quarta-feira, 4 de março de 2020

SÉRIE: AMIGAS ATÉ DEBAIXO D 'AGUA


2 EPISÓDIO

Maitê é o oposto de Elis, mas por mais incrível que pareça, elas têm uma afinidade inexplicável. Elis diz que isso vem de outras vidas, e no fundo Maitê acredita nela. É como se estivesse escrito que seriam amigas, muito amigas.
 A moça estuda jornalismo; adora estudar, uma CDF, como era chamada na escola. No seu tempo livre ela gosta de assistir umas comédias enquanto come salgadinhos e doces; vê alguns documentários de assuntos diversificados; aplica-se a vida religiosa. Ela reza o terço, ora, lê a Bíblia e vai à missa com a mãe todo domingo.
O objeto de estimação de Maitê é um telescópio que ela usa todas as noites para olhar o céu antes de dormir, pois desde pequena ama olhar as estrelas; torce para ver um cometa; ela admira a lua, o sol; enfim, astronomia é sua paixão.
  Mai gosta de usar roupas mais casuais: tênis sem cadarço, camisetas, colete de alfaiataria e jeans, seja short ou calça mais folgada. Roupa justa nunca fez parte do seu estilo, nem nada que chame atenção.
Seu relacionamento com os pais sempre foi mais tranquilo do que o de Elis, mas eles são mais conservadores e certos assuntos serão sempre um tabu dentro de casa. Tabu este que ela quebra conversando com as best friends.
Mai tem uma paixonite por um colega do curso, apesar de que ele nem a nota. Como uma romântica, ela vive sonhando e pensando neles namorando, enfim, sendo um casal apaixonado.
Maitê é mais quieta e pouco sociável devido sua timidez e vergonha por estar acima do peso, mas é simpática e de papo muito agradável.
Ela sempre foi muito apegada à família e aos amigos, especialmente às suas melhores amigas. Ela até pensou em fazer curso de astronomia, mas desistiu, pois a distância acaba afastando as pessoas e diminui o vínculo que existe entre ela e quem ama. Desse vínculo ela não abre mão; a ponto de preferir fazer jornalismo na cidade onde mora e fazer da astronomia seu hobby.


terça-feira, 3 de março de 2020

SÉRIE: AMIGAS ATÉ DEBAIXO D'AGUA


1 EPISÓDIO

Nessa primeira parte após o carnaval das três amigas Elis, Maitê e Kiara, descrevo um pouco sobre cada personagem da estória.

Elis é uma morena com dezenove anos, cursando artes cênicas. Seus pensamentos e jeito de viver são mais livres deixando seus pais preocupados, e a relação entre eles é uma tensão sempre que se encontram. As três amigas resolveram morar juntas e dividirem um apê assim que começaram a trabalhar; deixando-as mais livres e independentes.
 Elis vende bijuterias que ela mesma faz em seu tempo vago e atrai muitos compradores com seu jeito expansivo e nada tímido.
 Ela adora o estilo meio hippie dos anos 70, seja nas roupas ou estilo de vida mais calmo, zen; porém, sem usar nada ilícito. Ela sempre foi medrosa para certos tipos de coisas; um deles é usar drogas, pois ela sabe que é um caminho sem volta.
No momento Lis, apelido carinhoso que as amigas lhe deram, está curtindo sua vida de solteira, e não quer se prender a ninguém. Ela fica com alguns caras só para sair da rotina, do tédio e para não perder a prática. A jovem prefere encenar nas peças de teatro amador, ou estar se divertindo com as amigas bebendo, rindo e dançando. Ela é uma moça divertida; inteligente; um pouco atrapalhada com as coisas: melhor você não deixar nada frágil perto dela, ou ficará sem.  Elis Eloá, seu nome artístico, ama chamar a atenção, e todo mundo, ou quase todos amam tê-la por perto.
 Ela acredita muito no mundo místico, como: fadas, magia e astrologia. Ela deixa que seu signo de Sagitário diga o que deve ou não fazer. Lis não sai de casa sem ler seu horóscopo nas cartas que aprendeu a ler assistindo um tutorial no YouTube. Elis vive querendo ler as cartas para as amigas que às vezes cedem e deixam-na ver seus futuros só para deixá-las em paz.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

AMIGAS ATÉ DEBAIXO D'AGUA


Elis é uma moça que adora festas; se divertir; e principalmente beber umas tequilas, caipifrutas, umas cervejas geladas com as migas. Quase todos os finais de semana ela chama Maitê e kiara para beberem algo e colocarem os papos em dia. Elas vão para as baladas e bebem muito, além de se jogarem na dança.  Cada sábado é um ritmo diferente e elas amam diversificar. Elis ama se jogar na pista e se acabar com o copo sempre na mão.
Um dia antes do carnaval elas fizeram uma aposta. Quem beijasse mais bocas nos quatro dias  ganharia um lugar no camarote do ano seguinte. Ou seja, não poderiam beber demais, senão perderiam a conta de quantas pessoas elas beijariam.
Na sexta elas chegaram prontas para beijarem muito e aproveitarem também os shows dançando muito na pista.
No fim do quarto dia a Maitê ganhou a aposta. Ela tinha beijado sessenta e dois caras; Elis tinha beijado quarenta e nove; e Kiara tinha beijado quarenta e cinco homens.
As duas ficaram tão surpresas com a vitória de Maitê, que é a mais tímida e romântica das três, que a presentearam com uma dose de tequila além do camarote. As meninas chegaram ao apê tão embriagadas e borradas de batom que nem se lembravam direito de como chegaram lá. Elas chegaram às sete da manhã já caindo na cama desmaiadas, pois tinham pedido um carro de aplicativo, que nem se lembravam como pediram, mas felizmente era um bom motorista, ou boa, vai saber.
Quando acordaram lá pelo meio dia, elas comeram já apressadas. Maitê e Elis foram trabalhar enquanto Kiara dormia até as duas chegarem e ficaram lembrando aqueles dias muito loucos e divertidos. Elas não eram amigas só de baladas e bebedeira; as três estavam juntas desde a infância e dividiam um apartamento, tristezas e alegrias; mas amavam sair e se divertirem juntas até amanhecer.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

AMOR NÃO TEM RAÇA



AMOR NÃO TEM RAÇA


Yane é uma mulher que ama viajar e trabalha muito numa indústria automobilística para conhecer o mundo durante suas férias.
Em sua última viagem a Angola ela conheceu Zaki, e seu nome o definia, um garotinho esperto, inteligente que a cativou. Ela descobriu que o menino era órfão e morava com a avó que não tinha condições de cuidar dele e pensava em pô-lo para adoção. O coração de Yane se partiu ao ouvir aquilo. Ele era tão simpático, amigável. A verdade é que ela havia se apaixonado por aquele garotinho de apenas cinco anos e que mexeu com seu instinto materno.
Yane tem tentado há uns dois anos engravidar e ter uma gravidez independente, afinal, o sonho era dela de ser mãe. Ela havia ajudado sua mãe a cuidar do seu irmão caçula, Marlon; pois sua mãe trabalhava fora e só voltava quando os dois já estavam dormindo. Eles só se viam nos fins de semana e se divertiam bastante juntos.
 Seu pai faleceu quando ela ainda estava com dezesseis anos e sofreu muito com a perda, pois era muito apegada ao pai, e seu irmão tinha oito anos. Enfim, ela sabia como era difícil cuidar de uma criança, o quanto teria que abrir mão do que quer, ou adaptar -se para encaixar uma pessoa que estaria para sempre em sua vida, mas isso não a fez desistir de seu sonho.
Ela veio de uma classe média, pele branca, cabelo claro e olhos esverdeados, porém, apesar do racismo que ainda acontece no mundo, ela e sua família nunca ligaram para isso, pois para eles é só cor de pele diferente da deles; são seres humanos que merecem respeito, dignidade e amor.
Yane ligou para sua mãe e contou-lhe o que aconteceu. Sua mãe ficou preocupada com sua decisão, disse-lhe o que pensava, mas se ela estava decidida, ela apoiaria a filha e receberia de braços abertos a criança.
A garota foi procurar a avó do menino, para saber mais sobre a história de Zaki, esta contou tudo para a moça e disse que se ela realmente quisesse, elas iriam ao cartório da cidade para concretizarem a adoção.
Yane foi atrás de Zaki e sentou no banco para conversar com ele, _Oi, como você está? Eu tô bem e você? Você quer ter mais uma mamãe para cuidar de você e viajar para outro país? Lá é tão lindo e legal.
_Eu tenho minha vovó. Eu quero passear um dia. Onde você mora?
_Eu moro no Brasil. Você então não quer que eu seja sua mamãe para cuidar de você, te dar amor? 
_Mas e vovó? Não posso deixar ela.
_Ela ama muito você Zaki, mas ela não pode te dar tudo que você merece. Ela disse que você é tão inteligente que precisa ter bom estudo para ser o que quiser, além de receber um amor de mãe, que ela não pode te dar agora e me pediu para cuidar de você, mas só se quiser, tá?
Ele correu para sua avó e chorou muito no seu colo. Ela chorou muito abraçada ao seu único e querido neto. Ela falou para ele que Yane o faria feliz, que daria tudo que precisa, que o ama muito, mas ele precisa ir. Houve mais choro. Ela foi com o menino a fim de conseguir passaporte e visto permanente para o menino no dia seguinte. 
Eles chegaram ao Brasil duas semanas após a requisição dos documentos. Ele ficou encantado com aquele novo mundo para ver e viver. Zaki foi recebido com muito amor e de braços abertos pela nova família que os aguardava.
No começo foi difícil a adaptação para ambos. Havia choro de saudade, medo, sentimento de solidão e abandono, além da gratidão por receber tanto amor e cuidado.
Sua nova avó começou ensina-lo a ler até começar o ano letivo, na escola em que Yane o matriculou.
Ele hoje ainda se comunica com sua avó por telefone e tem tudo que uma criança deve ter: amor, carinho, respeito, limites, uma boa educação e os brinquedos. Ele já a chama de mãe deixando-a muito feliz.
Quanto a  Yane? Bem, hoje ela é uma mulher muito atarefada, cheia de responsabilidades, preocupações, teve que fazer adaptações em sua casa, sua vida e mais do que isso; hoje ela se sente uma mulher realizada e orgulhosa do filho que tem. As viagens ela faz com ele quando o período de férias se coincidem. Ela o ama mais do que jamais pensou ser possível amar alguém. Agora ela entende sua mãe e todo sacrifício que fez por ela e o irmão, fazendo com que ela tenha uma ligação com a mãe que ainda não tinha.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

TUTTY, O TIGRE BRANCO





Tutty é um tigre branco que nasceu no zoológico no sul da África, e ele era tão fofo. Na verdade, Tutty era a paixão da veterinária Dóris, a pessoa que cuidava de todos os animais daquele zoo, junto com seus ajudantes. Como ele era filhote e ainda não apresentava  perigo para outros bichos, ele zanzava o tempo todo no seu consultório recebendo afagos dela vez ou outra. Um dia quando foi atender um elefante de emergência, Tutty saiu do consultório. Algumas pessoas que estavam no zoo ficaram com medo, outras quiseram acariciá-lo e um homem muito estranho, com olhar sombrio escondido por óculos escuros começou a se aproximar do "gatinho". Tutty pressentiu algo estranho naquele humano e mostrou-lhe os dentes já prontos para atacá-lo. Ele era filhote, mas era grande o suficiente para machucar bastante alguém. Ele não se importou e atirou um tranquilizante no tigre que logo caiu desmaiado no chão. Ele chamou seu comparsa que andava disfarçado por perto. Com calma, mas o mais rápido que pudessem, eles levaram aquele animal raro para uma van e partiram. Dóris voltou para a sua sala e procurou preocupada pelo tigre e não o encontrou, deixando-a desesperada. Ela saiu pelo zoo gritando: Tutty, cadê você? Uma moça que passeava por ali e viu o que aconteceu lhe contou tudo. Dóris correu para a delegacia com a moça, onde contaram sobre o sumiço e a descrição dos caras. Ela chamou o jornal e contou também. Virou noticiário unânime em vários jornais locais e regionais. Dóris não parava de chorar. Onde e como está meu amigo? Eu preciso dele, ele pode estar machucado.
Aqueles bandidos vendiam animais raros para outros traficantes como eles.
Seu comparsa um dia passeou pelo zoo observando qualquer novidade, até que o viu pela janela brincando com uma das ajudantes do zoológico.
E tudo saiu melhor do que imaginavam naquele dia quando o tigre saiu do consultório, a sorte pareceu bateu a porta deles.
Eles estavam tão nervosos que bateram em uma caminhonete, mas a sorte não estava tão a favor assim deles, pois o motorista era policial e já sabia da descrição dos bandidos. E mesmo que tentaram fugir correndo não conseguiram ir longe, pois logo o motorista e seu amigo também policial os pegaram e os prenderam até chegar ajuda.  Assim que os levaram para a delegacia, interrogaram os caras e por pouco Tutty não foi vendido. O tigre voltou para o zoo e pulou em Dóris a derrubando e brincando com ela até se cansarem.  Amizade deles era mais do que amizade entre um humano e um animal selvagem; era encontro de almas entre seres tão diferentes e imprevisíveis, mas um amor puro e que duraria enquanto ou até depois que Tutty um dia partisse. O encontro entre os dois foi visto por muitos jornais. O zoológico triplicou em visitas só para vê-los, mas toda notícia passa, menos o elo e carinho entre eles, Dóris e Tutty.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

TE VEJO







Te vejo   em cada canto desse lar.
Lar que transformou em seu e que o preencheu com sua grandiosa presença.
Te vejo quando vou comer,
Te vejo quando chego em casa e você estava lá pedindo um pouco de carinho e atenção.
Te vejo deitada olhando pra mim pela última vez e eu nem sabia, mas você já, né?
Você não sai dos nossos pensamentos.
Os primeiros dias após sua ausência foram ainda mais dolorosos.
Te vejo tão companheira, tão sorridente, dócil e muito especial.
Todos que a conheceram comentavam o quanto era boazinha.
Nós te amamos como parte da família.
Que falta você nos faz Akirinha.
Saudade que faz meus olhos se encherem de lágrimas, pois sua falta ainda dói.
Foi melhor pra você, e isso conforta nossos corações
O vazio que nos trouxe com a sua partida será eterno;
Assim como o amor e a alegria que vieram junto com você.
Obrigada por fazer parte de nossas vidas.

sábado, 9 de novembro de 2019

NADA


Alguém em algum momento se viu diante do nada?
Sentiu-se um nada?
Quem nunca, não é mesmo?
Às vezes tudo o que queremos é não pensarmos em nada, mas os pensamentos  não param de vir.
Pensamos em coisas que entristecem ainda mais nossa alma.
E esse nada é persistente.
Que droga! Isso não vai passar?
Dizem que gerenciar nossas emoções faz parte gerenciar nossos pensamentos.
Lamento, ainda não consigo.
 Pensamentos positivos?
Ainda não dá.
O choro foi inevitável e me detestei por isso.
Olho para o presente razoável e para o futuro não consigo ver nada.
Não sei me definir com uma palavra.
Estou perdida,angustiada e vazia.
O que fazer?
Quero sorrir com a alma e com todo meu ser.
Por enquanto é só com o rosto mesmo.
Odeio chorar.

ENQUANTO O CORAÇÃO ESPERA

  Eu sou Melissa, e tenho trabalhado arduamente numa empresa de uniformes, para me manter e ajudar meus pais, Francisco e Celina, que mesmo ...