segunda-feira, 7 de outubro de 2019

AS AVENTURAS DE JOSINHA E A CADEIRA DE RODAS




Josinha é uma garotinha peralta e alegre, que não deixa sua cadeira de rodas e suas limitações físicas impedi-la de viver suas aventuras, assim como qualquer criança de sua idade.
Josinha teve uma doença que quase ninguém sabe que existe em crianças, apenas em pessoas idosas, Artrite Reumatóide Juvenil. Essa doença desgasta os ossos das juntas, como: mãos, pés, joelhos, etc. Além de atrofiar e causar muita dor, e mesmo com a fisioterapia que ela faz; que impede que a doença ainda sem cura piore; ela ainda assim sente dores, tem rigidez das juntas quando acorda, toma remédios para controlar a doença e as dores desde os seus sete anos. Esta história aconteceu há mais de vinte anos quando nem mesmo os médicos que cuidam dessa doença sabiam muito sobre ela, por isso suas limitações e dores aumentaram levando-a para a cadeira de rodas. Hoje felizmente os médicos já sabem identificar os sintomas de forma mais rápida e pedem os exames certos. Eles já começam a tratar logo evitando que as crianças sofram como Josinha sofreu.
A garotinha passou a amar sua cadeira, apelidando-a de coleguinha e pintando-a de azul e lilás, suas cores favoritas. Ela e sua coleguinha brincam de esconde-esconde com sua irmã mais nova, Ane. Ane senta em seu colo e vadeira da irmã o mais rápido que consegue e depois solta para que Josinha a freie a tempo para não se machucar.  Felizmente quase não passa carros ou motos ali. Ambas riem e se divertem muito juntas.
Elas estudam, mas como Josinha não tem amigos para brincar no recreio, Ane lhe faz companhia e lancham juntas. No começo a garotinha de cabelo preto escorrido sofreu muito, mas hoje ela já aceitou que seus colegas gostam de brincadeiras, correr e ela não pode. No entanto, ela é grata e feliz por ter uma irmã que a ama e cuida dela. Elas são uma pela outra.
Sua mãe ficava de cabelo em pé, por causa das brincadeiras das filhas.
Um dia de sol Ane pediu a mãe um pouco de dinheiro para comprar picolés, pois o moço passava todos os dias em sua rua vendendo, entãai segurando e soltando a coleguinha na rua de sua casa, que é uma pequena ladeira; ou empurra a co sua mãe lhe deu o dinheiro e a garota saiu saltitante de alegria. A verdade é que elas planejaram antes de dormir saírem do bairro em que moram e se aventurarem um pouco até acharem uma sorveteria para comprarem seus picolés. Elas não imaginavam os perigos que uma cidade tem para duas garotinhas sozinhas. Por isso saíram orgulhosas da rua e Ane empurrando a cadeira até cansar, paravam em barzinhos, entravam em comércios, pois o sol estava muito forte. Elas viram muitas coisas boas, bonitas, mas também viram mendigos na rua pedindo dinheiro, homens maliciosos oferecendo-lhes doces, ladrões assaltando pessoas, só que elas seguiram os conselhos de seus pais para não aceitarem nada vindo de estranhos, nem conversarem com eles, exceto para pedir ajuda. Elas atravessavam as ruas nas faixas de pedestres, olhavam para os lados ao atravessarem e nada de acharem uma sorveteria. Josinha e Ane estavam cansadas e com muito medo pelo que tinham visto, mas estavam longe de casa e não sabiam voltar para casa, estavam perdidas. No entanto, elas queriam terminar aquela aventura, queriam comprar seus picolés na sorveteria. Nesse período em que estavam longe de casa sua mãe foi chamá-las para lanchar e nada de encontrá-las na rua, perguntou para vizinhos, e como sempre, nestas horas ninguém vê nada, então ela começou a chorar desesperada. Onde estavam suas filhas? Ligou para o marido e lhe contou o que aconteceu. Ele largou a oficina mecânica onde é dono e saiu para buscar a mulher para procurarem as meninas. Só procurariam a polícia em último caso.
Josinha e Ane finalmente encontraram uma sorveteria e aliviadas foram até lá. Chegando elas pediram picolés de chocolate e de morango, mas quando foram pagar o dinheiro não era suficiente. O moço que passava em sua rua cobrava aquilo; elas disseram. A vendedora então vendo como elas ficaram tristes e aparentavam estar muito cansadas deixou por aquele valor, e perguntou-lhes por que estavam sozinhas.  Elas orgulhosas lhe disseram tudo. Vilma, a vendedora explicou-lhes que não podiam fazer mais aquilo, pois era perigoso e perguntou onde moravam, Josinha disse o endereço, mas que não sabiam como voltar. Vilma voltou ao balcão e ligou para seu namorado que era policial e explicou a situação das garotas. Ele não demorou a chegar e carinhosamente levou-as para casa. Seus pais que haviam chegado da rua há poucos minutos, pois estavam procurando-as, abraçaram-nas aliviados. A mãe agradeceu ao policial que lhe explicou tudo. Eles colocaram-nas de castigo; um mês sem brincar na rua; e ainda fizeram-nas prometer que não voltariam a fazer aquilo. Elas não fariam novamente, pois apesar de tudo que viram e do castigo, elas viveram uma grande aventura e isso as uniu ainda mais. Elas continuam grandes amigas além de irmãs.
Ah! Josinha fez novas amizades na escola e ela é feliz, apesar das limitações, mas ela se supera todos os dias.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

A DOR DA RECUPERAÇÃO


Estou aqui me sentindo presa e muito dependente. Fora as dores.
Não consigo quase me mexer, e ainda com mais cicatrizes pelo corpo.
Está difícil pra mim agora, mas pra quem não está?
Quem já passou por cirurgia e não sofreu  na recuperação?
Preciso ser forte.
Preciso ser otimista.
Logo passará.
É necessário ter muita paciência e pouca autocobrança.
Cadê você paciência?
Apareça, por favor.
Cobrar- me é o que mais tenho feito.
Isso deprime a mim, ao meu coração, no qual eu sou guardiã.
 E também quem está comigo a todo momento. Esta sente ingratidão da minha parte.
Ela é minha razão de resistir, de aguentar tudo com um sorriso, quando a vontade muitas vezes é chorar, me esconder e deixar o barco sumir de vista.
Uns realmente se preocupam e torcem, ajudam, fazem o que podem e isso emociona.
Há outros que só fingem se preocupar, ou oferecem ajuda sem quererem de verdade ajudar.
Isso se vê nos olhos, sente nas palavras.
Querem tirar o peso na consciência? ou simplesmente querem mostrar para os outros que estão fazendo algo mesmo sem no fundo quererem?
Eu não sei.
Só sei que quando vimos isso vindo dos mais próximos dói.
Eu apenas espero que esse processo de recuperar seja rápido e menos doloroso.

sábado, 20 de julho de 2019

DIONE E A BUSCA PELO AMOR PRÓPRIO


Dione é uma mulher hoje, mas uma como milhares ou milhões dela por aí que não sabem se amar, se valorizar, só priorizam os outros.
Dione é filha única, no entanto, seus pais nunca tinham tempo para ela. A  vida social deles era mais importante do que passar um tempo com a filha.  Seu pai era político e sua mãe sempre o acompanhava deixando a garotinha com a babá.  Meire era a única pessoa que lhe dava atenção e afeto naquela casa, porém ela necessitava de seus pais, que sequer notavam-na, apenas lhe davam presentes como compensação por suas ausências.
Dione tornou-se uma criança introspectiva e solitária, sua babá tentava suprir a falta dos pais, mas ela sabia que não era suficiente. Por várias vezes a garotinha dormia após chorar de tristeza. Ela não conseguia fazer amigos, não se sentia boa o suficiente para isso.
E a vida foi passando. Dione era conhecida como estranha, pois vivia em seu mundo próprio. Ela cresceu e tornou-se uma jovem solitária e linda, mas se sentia um nada.
Ela formou-se e foi fazer faculdade de  medicina veterinaria de animais grandes, assim ela continuaria em seu mundo e ficaria com sua companhia, os cavalos. Seus pais tinham um haras no qual ela ia sempre e lá ficava por horas após o curso. Ela não acreditava ser boa e bonita para namorar alguém. Ela gostava de um rapaz, mas ele era bonito demais para ela. Então toda vez que ele puxava assunto com a mesma, ela respondia timidamente e dava um jeito de recuar evitando qualquer aproximação.
Ela se sentia triste e com raiva de si mesma. Ela não se sentia amada por seus pais. Ela esperava que eles mudassem, mas tinha medo de que a mudança deles não mudasse mais nada dentro dela. Ela temia não acreditar nesse amor após tantos anos.
Ela ligou para um psicoterapeuta, pois não suportava mais viver e se sentir como estava se sentindo.
Foi duro e ela chorou muito na primeira sessão.
As sessões seguintes foram ainda mais dolorosas. Paulo, seu psicoterapeuta era doce, amigo e às vezes duro demais com ela, que muitas vezes pensou em sumir de lá. Mas era persistente, queria mudar e ser quem gostaria de ser. A verdade é que ela gostaria de saber quem era. Ele chamou seus pais para conversarem sobre Dione, porém seus pais se recusaram dizendo que era uma bobagem e que tinham mais o que fazer.
Ela ficou muito deprimida e sentiu-se desvalorizada e um nada para eles. Dione descobriu que na verdade essa autodescoberta e amor próprio iniciaram na terapia e permanece até quando quiser.
Nessa descoberta de si mesma ela passou a refletir: _ A mídia e a internet têm falado tanto sobre amor próprio, autoestima, priorizar-se, porém, as músicas, especialmente as sertanejas gostam de cantar canções em que você se doa totalmente para o outro, aceita ser cobaia, bebe até não aguentar mais porque o outro o deixou, o outro é a razão de ser feliz.  Isso não faz sentido para ela.
Paulo riu de sua observação e parabenizou-a pela reflexão.
Ela começava a se sentir bem consigo mesma e passou a correr atrás de livros e vídeos que a ajudassem a descobrir-se e se amar primeiramente, acabar com a carência que a persegue por anos  e depois perdoar seus pais pela ausência e falta de carinho, atenção.
Ela se sentirá feliz em sua própria companhia e será realizada no processo mais longo e compensador de sua vida com ela mesma e na sua futura profissão.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

SUPER HEROIS


Victor e Miguel são uma dupla de super heróis e irmãos que combatem os inimigos e enfrentam  os perigos de MOC city. Vitor tem visão raio laser, que destrói tudo o que pode atravessar seu caminho e vê através da parede, porta, e fica invisível; enquanto Miguel ouve pensamentos, e voa.
Eles têm uma irmã pequena, Agatha, que ainda não sabemos seu poderes, mas sabemos que logo se revelarão. Ela foi sequestrada por um grande inimigo dos super heróis, o Super Corrupto, como isca para colocá-los em uma armadilha e prendê-los. Assim, o super corrupto pode roubar todo o dinheiro da cidade, deixando-o milionário, enquanto que a população passa ainda mais dificuldades. A família ficou desesperada, especialmente sua mãe, Aline, que tem um olhar que deixa o inimigo parado, que nem estátua. Eles armaram um plano quase infalível para pegarem a bebê de volta.
Aline usou todo seu charme e magia para encantar o inimigo, enquanto os super heróis entravam no hotel dele em busca da irmã, usando seus poderes para encontrá-la. No entanto, Cony, o corrupto não era bobo e não caiu nos encantos da heroína Aline. Ele saiu para o hotel para pegar os garotos com sua super velocidade, porém o herói Lucas foi mais rápido e o interrompeu com seu poder de congelamento e desapareceu com ele, deixando Cony no Alasca e voltou. Resgataram a pequena heroína,(que descobriram mais tarde que era mais forte que um touro) e estavam unidos novamente e em paz até o retorno do Super Corrupto ou aparecer outro inimigo.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

BREICE, O POTRO


Breice é um potro negro com três listras brancas envolta do pescoço, dando-lhe um charme e o diferenciando dos outros. Sua crina era aparada e brilhava sob o sol. Ele foi presente do pai ao pequeno Caio, um menino doce, de seis anos, que há poucos meses havia perdido a mãe devido uma doença rara. O próprio garoto escolhera o nome. Ele ficou muito contente em receber o animal, pois via nele um amigo, um apoio naquele momento tão triste para ele. Ele então perguntou ao pai como era apoio em inglês, seu pai pesquisou no Google e disse-lhe:
Apoio é brace, ou support, filho Porém, o garotinho achou mais bonito, brace. Seu lindo potro se chamaria Breice.
O menino várias vezes chorava de saudade da mãe abraçado ao potro, que sentindo a tristeza do garoto ficava quieto. Alguns destes momentos eles chegaram a dormir juntos na varanda, onde Breice ficava.
Eles também cavalgaram muito juntos pelo vilarejo onde Caio e o pai moravam.
Caio tinha dois portos seguros: seu pai, Lucas, e Breice.
Após a chegada do animal, a vida de Caio melhorou muito e ele voltou a sorrir, brincar, ser criança novamente.
Breice cresceu e tornou-se um majestoso cavalo.  Os dois cresceram  juntos, assim como a amizade, companheirismo deles  que só  fortaleceu ao longo do tempo.
A saudade não dói mais, mas quando ele sente muita falta da mãe ele pega seu retrato e fica abraçado com seu amigo até adormecerem.

domingo, 5 de maio de 2019

CONFLITOS


Olho para trás e a vontade é de parar.
Dar um stop no controle remoto por tempo indeterminado.
Sabe quando bate aquele arrependimento de coisas que fizemos e não valeram a pena?
Desejo de voltar no tempo e apagá-las.
E aquela dor no peito que dá quando vimos quem amamos  sofrer e nos sentimos inúteis por não saber o que fazer?
Às vezes tudo o que importa é tentar, continuar seguindo, apesar de tudo.
Meu coração anda aflito. Por que?
Acontecimentos em um futuro próximo me impedem de ver um futuro mais distante.
Não consigo sequer me imaginar daqui 05 ou 10 anos.
A descrença mesmo sem eu querer perturba meu ser.
Por que não creio, embora tenha motivos diários para crer?
Há tantas pessoas em situações bem piores do que a minha.
Te amo e queria tê-lo comigo, mas se o sentimento não é recíproco não tem como durar.
Insistir para quê?
Coração quer você; e a mente diz Não compensa.
Quero realizar coisas, mas adio devido a não visualização de um futuro longínquo.
Sonhos que não deveriam ser adiados, afinal, quem sabe como será o dia de amanhã?
Coração e mente em conflitos constantes. O que fazer?
Como disse no poema Vida uns anos atrás; será que estes conflitos nunca acabarão?
Estes que me fazem sentir aflita, insegura, egoísta, etc.
A solidão não ajuda a diminui-los, mas antes só do que sofrer de solidão mesmo acompanhada. Isso dói mais.
 Conflitos externos ou internos, infelizmente não sei qual mata mais hoje em dia.
Conflitos podem matar corpos, mas também adoecem almas.

sábado, 4 de maio de 2019

FAMILIA UNIDA PELO MAR



Em um dia de sol um garoto sai escondido de sua casa e perambulando pelo porto ele encontra um veleiro que descobre mais tarde estava escrito ATLAS. Então o menino resolve se esconder do dono do barco, e também de seus pais; das surras diárias, do medo constante de que possam fazer algo pior do que espancá-lo. Ele é um menino quieto, desconfiado, assustado, que nos seus oito anos de vida só tem um sonho; ser livre e estudar. Seus pais só vivem alcoolizados e sem tempo sóbrio, ou disposição para levá-lo a uma escola.
Escondido no barco ele percebe que o dono começou a navegar pelas águas calmas e acinzentadas daquele mar.
Um homem de barba serrada, touca  para tampar seu cabelo e proteger-se do frio cortante. Já no meio do mar viajando para a Suécia, ele se encontra com o garoto tremendo de frio no chão da cabine. Assustado o homem o acordou, fê-lo ir para a cama e o cobriu com vários cobertores, além de dar-lhe um chá quente para aquecê-lo de forma mais rápida.
Enrico estava assustado, temeroso de que aquele homem o levasse de volta para casa. Ele começou a chorar e implorar para que o senhor  não o levasse para casa, ou poderia morrer.
Sócrates emocionado consola o garoto, mas para não demonstrar  sua vulnerabilidade ele se esforça para não derramar lágrimas. No entanto, ele prometeu ao Enrico que nunca faria isto e os dois viajariam juntos.
O menino e Sócrates viajam pelo mundo e quando os pais deram falta dele e procuraram a polícia, o homem soube da procura e antes que o prendessem por acusação de sequestro, ou coisa pior ele pediu a guarda do garoto provando que ele queria e precisava tirar o menino das garras dos pais.
Sócrates pôs o garoto na escola e nas férias eles viajam de barco, enfrentando tempos bons e tempestades, e o garoto tem muitas histórias para contar aos amigos sobre tudo o que viu. Eles agora estão felizes sem o vazio e solidão que os rodeava.

A MELANCOLIA DA IDADE

  Tudo está preto no branco. Ou você é a favor, ou é contra algo/ alguém. Principalmente sobre política. Não existe mais meio-termo. É 8/80...