domingo, 3 de março de 2019

LÍDIA- CONTINUAÇÃO

Uma semana após sua formatura do ensino médio ela se despediu dos familiares e da chácara, pois não sabia quando voltaria ali.
Lídia viajou com o pouco de roupas que tinha e com o pouco dinheiro que os pais economizaram por anos. Ela viajou para o Rio de Janeiro, onde sua primeira parada foi a praia de Copacabana, lugar que ela nunca tinha ido antes e ficou impressionada. Ela pisou na areia quente e correu para a beira do mar, onde sentiu a água bater em seus pés  e saboreou a água salgada. Que lugar lindo! Foi o que ela disse e foi procurar uma pensão ou albergue até conseguir um trabalho. Ela batia nas portas das casas procurando trabalho e muitos bateram com a porta na cara dela e um dia, já bem chateada e chorando pediu a Deus ajuda, pois não queria fazer nada que ofendesse seus pais nem queria voltar. Não queria desistir ainda.
Ela se instalou em uma pensão e saía todo dia atrás de trabalho. Lídia achou uma lanchonete onde faxinava e ajudava a fazer os salgados. Ela comprou umas apostilas mais baratas e estudava para concurso público em seu quarto com afinco todas as noites e horas vagas. A moça conseguiu passar e assim que foi convocada ligou para os pais dando a notícia. Ficaram muito orgulhosos dela e a parabenizaram.
Ela está feliz e realizada agora trabalhando na previdência social. Lídia alugou um pequeno apartamento onde pagava suas contas e ainda depositava uma pequena quantia de dinheiro para mandar para os pais. Enfim, com o passar do tempo ela juntou o dinheiro que os pais tinham lhe dado e mais um pouco, devolveu-lhes e depois disso economizava o que podia para viajar e viver como sonhava. A solidão era difícil. Sentia muita falta da família e chorava em seu quarto sonhando com as férias para reencontrar os pais, irmãos, parentes e a chácara. Rio era lindo, mas muito perigoso e muitas vezes preferia passar suas horas de descanso no apartamento ao invés de passear e correr risco de morte. Ela tirou férias e foram os dias mais alegres de sua vida na chácara, e um dia passeando na cidade para visitar os tios ela encontrou Jonas, seu primeiro amor. Seu coração ainda batia forte por ele. Ele estava ainda mais bonito e atraente. Ela estava uma mulher linda, bem diferente daquela moça tímida e recatada ,que ele sequer notava na escola. Ele não a conheceu e ela não fez questão de dizer quem era. Não era importante agora. Eles conversaram, riram e depois de tomarem um sorvete ele a deixou na casa da tia e a beijou. Foi seu primeiro beijo e com ele. Ela nem acreditava. Eles se encontraram até o dia da viagem dela de volta ao Rio. Eles passaram a namorar a distância e como ele era farmacêutico não podiam se encontrar com frequência. Quando ele foi visitá-la eles tiveram sua primeira noite juntos. Foi um pouco doloroso, mas também ele foi bem carinhoso. Foi uma noite especial para ambos. Eles estavam apaixonados e ele foi morar com ela até conseguir trabalho numa farmácia no bairro dela. Ela o convenceu a estudar para passar num concurso público na área dele e ele esforçou tanto que passou. Eles agora estão felizes juntos e o plano deles é viajar em um cruzeiro para a Europa. Enfim, Lídia estava feliz e realizada.

sexta-feira, 1 de março de 2019

LÍDIA

Era um dia nublado e todos na casa de Lídia estavam conversando de forma descontraída entre seus pais e parentes que foram fazer uma breve visita e buscá-la. Era um domingo preguiçoso após o almoço e a conversa corria sem pressa. De repente a chuva começa a cair de um jeito calmo e exalando no ar o cheiro de terra úmida. Lídia correu para vislumbrar a chuva pelo peitoril da janela do quarto que compartilhava com Luíza, sua irmã caçula, que no momento brincava de desenhar com os irmãos maiores. Ela ficava fascinada com a chuva caindo tranquilamente no gramado ( pensando que num futuro próximo aquelas gotas deixariam o gramado verde e florido) e no barulho que causava ao tocar no telhado; sem raios ou relâmpagos, trovões, que sempre acabavam por assustar Luiza e os irmãos gêmeos, Luca e Jordano, de seis anos, ruivos com pequenas sardas, assim como sua mãe.
Lídia estudava na cidade durante a semana, onde morava com os tios e nos fins de sexta-feira eles a levavam para a chácara onde sua família morava, uns cinquenta quilômetros da cidade. Lugar onde ela podia subir na mangueira para saborear uma suculenta manga rosa, ou catava as jabuticabas que caiam da jabuticabeira, enquanto sonhava com seu futuro marido, seu colega, Jonas, mas que sequer a notava devido tantas garotas chamarem sua atenção e ela ser tímida, vestir de um jeito mais simples e recatado. Um jeito ainda de menina, não de uma moça de quinze anos, como era.
Jonas é um rapaz que na primeira impressão se mostra um tanto presunçoso, convencido devido sua beleza e riqueza da família, mas quem o conhece de verdade sabe que ele é mais profundo e interessante e ela sente isso, apesar de nunca ter tido a mínima oportunidade de ter trocado uma palavra com ele. Ela sonha com seus diálogos mais profundos, discussões sobre assuntos em comum, almas compartilhadas, sorrisos e olhares que se encontram vez ou outra, dedos que se entrelaçam enquanto conversam e os corações batendo forte. Ela acreditava que eles eram feitos um para o outro, mas que Jonas ainda não a tinha reconhecido. Apesar de todos esses sonhos ou ilusões, a jovem nunca contara para ninguém, pois achava que ririam dos seus sentimentos e pensamentos. Ela não tinha amigos na escola, nem fora. Nos intervalos das aulas e dos afazeres na casa da tia, seu lazer eram os romances que pegava na biblioteca municipal. Ela ama ler e viajar nas histórias. Quando tem um tempo também gosta de escrever em seu diário, este que ela descrevia seus sentimentos mais puros e sinceros sobre Jonas, a família, a vida no geral. Eram sentimentos  muitas vezes de solidão e tristeza por não ter amigos; de dor, porque em certas horas nem ela acreditava que seu primeiro amor se tornaria realidade.
Na verdade, a maioria dos primeiros amores nunca se tornam realidade, só ficam na nossa lembrança como algo inocente e infantil. Uns dois anos atrás Lídia passeava pela rua sem rumo, apenas pensando na sua vida, no seu futuro, tão distraída que quase foi atropelada por uma moto, se não fosse a buzina despertá-la e fazê-la dar uns passos para trás ainda assustada com o coração quase para sair pela boca.
Ela voltou correndo para a casa dos tios e ficou o resto do dia quieta, ela contou para sua tia Marina, irmã de sua mãe o que aconteceu naquela tarde quando voltava da escola e Marina a repreendeu para ter cuidado e não ficar tão distraída, que seu futuro era ajudar sua mãe até o dia do casamento e ensinar aos filhos os deveres de casa, nada mais. _Pare de sonhar com bobeiras, garota! Assim que acabar os estudos eu te levo para morar com seus pais novamente, até que encontre um filho de algum vizinho da chácara de seus pais para casar.
A garota prometeu ter mais cuidado e pediu licença para voltar ao quarto e lá choramingava imaginando um futuro igual da mãe; muito cansativo e entediante, sem maiores expectativas.
Lídia queria estudar mais, queria namorar como qualquer moça da idade, mas queria viver, conhecer o mundo que a mãe nunca chegou a conhecer e não ser apenas uma  esposa com casa e filhos para cuidar. Era  um futuro limitado  demais para ela e não aceitaria isso.
No sábado seguinte ela conversou com a mãe e disse que pretende viajar para a capital quando terminar os estudos, que os ama muito, mas sonha um futuro diferente para ela, nesse ínterim ela até esqueceu de Jonas. Sua mãe ficou chocada, mas aceitou e disse que conversaria com seu Roberto, pai de Lídia, e depois lhe dariam um parecer. A jovem ficou ansiosa o resto do fim de semana e durante a semana inteira, a ponto de não conseguir se concentrar nas aulas, embora seja ótima aluna.
No sábado seguinte seus pais lhe deram a aprovação e ela prometeu-lhes não decepcioná-los enquanto estivesse fora. Ela já estava com saudade, com medo e muita alegria pela perspectiva de sua nova vida no próximo ano.
Ela viveu o resto do ano com dedicação aos estudos, apreensão pelo que viveria e saudade da família, dos pomares, da chuva caindo no telhado...

Próximo ano...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

TURU





Turu é um boto acinzentado, no qual suas nadadeiras coloridas mais parecem asas de borboletas. Ele não se transforma em um homem para seduzir mulheres, como na lenda do boto cor de rosa. Turu é um boto que nada com a suavidade de uma arraia.
Turu estava nadando tranquilamente no rio Araguaia quando foi pego pelos pescadores ambiciosos de uma vila próxima ao rio. Quanto mais ele debatia na rede e suas nadadeiras se movimentavam rápido, mais alto ele flutuava até ficar acima do rio e todos ficaram assustados com olhos esbugalhados de tanto susto. Ligaram para o Seaworld, nos Estados Unidos, afim de que ganhassem um bom dinheiro pelo animal exótico.
Logicamente um dos funcionários veio para averiguar, e surpreso com o animal que estava dentro da rede levou-o para o grande parque onde o trataram como a nova grande atração do parque. Ele estava triste, pois a piscina era bem diferente do rio onde vivia. Porém, quando ele ouviu as palmas das crianças ao vê-lo o boto ficou feliz e começou batendo as nadadeiras de tamanha alegria; o que o fez flutuar e ouvir vibrações, gritos de surpresa da plateia.
Essa passou a ser sua vida: atrair mais pessoas e trazer mais lucro ao Seaworld, além de torna-lo feliz até o momento.


sábado, 8 de dezembro de 2018

SANDRA


Era um dia ensolarado e húmido, entretanto, Sandra se sentia em um dia nublado.
 Ela é uma negra linda, alta, magérrima e muito querida, mas em seu interior ela se sente triste, abalada... A verdade é que nem ela consegue expressar o que sente direito: como uma caixa vazia e cheia de coisas ao mesmo tempo: insegurança; medo; raiva de si mesma; dor que somente a alma sente; falta de fé em Deus (ela se sente culpada e se pergunta:_ será que sou ingrata?), e em si mesma.
Ela é daquelas pessoas que sem dúvida morreria por quem ama e preferiria morrer com emoções entaladas na garganta a dizer algo que magoasse ou decepcionasse quem está ao seu redor e que goste dela. Ela faria de tudo para fazê-los felizes.
Sandra queria ser diferente, porém, simplesmente não consegue. É parte dela.
Essa pessoa que ama assistir filmes, até mesmo de ação com Jackie Chan, ou melosos, como Diário de uma paixão; esta que conversa com o apresentador de TV e ri sozinha.
Sandra é única, e muitas vezes disfarça o que sente com um sorriso nos lábios, brincadeiras e muitos imaginam que sua vida é perfeita. A sua vida é perfeita? Não, né?  Nem a dela. Vítima do famoso bullying por ser tão magra quando era mais nova, isso a abala até os dias de hoje; e com vinte anos não sabe o que fazer da vida. Será que devo fazer faculdade, ou curso técnico? mas sobre o quê? Seu dilema que a aflige constantemente e muitas vezes a faz perder o sono.
 Se uma hora ela começar a se amar e se conhecer melhor, quem sabe ela seja o que realmente a faz feliz? Hoje ela simplesmente se sente como a menina-mulher que não queria ser.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

POR QUE NOS DEIXOU?



Onde você está?por que fugiu assim da gente?
Tanto amor ainda temos para lhe oferecer.
Tanto amor, paciência e carinho lhe demos em todos esses anos.
Tudo foi em vão comparado a ter sua liberdade?
Parte de nós se foi com você e sinto que não voltará mais.
 É tão triste lembrarmos que não o teremos mais conosco.
Por quê?
Você faz tanta falta.
Cada vez que tenho uma perda, uma parte minha vai junto com quem se foi.
Sinto minha alma se despedaçando aos poucos.
Meu coração daqui a pouco sumirá junto com a esperança e a alegria.
Sobrarão apenas o medo, a falta de fé e as lágrimas que insistem em querer cair, mas resisto até em pensar em você para elas não rolarem pelo meu rosto.
Chorar não o trará de volta para nós.
Mais uma vez eu pergunto.
Por quê?

quinta-feira, 12 de julho de 2018

JÚLIA


Júlia é uma mulher linda, e apesar de não ser considerada "beleza padrão", devido suas características físicas: baixa, negra, acima do peso, quadril largo, cabelo afro estiloso... Ela se ama e se aceita como é. Sua autoconfiança, alegria e simpatia atraem a atenção de todos a sua volta. Júlia é comissária de bordo em uma famosa companhia aérea, o que a faz viajar muito por todo o país. Isto praticamente a impede de ter uma vida pessoal comum, mas ela é feliz assim.
Ela tem uma melhor amiga, Ane, mãe de gêmeos, mora com a mãe, trabalha como enfermeira e possui uma personalidade bem diferente de Júlia. Ane é introvertida, observadora, discreta, leal e sincera, porém, com uma autoconfiança quase inexistente. O que penso ao olhar para as duas juntas é que opostos realmente se atraem. A única coisa  em comum entre elas é a capacidade de fazer escolhas ruins em relação aos homens que se relacionam. Portanto, ambas estão sozinhas há alguns anos.
Júlia é mais extrovertida, aventureira, romântica, educada, amiga leal e todos que a conhecem gostam muito dela e perguntam: Como você está sozinha sendo tão legal? Ela só responde que antes estar só do que se desgastar à toa.
Ela tem vários defeitos, mas o que se destaca é a impaciência em esperar alguém, ouvir e ver certas coisas que dão vontade de dizer: Ei, acorda pra vida. Em que mundo você pensa que vive? No entanto ela se segura. Os homens com quem tem se relacionado ou conhecido pelo aplicativo de namoro têm tirado sua paciência. Na verdade, Júlia tem sentido preguiça para conversar, ou se relacionar novamente. Sempre as mesmas conversas, mesmas promessas vazias, cantadas vulgares ou infantis, ilusões, falta de atitude.
Ela tem sentido muito carente ultimamente, e por mais que queira não consegue focar no que importa de verdade e se cobra por isso. Todavia, ela não se sente animada para ficar com alguém só para suprir essa carência, muito menos ter um flashback com um ex-crush. Não, ela não procura sexo apenas, isto é consequência de encontrar uma companhia que há tempos ela não encontra nas ruas de sua vida. Alguém para conversar, rirem de coisas só dos dois, sair, assistirem um filme juntos, compartilharem seus eus que quase ninguém conhece. Ou seja, sonho romântico, mas não impossível de acontecer, pelo menos é o que ela espera.
Quando não trabalha ela prefere passar seu tempo com a família, ou no quarto curtindo seus hobbies, como: assistir um filme, ler, dançar, pintar suas telas; ou ela simplesmente vai para a casa de Ane para conversarem, lembrarem da adolescência na escola, curtem os gêmeos, fazem coisas de amigas. Ela também curte fazer trilha, escalar alguma montanha, sair sem guia ou mapas pelas ruas, sempre que param em alguma cidade. Seus pais se preocupam muito com esse jeito dela, mas em outros momentos eles simplesmente "entregam-na pra Deus". Ela raramente sai para baladas, pois apesar de conhecer muita gente, ela não tem muitos amigos como imaginam.
Enfim, essa é Júlia, com qualidades e defeitos, mágoas e alegrias, sonhos e desilusões, medo e coragem... Uma mulher completa, mas que também espera alguém para somar nessa plenitude e fazê-la querer melhorar cada dia mais, diminuindo assim as suas próprias imperfeições e ajudando-o a diminuir as dele. Somente duas pessoas completas consigo mesmas conseguem viver um amor tranquilo, livre, sem as cobranças e inseguranças que vemos em todos os relacionamentos ultimamente. Utopia? Que seja. É apenas o desejo do coração de Julia, de Ane e da maioria das pessoas.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

CRISTINE


Cristine é uma jovem que desde sempre desgostava de si mesma. Toda vez que se olhava no espelho ela não se conhecia, sua vontade é de quebrar aquela imagem, pelo menos no espelho. Ela queria desaparecer do universo, pois achava que não faria falta por muito tempo. Ela era uma moça que tinha vários amigos que diziam gostar muito dela, no entanto, só encontrava com um ou outro e raramente, pois a maioria morava longe e a vida de todos era muito corrida. Apesar desses amigos e familiares sempre exaltarem suas qualidades, ela não as enxergava. Até em relação às suas amizades ela se questionava se era mesmo uma boa amiga, e se eles não mereciam alguém melhor do que ela. Ela sempre se cobrou muito para ser a melhor filha, amiga, aluna, colega de escola, de trabalho, namorada e sentia-se frustrada. Enfim, ela se via tão imperfeita em tudo, que queria ser perfeita aos olhos dos outros, mas ela mesma não sentia que atingiria essa perfeição. Ela sabia que ninguém é perfeito, que era loucura se cobrar tanto, mas não conseguia ser e pensar diferente. Essa era ela, Cristine Favo. Ria, brincava, até se divertia, mas lá no fundo, somente ela sabia como estava. Entretanto, ela sentia que precisava ser forte e não queria nunca incomodar os outros. Incomodar para ela era ser um peso, então geralmente guardava tudo para si.
Era uma pessoa dedicada a tudo que realmente interessava, era amigável, alegre, estudava para concurso e trabalhava em um escritório de advocacia e era bem reconhecida pelo seu trabalho. Sua maior distração eram os livros e os filmes na tv, pois não namorava há muito tempo e raramente saia de casa - chegava muito cansada e ainda precisava estudar. Esta era sua vida. Seus pais estavam orgulhosos dela e sequer imaginavam o que passava pela mente da filha, a única preocupação deles é que morressem sem ela ter se casado e lhes dado netos antes.
Ela era grata ao seus pais, aos seus amigos por sempre acreditarem nela e era grata a Deus por ter lhe dado saúde para trabalhar e estudar, e também ter lhe dado pessoas tão especiais para ela amar e ser amada. Porém,  algo nela não estava bem, seu coração estava tão partido que duvidava que um dia pudesse ser colado e por tudo mais que ela sentia... Se ela é feliz? A verdade é que nem mesmo ela sabe  se é, mas tem momentos muito bons que viveu e que nunca esquecerá.

ENQUANTO O CORAÇÃO ESPERA

  Eu sou Melissa, e tenho trabalhado arduamente numa empresa de uniformes, para me manter e ajudar meus pais, Francisco e Celina, que mesmo ...