar para outro país? Lá é tão lindo e legal.
_Eu tenho minha vovó. Eu quero passear um
dia. Onde você mora?
_Eu moro no Brasil. Você então não quer que
eu seja sua mamãe para cuidar de você, te dar amor?
_Mas e vovó? Não posso deixar ela.
_Ela ama muito você Zaki, mas ela não pode te
dar tudo que você merece. Ela disse que você é tão inteligente que precisa ter
bom estudo para ser o que quiser, além de receber um amor de mãe, que ela não
pode te dar agora e me pediu para cuidar de você, mas só se quiser, tá?
Ele correu para sua avó e chorou muito no seu
colo. Ela chorou muito abraçada ao seu único e querido neto. Ela falou para ele
que Yane o faria feliz, que daria tudo que precisa, que o ama muito, mas ele
precisa ir. Houve mais choro. Ela foi com o menino a fim de conseguir
passaporte e visto permanente para o menino no dia seguinte.
Eles chegaram ao Brasil duas semanas após a
requisição dos documentos. Ele ficou encantado com aquele novo mundo para ver e
viver. Zaki foi recebido com muito amor e de braços abertos pela nova família
que os aguardava.
No começo foi difícil a adaptação para ambos.
Havia choro de saudade, medo, sentimento de solidão e abandono, além da
gratidão por receber tanto amor e cuidado.
Sua nova avó começou ensina-lo a ler até
começar o ano letivo, na escola em que Yane o matriculou.
Ele hoje ainda se comunica com sua avó por
telefone e tem tudo que uma criança deve ter: amor, carinho, respeito, limites,
uma boa educação e os brinquedos. Ele já a chama de mãe deixando-a muito feliz.
Quanto a Yane? Bem, hoje ela é uma
mulher muito atarefada, cheia de responsabilidades, preocupações, teve que
fazer adaptações em sua casa, sua vida e mais do que isso; hoje ela se sente
uma mulher realizada e orgulhosa do filho que tem. As viagens ela faz com ele
quando o período de férias se coincidem. Ela o ama mais do que jamais pensou
ser possível amar alguém. Agora ela entende sua mãe e todo sacrifício que fez
por ela e o irmão, fazendo com que ela tenha uma ligação com a mãe que ainda
não tinha.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
TUTTY, O TIGRE BRANCO
Tutty é um tigre branco que nasceu no zoológico no sul da África,
e ele era tão fofo. Na verdade, Tutty era a paixão da veterinária Dóris, a
pessoa que cuidava de todos os animais daquele zoo, junto com seus ajudantes.
Como ele era filhote e ainda não apresentava perigo para outros bichos,
ele zanzava o tempo todo no seu consultório recebendo afagos dela vez ou outra.
Um dia quando foi atender um elefante de emergência, Tutty saiu do consultório.
Algumas pessoas que estavam no zoo ficaram com medo, outras quiseram acariciá-lo
e um homem muito estranho, com olhar sombrio escondido por óculos escuros
começou a se aproximar do "gatinho". Tutty pressentiu algo estranho
naquele humano e mostrou-lhe os dentes já prontos para atacá-lo. Ele era
filhote, mas era grande o suficiente para machucar bastante alguém. Ele não se
importou e atirou um tranquilizante no tigre que logo caiu desmaiado no chão.
Ele chamou seu comparsa que andava disfarçado por perto. Com calma, mas o mais
rápido que pudessem, eles levaram aquele animal raro para uma van e partiram.
Dóris voltou para a sua sala e procurou preocupada pelo tigre e não o
encontrou, deixando-a desesperada. Ela saiu pelo zoo gritando: Tutty, cadê
você? Uma moça que passeava por ali e viu o que aconteceu lhe contou tudo. Dóris
correu para a delegacia com a moça, onde contaram sobre o sumiço e a descrição
dos caras. Ela chamou o jornal e contou também. Virou noticiário unânime em
vários jornais locais e regionais. Dóris não parava de chorar. Onde e como está
meu amigo? Eu preciso dele, ele pode estar machucado.
Aqueles bandidos vendiam
animais raros para outros traficantes como eles.
Seu comparsa um dia passeou
pelo zoo observando qualquer novidade, até que o viu pela janela brincando com
uma das ajudantes do zoológico.
E tudo saiu melhor do que
imaginavam naquele dia quando o tigre saiu do consultório, a sorte pareceu
bateu a porta deles.
Eles estavam tão nervosos que
bateram em uma caminhonete, mas a sorte não estava tão a favor assim deles,
pois o motorista era policial e já sabia da descrição dos bandidos. E mesmo que
tentaram fugir correndo não conseguiram ir longe, pois logo o motorista e seu
amigo também policial os pegaram e os prenderam até chegar ajuda. Assim
que os levaram para a delegacia, interrogaram os caras e por pouco Tutty não
foi vendido. O tigre voltou para o zoo e pulou em Dóris a derrubando e
brincando com ela até se cansarem. Amizade deles era mais do que amizade
entre um humano e um animal selvagem; era encontro de almas entre seres tão
diferentes e imprevisíveis, mas um amor puro e que duraria enquanto ou até
depois que Tutty um dia partisse. O encontro entre os dois foi visto por muitos
jornais. O zoológico triplicou em visitas só para vê-los, mas toda notícia
passa, menos o elo e carinho entre eles, Dóris e Tutty.
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